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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

Castigo Máximo

16
Jan19

O(s) Inverno(s) do nosso descontentamento


Pedro Azevedo

O que têm em comum os defesas Lumor, Ewerton, Miguel Lopes, Joãozinho, Grimi, João Paulo, os médios Misic, Ruben Ribeiro, Cristiano, Pedro Mendes, Tinga, ou ainda, os avançados Heldon, Sebastian Ribas, Sinama Pongolle, Rodrigo Tiuí, Koke, Mota, Nalitzis, Cáceres e Spehar? São contratações do mercado de Inverno do Sporting, ocorridas desde o novo milénio, que se revelaram um "flop" total. Mesmo dando de barato que Tiuí se veio a revelar o herói improvável de uma Taça de Portugal ganha contra o Porto, a lista é imensa e ainda assim abreviada pela boa vontade reflectida na análise de várias outras aquisições. Assim, dividindo os jogadores que não constam desta lista negra por notas positivas - 3 (razoável), 4 (bom) e 5 (muito bom) - a maioria ficaria situada no limite do aproveitamento. Seriam os casos de Schelotto, Zeegelaar, Xandão (os três, suficiente menos) e de Abel, Caneira, Romagnoli, Mpenza, César Prates e Tello. Com isto, sobrariam apenas Wendel, Fredy Montero e Coates, vá lá, como bons, e André Cruz como o "achado" no meio de um investimento colossal em 33 atletas (19 épocas). Trinta e três? Diga lá outra vez...

16
Jan19

Cuidado com as comparações


Pedro Azevedo

Mesmo que Keizer perca os próximos dois jogos, contra Feirense e Moreirense, ainda assim igualará o "score" de Peseiro de 9 vitórias, 1 empate e 4 derrotas, em 14 jogos disputados para LIga, Taça de Portugal, Liga Europa e Taça da Liga. Para além disso, caso a equipa não marque nesses futuros encontros, contabilizaremos 37 golos obtidos com o treinador holandês face aos 24 golos com o coruchense. E, já agora, bastará não sofrermos golos nesses jogos para que Keizer equivale Peseiro no número de golos consentidos (14). 

Esta é uma outra forma de olharmos para os números, os quais não se resumem ao facto, verídico aliás, de Peseiro ter deixado a equipa a 2 pontos do 1º lugar na Primeira Liga. É que não só ainda faltavam 26 jornadas para disputar no campeonato como estavamos fora da Taça da Liga se a competição tivesse terminado quando o treinador português rescindiu. 

Quanto a aspectos qualitativos, bom, a melhoria com Keizer foi total: bom futebol, goleadas, esperança nos adeptos. Perante isto, só haverá uma forma de o ex-treinador do Ajax se igualar a Peseiro e passará por Keizer ser um anti-Keizer e começar a vêr em cada "Loures" desta vida um gigante Adamastor. To be or not to be (Keizer)? - a discussão segue dentro de momentos num estádio perto de si. 

keizer4.jpg

(Fonte imagem: MSN.com)

15
Jan19

Será desta?


Pedro Azevedo

Depois de quatro Ruiz(es) - Bryan, Leonardo e os irmãos Alan e Federico - agora teremos o segundo Doumbia (Idrissa). Será desta? 

 

P.S. A vida de Bryan no Sporting, contemporâneo de Jesus (em Alvalade) - não, não são os Monty Python, porque se fossem eu teria ficado com um sorriso nos lábios - , nem foi má de todo. Mas aqueles falhanços consecutivos em Guimarães e em Alvalade (contra o Benfica) ainda me estão atravessados.

idrissa doumbia.jpg

15
Jan19

Não houve São Jorge, valha-nos Santa Maria


Pedro Azevedo

Sábado, em Alvalade, não conseguimos derrotar os Dragões. Amanhã, em Santa Maria da Feira, é para ganhar e seguir até às meias-finais da Taça de Portugal. Ou há dúvidas?

