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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

23
Out20

Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay


Pedro Azevedo

Sancho Pança dizia ao seu mestre "yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay". Com esta frase, Cervantes colocou na boca do fiél escudeiro de D. Quixote um sentimento por muitos partilhado: não sendo racional acreditar na existência de bruxas, a superstição acaba por fazer temer esses míticos seres do oculto. 

 

O que dizer então da 3ª eliminatória da Taça de Portugal onde o sortilégio colocou frente-a-frente o Fafe e o Vilar de Perdizes? De um lado o Bruxo de Fafe, do outro a aldeia mais mística de Portugal, o jogo (aguardado para o dia 22 de Novembro) promete atrair à cidade do distrito de Braga curiosos interessados em ver bruxos e bruxas, diabos e mafarricos. Todos na esperança de literalmente observarem dentro das 4 linhas aquilo que um adepto Sportinguista figurativamente já há muito se apercebeu: é que, no relvado, o futebol português é solo fértil para o sobrenatural.  

21
Out20

O Pantera Cor-de-Rosa


Pedro Azevedo

Eu sei, é o quarto Post que faço sobre João Almeida, mas o ciclista português está cada vez mais perto de realizar um dos maiores feitos de sempre do desporto nacional. Amanhã será o Dia D para o João no Giro de Itália. A cumprir a sua terceira semana numa grande volta, o ciclista português está em território inexplorado. Não só é estreante nestas andanças velocipédicas como não se saberá de que forma o seu corpo reagirá à acumulação de tantos quilómetros. As grandes competições por etapas - Tour, Giro e Vuelta - são essencialmente provas de endurance que privilegiam ciclistas com muitos Kms nas pernas, pelo que geralmente o pico deste tipo de atletas atinge-se por volta dos 30 anos. Ora, o nosso João Almeida só tem ainda 22 anos e está no Giro somente devido ao incidente que afastou Renko Evanpoel, o jovem prodígio belga que estava destinado a ser chefe-de-fila da Deceuninck-QuickStep nesta prova. Ao mesmo tempo, enfrenta (Ca)Nibali, o italiano que já venceu as 3 Grandes Voltas, e o compatriota deste, o ainda mais veterano Domenico Pozzovivo. Mas não só destes tricolores transalpinos se faz a concorrência. O holandês Wilco Kelderman, segundo na geral a magros 17 segundos, e os jovens lobos Hindley (australiano) e Geoghegan Hart (americano) parecem especialmente ameaçadores sempre que a estrada empina.

 

Numa volta com estas características não pode haver um dia mau. A regularidade é importantíssima, a experiência também, a gestão do desgaste idém. Conseguirá o João levar a rosa até ao fim? Sobre isso tenho sentimentos contraditórios. Por um lado, o desgaste que sofreu na etapa de Domingo, sozinho durante 7 Km, exposto ao vento, sem ninguém para o ajudar - Masnada, seu colega de equipa, pela segunda vez, optou por seguir na roda e gerir a sua corrida em vez de num último esforço procurar cobrir o espaço que a Sunweb conseguiu abrir para o João - constituiu o tipo de erosão que geralmente se paga mais tarde com juros numa grande volta. Por outro, bastante mais animador, os sinais que ficam do João após os dias de descanso: tal como na segunda semana, nesta terceira semana do Giro o João apareceu renascido como a fénix, de cambaleante no Domingo para desafiante de toda a concorrência na terça-feira. Adicionalmente, hoje não deu um sinal fraqueza numa etapa em que os ciclistas tiveram de ultrapassar 3 contagens de montanha de 1ª categoria e uma de 3ª.

 

Amanhã há uma etapa muito importante do Giro, dir-se-ia a etapa rainha da prova. Classificada como de 5 estrelas, a ligação entre Pinzolo e Laghi di Cancano (207 Km) contém 1 contagem de montanha de 2ª categoria logo a abrir (Km 14), duas montanhas de 1ª categoria (Km 66 e Km 207), a última a coincidir com a meta, e ainda um prémio de montanha de categoria extra situado ao Km 169 em que os corredores ascenderão até aos 2758 metros. Com todas estas dificuldades, não será de admirar que provoque diferenças entre os principais competidores que ajudarão a definir a classificação final. Sendo o Giro uma prova por eliminação progressiva, seria importante e moralizador para João Almeida continuar a resistir no primeiro lugar da classificação geral. Se o conseguir, acredito que ultrapassará também bem o dia de Sábado, a última grande etapa montanhosa do Giro que se disputará na véspera do final desta grande competição velocipédica, a qual se concluirá com um contra-relógio de 15,7 Km com chegada a Milão. Aconteça o que acontecer, os momentos que o nosso jovem ciclista tem vindo a protagonizar já não poderão ser apagados da nossa memória, entrando num tipo de registo por nós não vivido desde os tempos do saudoso Joaquim Agostinho. Ao mesmo tempo desafiando todos os peritos, probabilidades e casas de apostas. O milagre já esteve mais longe de acontecer, mas seja como for ninguém tirará a João Almeida o epíteto de heroi improvável desta edição do Giro. Força no pedal, João!

