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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

15
Fev19

10 pensamentos inquietantes


Pedro Azevedo


  1. A expulsão de Acuña ontem não foi certamente o zenit(e) da sua passagem pelo Sporting, mas pode ter-lhe valido uma (A)cuña para uma passagem de avião até São Petersburgo.

  2. Keizer é cada vez menos Keizer e mais Hitchcock: nunca se sabe o que vai sair dali, pelo que o "suspense" é grande. Por vezes até vira drama, como na recepção aos "Pássaros". 

  3. Não sei quem foram os "Estudiantes de La Plata", mas certamente não ensinaram ao equatoriano o que é o Sporting.

  4. É só uma ideia, mas se calhar, em vez de "vendermos" aos novos recrutas a ideia de que formámos o Cristiano e o Figo, poderíamos explicar-lhes que o Manuel Fernandes e o Peyroteo jogaram 13 anos connosco.

  5. Para todos os que se incomodavam que o Sporting fosse quase sempre "Bruno Fernandes+10", ontem foi "Coates+9". Não foi melhor.

  6. Suspeito que em Alvalade anda a ler-se muito Nietzsche, nomeadamente aquela parte de que as convicções são inimigas da verdade bem mais perigosas que as mentiras.

  7. Gostava que me esclarecessem se temos olheiros ou olheiras (daquelas caríssimas, de ficar a ver jogos sul-americanos até às tantas).

  8. O Gudelj ontem não foi culpado da derrota.

  9. É agora que o Thierry vai ser promovido (lesão de Gaspar), ou vamos adaptar um "Petrovic"?

  10. Para alguns, Alvalade é o paraíso do niilismo: declínio, ressentimento, incapacidade de avançar, paralisia. E o Sporting? Pois, está bem...

2 comentários

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    Pedro Azevedo 16.02.2019

    Caro Amigo Luís,
    toca aí em pontos muito importantes que têm estado a marcar o mandato de Frederico Varandas.
    Por um lado, poderemos alegar que a conjuntura não lhe era de todo favorável, que as expectativas criadas por outrém eram irrealistas, o plantel curto, os adeptos em tempos de cólera, o status-quo do futebol português e tudo o mais.
    Mas eu pergunto: o Luís candidatou-se? Se se tivesse candidatado saberia de antemão ao que iria, pelo que isto entronca na outra face da moeda.
    Quem aceitasse este desafio teria de estar preparado para todos os "contras" que iria encontrar. Não conheço ninguém que tenha obtido resultados em empresas que o tenha feito com base num discurso pouco motivador ou já a preparar a desculpa para o falhanço. Um líder não procura justificações, mas sim soluções. É evidente que a substituição de Peseiro constituiria um risco, mas valorizei Varandas, na altura, por o ter tomado. Podia se ter protegido, como o Luís e bem refere, mas saiu da sua zona de conforto e tomou um risco. Considerei que tinha sobreposto o Sporting à sua tranquilidade e conforto pessoais e achei isso digno de nota. A verdade é que os primeiros tempos foram muito promissores e tivemos o tal sonho de umas noites de Outono como em tempos referi. É aqui que a história deixa de ser factual para ser puramente interpretativa. Varandas tinha um modelo organizacional na sua cabeça e começou a tentar implementá-lo. Estranhamente, ou talvez não, à medida que ia tentando consolidar esse processo, os resultados desportivos começaram a não aparecer. O que se terá passado, não sabemos. O que sabemos é que o Keizer original desapareceu, houve um enfoque nos golos sofridos em detrimento de nos golos marcados e a equipa entrou numa encruzilhada. Li que o Rodolfo vinha para ajudar na transição defensiva, mas na verdade acabámos com uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma. De que forma é que toda esta entourage, que inclui ex-membros da equipa técnica de JJ, cientistas do treino, especialistas em alto rendimento, treinador dos sub23, etc, veio colidir com a ideia inicial de jogo de Keizer ficamos sem saber.
    Há algo, no entanto, que é uma constatação: a aposta inicial nos jovens desapareceu, Jovane e Miguel Luís desapareceram das convocatórias, os miúdos dos sub23 não voltaram a ter uma oportunidade e fomos ao Mercado de Inverno com a soberba natural do nobre falido que insiste em comer caviar. Privilegiando quantidade em detrimento de qualidade. Assim, doze milhões de euros depois não há um jogador recém-contratado que se possa dizer que tem lugar de caras na equipa. Nem mesmo Ilori substituirá Mathieu quando este estiver em condições, muito menos Borja estará algum dia à altura de um Acuña com a cabeça limpa. E agora dizem-nos que Montero e Nani saem, logo 2 dos poucos com qualidade, sendo que um era o capitão da equipa, sportinguista assumido e produto da nossa Formação. Aparentemente, porque pesava muito na folha de pagamentos. Claro que quem veio, com muito menos qualidade, tb irá pesar, mesmo que só tenhamos de pagar aos clubes vendedores a perder de vista. Entre salários e o plano de pagamentos isso irá custar muito dinheiro. Para além de que tb pesará nos Resultados, pois o investimento terá de ser amortizado anualmente.
    Nota-se uma profunda falta de convicções em vários temas e noutros uma soberba ou arrogância que não perspectivam um futuro risonho. Começou por atacar-se a questão da política desportiva e , na minha opinião, como aqui expressei, de forma errada. Adicionalmente, penso que se deveria ter começado pela questão da identidade enfraquecida do clube (Cultura corporativa), tentando reunir e envolver os sócios no projecto. Isso, simplesmente, não aconteceu. A Comunicação é manifestamente insuficiente e péssima na forma, Varandas não gera empatia e isso reflecte-se na desmobilização gradual dos sócios.
    (continua)
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