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14
Jan19

O insustentável peso de Viviano


Pedro Azevedo

Não sei se no Sporting passamos a vida a falar em "atitude" ou se a atitude dos sportinguistas é passar a vida a falar. (sobre tudo e sobre coisa nenhuma, e sem chegar a conclusão alguma.) Mas afinal o que é essa coisa da "atitude"? Bom, para um senhor que vi no outro dia na televisão, atitude é ganhar em Tondela. Como, e de que forma isso se materializa, ele não disse. Não será certamente por um jogador disputar cada lance como se o mundo fosse acabar daí a cinco segundos, porque se assim fosse o mesmo senhor não teria também criticado individualmente o Acuña. Confesso que fiquei confuso e veio-me logo à ideia que, se achamos que a "atitude" é um meio para atingirmos a felicidade, talvez não fosse má ideia - sei lá - entendermo-nos sobre o que quer dizer essa palavra, de forma a que não esteja para o nosso léxico como a "máquina de fazer plim" estava para os Monty Python n`O Sentido da Vida. Por exemplo, para os meus amigos benfiquistas não existem dúvidas (e isso se calhar explica porque têm mais sucesso do que nós). Para eles, atitude chama-se Ruben Dias, Fejsa ou André Almeida (e antes, Luisão). Os portistas que conheço têm-no claro, igualmente. Tanto que poderiam estar à beira do abismo e ainda assim dariam um passo em frente na defesa do conceito. Para eles, já adivinharam, atitude tem o nome de João Pinto, o "número 2 de Pinto da Costa", de Paulinho Santos, de Jorge Costa ou, actualmente, de Felipe ou Maxi. A coisa é muito menos clara quando toca aos meus consócios. Enquanto os adeptos dos outros dois clubes já seguem o realismo (e criam eles próprios a percepção da "realidade"), nós continuamos a viver no romantismo. Por isso, qualquer jogador nosso que dispute os lances com um pouco mais de rispidez é logo malquisto e tomado de ponta. É o caso do Marcus Acuña, de quem o jornal "A Bola" de hoje indica que pode estar na porta de saída, mas também de Battaglia ou de Ristovski, elementos que têm no querer a sua maior qualidade. Ora, tal entra em contradição com o que acredito e com aquilo que psicólogos e sociólogos entenderam classificar como atitude. É que, do ponto-de-vista da sociologia, tal é o conjunto de valores e crenças que permitem ao indíviduo sentir e reagir perante certos estímulos, e na psicologia significa o comportamento que se mantém inimutável a circunstâncias diferentes (as adversas, incluidas). Assim sendo, se calhar um jogador que nunca se submete (ou resigna) num campo de futebol deveria ser para manter. A sua entrega inquestionável deveria servir de exemplo e ser canalizada por quem dirige para produzir o mimetismo necessário ao empolgamento do grupo. E deveria ser a primeira pedra da construção de um novo edifício leonino, num clube useiro e vezeiro em permitir que, por exemplo, novos jogadores se apresentem na pré-época com elevado excesso de peso, como foram os casos de Alan Ruiz ou Emiliano Viviano, este último trazido à colação em título como alegoria daquilo que não deve ser a atitude de um jogador de futebol. Como tal, quando me falam da possibilidade de Acuña sair, eu sou obrigado a recorrer ao conceito, agora filosófico, de atitude: não dou como garantido, exerço o pensamento crítico e repudio. Estamos entendidos?