 

P.S. Resultou no fim de semana passado, pelo que o fundo deste blogue permanecerá com o fundo rosa em homenagem ao João Almeida enquanto este for líder da classificação geral do Giro. Esperamos que tal possa acontecer até ao final do dia de Domingo.  

joaoalmeida.jpg

21
Out20

Sabia que... (2)


Pedro Azevedo

... nos 3 jogos já disputados para a Primeira Liga, os jogadores do Sporting cometerem 50 faltas e sofreram 55? Às 50 faltas cometidas pelos nossos jogadores corresponderam 12 amarelos (24% amarelos/falta), enquanto as 55 faltas cometidas pelos nossos adversários tiveram como consequência a amostragem do cartão amarelo em 8 ocasiões (14,5% amarelos/falta). 

 

Dado curioso: atendendo que o Sporting utilizou até ao momento 21 jogadores e que foram cometidas 55 faltas sobre eles, tal representaria uma distribuição equalitária de 2,6 faltas sofridas por jogador. No entanto, salta à vista a discrepância observada em relação ao Matheus Nunes, jogador que só à sua conta já viu jogadores adversários entrarem à margem das leis sobre si em 11 vezes. Assim sendo, Matheus Nunes sofreu 20% do total de faltas cometidas sobre jogadores do Sporting. Importante interiorizar isto, nomeadamente quando se afirma que Matheus dá pouco ao ataque. Pudera, as suas iniciativas são geralmente travadas através de falta logo na saída para o ataque. Não admira portanto que, com 1 jogo ainda por realizar, o brasileiro figure no 8º lugar do ranking dos jogadores da Primeira Liga que sofreram mais faltas até à data, tendo à sua frente apenas médios ofensivos e avançados. Será caso para escrever #deixemjogaromatheus?

21
Out20

Craque da semana (6)

Agustín Palavecino


Pedro Azevedo

Prosseguimos a divulgação semanal de jogadores que se destacam em diversos campeonatos periféricos com um craque que actua na Colômbia: Agustín Palavecino. Palavecino, de 23 anos, é um médio ofensivo argentino (1,73m) em evidência nos colombianos do Deportivo de Cali. Com 8 golos e 4 assistências é actualmente o melhor marcador dos "cafeteros" na Primera A, o campeonato colombiano. 

 

Destro, com grande visão de jogo, drible vertical e facilidade de remate, este jogador proveniente dos argentinos do Platense, clube onde realizou a sua formação, deu esta temporada um salto de qualidade que confirmou as melhores expectativas deixadas em 2019. 

 

Com um valor de mercado de apenas 1,3M€ pelo Transfermarket, Palavecino não ficará certamente por muito mais tempo em Cali. O México, que costuma ser o destino preferencial dos jogadores que se destacam na Colômbia, Brasil ou a Europa deverão ser o passo seguinte na sua ainda curta, porém auspiciosa, carreira.

20
Out20

Entrada com garras de leão


Pedro Azevedo

Depois de ter ultrapassado a última ronda de qualificação para a Taça EHF - a segunda competição europeia em prestígio (inferior à Champions e superior à Taça Challenge que já conquistámos em duas ocasioões) - eliminando os romenos do Dobogea Sud Constanta, o Sporting estreou-se na fase de grupos da referida competição vencendo fora uma outra equipa proveniente da Roménia, o Dínamo de Bucareste, por 27-25 (16-15 ao intervalo). Com este triunfo, o Sporting é um dos líderes do Grupo B com dois pontos, os mesmos dos alemães do Fuchse Berlin e dos franceses do Nimes. Na próxima jornada (27/10), os leões receberão no Pavilhão João Rocha o já velho conhecido Tatran Presov, uma equipa eslovaca que recentemente encontrámos na Champions e que nesta jornada foi derrotada em casa pelo Nimes (22-28). O IFK Kristianstad, da Suécia, completa este grupo de seis equipas em que se apurarão quatro para os oitavos-de-final da prova. Do lado do Sporting, Pedro Valdés (6 golos) e Carlos Ruesga (5) estiveram em evidência. Por curiosidade, de destacar que Valentin Ghionea, nosso antigo jogador e actualmente no Dínamo, foi o melhor marcador da partida com 8 golos.

20
Out20

Estatísticas da Liga 2020/21 (Jornada 4)


Pedro Azevedo

  1. Melhor rácio de CA por falta cometida: Rio Ave - 6,4% (18º Sporting - 24%)
  2. Pior Rácio de CA por falta cometida: Sporting - 24% 
  3. Menos Faltas com. por jogo: Rio Ave - 11,8 Faltas (12º Sporting - 16,7 Faltas)
  4. Mais Faltas com. por jogo: Boavista - 20,3 Faltas
  5. Menos CA por jogo: Rio Ave - 0,8 (18º Sporting - 4)
  6. Mais CA por jogo: Sporting - 4
  7. Menos Golos Sofridos: Vitória SC e Gil Vicente  (-1 j) - 1 golo (3º Sporting - 2 golos)
  8. Mais Golos Sofridos: Tondela - 11 golos
  9. Mais Golos Marcados: Benfica - 13 golos [5º Sporting (-1j) - 6 golos]
  10. Menos Golos marcados: Rio Ave, B SAD, Vitória SC e Gil Vicente (-1j) - 2 golos
  11. Menos Posse de bola: Marítimo - 38,5%
  12. Mais Posse de bola: Benfica - 58% (8º Sporting - 51%)

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19
Out20

74:26


Pedro Azevedo

(Imagens: SportTV)

Estavam decorridos 74 minutos e 26 segundos de jogo quando Sérgio Oliveira cometeu esta infração sobre Matheus Nunes que arrancou os pés do brasileiro do chão. O árbitro, perfeitamente em cima do lance, agiu bem do ponto de vista técnico, deixando prosseguir o lance visto a bola ter continuado do lado do Sporting. Porém, disciplinarmente, a acção violenta do médio do Porto passou impune. Convido todos a reverem o lance aqui, através da box da Vossa operadora ou no canal YouTube de Castigo Máximo.

18
Out20

Tudo ao molho e fé em Deus

O “worst case scenario” do Sporting


Pedro Azevedo

O "worst case scenario" é um conceito de gestão de risco inerente ao planeamento de uma determinada estratégia que contempla o pior cenário que se pode perspectivar com razoabilidade a uma determinada situação a fim de melhor se poderem acomodar eventuais futuras contingências relacionadas com eventos muito improváveis. Muito aplicado na banca, empresas e forças armadas, ainda assim ontem voltou a ficar provado que o "worst case scenario" não serve ao Sporting. Acham que estou a exagerar? Imaginemos hipoteticamente o seguinte: um defesa do Porto põe a mão continuamente em cima do ombro de um avançado do Sporting que se isola na área e na sequência dessa acção cai. Perante esta situação, considerando a mais recente jurisprudência resultante do golo anulado a Coates em Portimão por mínima pressão (não continuada no tempo) com a mão, se eu fosse treinador do Sporting e estivesse a planear o jogo, na antevisão de um lance desses daria 95% de probabilidade a ser marcada uma grande penalidade contra o Porto e expulsão do jogador portista (último defesa). Todavia, na realidade - a hipótese formulada aconteceu mesmo em campo - tal vir-se-ia a revelar insuficiente, pois embora o efeito prático da decisão do árbitro tenha sido o mesmo, o jogador não viu o vermelho mas sim o amarelo (no caso, o segundo). Assim sendo, esta observação apontaria para uns 99% de probabilidade (mínimo: grande penalidade e cartão amarelo), intervalo de confiança para a gestão de risco que na história da humanidade só não resistiu ao 11 de Setembro de 2001 e à crise do subprime. Dir-se-ia então razoavelmente imbatível. Eis então que, consultado o VAR, não só o "penalty" é revertido como também o segundo amarelo. Nesse estádio, a probabilidade de contingência em termos de risco para essa situação específica já era equiparável à de um massivo ataque terrorista (ou à de uma emissão de obrigações hipotecárias tóxicas). Mas não ficaria por aí, pois o treinador do Sporting foi expulso por alegados protestos que não terão caído bem ao árbitro que anteriormente havia observado a grande elevação dos responsáveis do banco portista que no português mais irrepreensível e sem vislumbre de qualquer vernáculo lhe haviam pedido por favor, por entre tratamento de V.Exª., digníssimo e ilustríssimo, para consultar o revolucionário amperímetro com que ligado à corrente o VAR na Cidade do Futebol mede a intensidade. Conclusão: no futebol português nem o "worst case scenario" nos acode. Perante o que acabo de descrever, o empate final registado no marcador acabou por ser uma contingência menor em termos globais face a uma situação não-razoável que ocorreu durante o jogo, circunstância essa que me fez evocar os tempos de um certo treinador croata que por cá passou e tão boa impressão deixou pela coragem de apostar nos jovens e estoicismo cavalheiresco com que aguentou os sucessivos atropelos às regras da arbitragem que acabariam por desviar da rota do título uma equipa que no campo exibia um belo futebol.

 

O jogo? O Sporting foi mais equipa e o Porto teve melhores jogadores. A uma boa organização leonina responderam os portistas com as individualidades Luis Diaz e Corona. Matheus Nunes falhou à primeira e Nuno Santos não perdoou à segunda oportunidade. Numa diagonal entre os centrais, Uribe empatou. Luis Diaz ia semeando o pânico na direita da defesa leonina e, após um contra-ataque rápido mal desfeito pelo jovem Nuno Mendes, Corona espalhou o vírus do seu futebol no marcador com toda a defesa leonina em isolamento forçado. Em cima do intervalo, o "worst case scenario" descrito em cima.

 

No reatamento, a toada mantinha-se igual por entre terços e até rosários rezados de cada vez que a bola assomava a Neto. Até que ao fim do segundo terço (do jogo), Sérgio Conceição trocou Diaz e Marega por Martinez e Anderson e o Sporting aproveitou para tomar conta das operações. O Porto limitava-se ao tão enganador quanto ilusório "controlo do jogo", expressão do futebolês que já se sabe não augura nada de bom e precede um imediatamente posterior ar de estupefacção do treinador tuga com uma "batata" com que não estava a contar enquanto alegremente especulava com o jogo, ou seja, entregava a bola ao adversário. Simultaneamente, o Sporting ia progressivamente arriscando mais e mais a partir do banco. Até que uma transição dos dragões virou numa ainda mais rápida transição leonina - ou não tivesse vindo do carrinho de Palhinha - e Vietto empatou a partida após defesa de Marchesin a um toque de calcanhar do entretanto regressado Sporar. 

 

O segredo do Sporting esteve na labuta do miolo do terreno, onde Palhinha (segundo tempo) e Matheus Nunes (primeira parte) estiveram em bom plano e Pedro Gonçalves deu uma ajuda preciosa. Palhinha foi para mim o melhor em campo, por sozinho ter assumido a secção de metais e a percussão quando Ruben Amorim precisou de violinistas para as cordas com que subtilmente agarrou a equipa ao jogo face aos tocadores de bombo que vieram do Norte. Quanto ao brasileiro, voltou a ser massacrado com inúmeras faltas que, para além de nunca resultarem no cartão amarelo correspondente, acabam por o enfraquecer durante o jogo. Exemplo do que acabo de escrever foi a inacreditável inacção disciplinar do árbitro numa acção grave de um portista onde o Ma theus ficou partido em duas sílabas de dor numa palavra aguda, em lance que viria a terminar num remate de Porro a rasar o poste. Quanto a Pote, andou sempre abaixo e acima, defendendo e atacando, recuperando bolas, rematando sempre que pôde e cruzando como no lance do qual resultou o empate final que se viria a registar no marcador. Relevo ainda para a estreia de João Mário, um regresso a casa ao fim de 3 anos de ausência.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Palhinha

palhinha.jpg

(Imagem: A Bola)

15
Out20

Tudo ao molho e fé em Deus

A moto Jota contra o Auto Sueco


Pedro Azevedo

Ao contrário do que autoridades sanitárias e comentadores descreveram, o Ronaldo esteve ontem no relvado do Sporting. Pelo menos no subconsciente dos suecos, os quais andaram sempre à procura do "Melhor do Mundo" de cada vez que os portugueses se acercavam da sua área. Debalde, pois foi como se perseguissem um holograma, deixando espaço para que o DJ de serviço aquecesse a noite fria de Alvalade.

 

Antes porém, os suecos foram ameaçadores. Com uma potência propulsionada por vários cavalos de força, o motor sueco encontrou durante algum tempo uma autoestrada no meio do campo lusitano. Porém, à medida que os portugueses foram construindo portagens e assim encurtando os espaços de circulação, os vikings deixaram de poder desenvolver todo o vigor da sua máquina e os seus problemas de afinação emergiram. Numa dessas pequenas cabines, Bruno Fernandes atrai dois suecos e encontra Jota solto. Este, nada egoísta, serve Bernardo e Portugal adiantava-se no marcador. Manietados, os suecos viam-se agora obrigados a acelerar em espaços de reduzida mobilidade. Em consequência, começaram a bater de frente e de lado e a desorganizarem-se. Pressentindo isso, Cancelo, sem ninguém a pressioná-lo, lançou a bola para as costas da defesa sueca onde a moto Jota acelerou mais do que toda a frota sueca e dilatou a vantagem portuguesa. Portugal ia para o intervalo com dois golos à maior. 

 

No reatamento, Portugal controlou totalmente o jogo. Com Pepe investido como Ministro da Defesa, todos os avanços suecos esbatiam na boa organização defensiva lusa. Simultaneamente, abriam-se espaços na frente por onde contra-atacar. Numa dessas ocasiões, Bruno Fernandes isolou Felix, mas o promissor avançado embora estivesse sozinho frente a Olsen encontrou pela frente um batalhão de comentadores que diariamente o pressionam até ao limite do surreal e falhou. Quem não desperdiçaria nova oportunidade seria Jota. Servido por William, entrou em altíssima rotação pelo lado direito da defesa sueca, mandou uma mudança abaixo, flectiu para dentro e apanhou em contramão o desamparado guarda-redes escandinavo. Estava feita a história do jogo. Começando a diesel, aos poucos a selecção de Fernando Santos foi boicotando as máquinas a combustão suecas, cansando-as e levando-as para terrenos onde os cavalos não conseguiam fazer a diferença, caminhos esses mais propícios a quem tem moto. Chamam-lhe Jota. Fixem-lhe o nome.

 

Um dos grandes méritos do engenheiro é este: sem dramas, quando não tem cão Fernando Santos caça com gato. Ou, como quem diz, sem Ronaldo, craque e inspirador desta nova geração, dá palco aos jotinhas. E Portugal continua a ganhar. 

jota.jpg

13
Out20

Pedro Gonçalves bisa


Pedro Azevedo

O nosso jogador Pedro Gonçalves, vulgarmente conhecido por Pote, marcou hoje por duas vezes na vitória da selecção portuguesa de sub-21 no rochedo de Gibraltar (3-0). Parabéns ao Pedro, extensíveis à selecção comandada pelo nosso antigo jogador Rui Jorge.

 

PS: Pedro Gonçalves a confirmar uma vez mais ter sido uma excelente contratação e a reavivar a questão que deverá andar na mente de Ruben Amorim por estes dias acerca da melhor forma de o compatibilizar no onze do Sporting com o regressado João Mário. Dado aquilo que têm sido as ideias que Ruben tem mostrado neste início de época, médio centro e interior esquerdo serão as posições em aberto a preencher por estes dois.

12
Out20

Craque da semana (5)

Dennis Man


Pedro Azevedo

Avaliado em 5M€ pelo Transfermarket, Dennis Man é um esquerdino romeno que actua pelo lado direito do ataque ou como segundo ponta de lança no nosso velho conhecido Steaua de Bucareste. 

 

De apenas 22 anos (1.83m), Man é, à semelhança de Alexandru Cicaldau (23 anos, médio, Universitatea Craiova), uma já certeza do futebol da Roménia. Internacional A em 4 ocasiões, Man parte usualmente da direita através de diagonais para o centro onde alia velocidade, controlo da bola e remate letal.  

 

Dado o seu dinamismo e capacidade concretizadora, as características do "Canhoto da Transilvânia" adequar-se-iam quase na perfeição ao esquema que Ruben Amorim implementou para os 3 jogadores da frente. 

12
Out20

O último "gentleman" do desporto mundial


Pedro Azevedo

Em A Bola: «Sempre tive o maior respeito pelo meu amigo Rafa como pessoa e campeão. Como o meu maior rival durante tantos anos, acredito que nos temos empurrado um ao outro para sermos melhores. Por isso, é uma grande honra dar-te os parabéns pela 20.ª vitória num Grand Slam. É ainda mais espantoso o facto de já teres vencido Roland Garros por incríveis 13 vezes, que é um dos maiores feitos em desporto. Quero também congratular a sua equipa, porque ninguém pode fazer isso sozinho. Espero que 20 seja apenas mais um passo na nossa jornada. Bem feito, Rafa. Tu mereces», afirmou Federer.

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"Feddal", o mais épico duelo do desporto mundial

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