 

P.S. O Sporting de Allison foi campeão nacional e venceu a Taça com os virtuosos Jordão, Oliveira, Meszaros e Manuel Fernandes e com a liderança do Ministro da Defesa Eurico Gomes, mas também com os "carregadores de piano" Marinho e Nogueira, que com a sua atitude e pulmão levavam a equipa para a frente, ou os indomáveis Bastos (ou Zezinho) e Barão. E com jovens como Xavier, Mário Jorge, Virgílio ou Ademar, cheios de ganas de mostrar ao treinador a sua valia. 

acuña.jpg

 

13
Jan19

Tudo ao molho e fé em Deus - A metamorfose


Pedro Azevedo

Era uma vez um treinador, de nome Marcel Keizer, que abandonou a sua terra natal para tentar uma carreira de sucesso em Portugal. As ideias eram positivas, o futebol agradável e assim o seu primeiro mês foi uma fábula feita de histórias de encantar cheias de vitórias e goleadas para entreter pequenos e graúdos leões. No entanto, um dia, e sem que nada o fizesse prever, Keizer acordou metamorfoseado em treinador tuga, uma classe futebolistica cuja especialidade consiste em empatar o adversário e o próprio adepto até à exaustão, entorpedecendo-os através da ausência de uma coluna vertebral de jogo que não passe pela adaptação à ideia do seu oponente, com a finalidade de ainda assim conseguir vencê-lo por entediamento (milagre futebolistico, tipo vitória no Euro) ou, simplesmente, cair de pé (milagre científico). Por ironia, passado o choque inicial, Keizer começou a preocupar-se mais com o atraso que já tinha na classificação do que com a sua transformação.

 

Kafka à parte, a primeira coisa que se me oferece dizer sobre o jogo de ontem é no sentido de demostrar o meu agrado pela forma como os cidadãos lusos aculturam os de outra nacionalidade que nos visitam. Sossegue pois a conservadora tribo do futebol cá do burgo, porque depois de umas semanas em que para os sportinguistas o mundo pareceu ter passado a rodar em sentido contrário ao habitual, é hoje uma certeza que tudo voltou à santa paz do Senhor e que Keizer não veio a Portugal para promover revoluções ou conquistar fortuna e fama, mas sim para se integrar nas tradições das nossas gentes, mostrando actualmente ser tão ou mais português quanto o mais insigne descente de D. Afonso Henriques. Não se estranhe, portanto, vê-lo proximamente numa corrida de touros em Barrancos ou a ouvir um fado no Senhor Vinho, a dançar o fandango saloio com as lavadeiras da Ribeira de Lage ou a bailar com os Pauliteiros de Miranda, a atacar uma bacalhauzada com grão ou a afiar o dente a um cozidinho bem acompanhado de um tinto carrascão. Adicione-se umas sacudidelas do muco espectorante para o meio da rua e umas buzinadelas nervosas no trânsito e será caso para lhe ser concedida com urgência uma autorização de residência permanente.  

 

Posto este singelo agradecimento, vou de seguida falar sobre o sentimento que me perpassou a mente - sim, consegui a custo mantê-la a funcionar - no jogo que presenciei ao vivo. Bom, na verdade, vi-o sob dois prismas diferentes: por um lado correu bem, na medida em que Keizer provou ser subtil, jogando com a mesma falta de ambição característica do Peseiro de 2018, mas sem dar tanto nas vistas. É verdade que não recorreu à dupla Dupond e Dupont de sérvios (só no fim) ou aos três tristes trincos. Bastou-lhe apostar em Diaby durante 81 minutos e ter um plano de jogo que consistia em eliminar o meio-campo, despejando bolas directamente da defesa para a cabeça de Bas Dost, à procura da 2ª bola, para que o serviço ficasse feito. Uma sonsice! Por outro lado correu mal, visto que afinal parece que precisávamos de ganhar, embora tal nunca tenha transparecido de forma tácita no terreno de jogo aos olhos deste espectador. 

 

Como cereja no topo do bolo desta forma tão singular de jogar futebol em Portugal tivemos a actuação do árbitro Hugo Miguel. Nem será caso para se dizer que no melhor pano caiu a nódoa, pois o jogo esteve longe de ter a qualidade pretendida. Não, a coisa foi tão "kitsch", que onde se lê pano dever-se-á substituir por naperon, perdão, Macron. Não estivesse a partida já aborrecida o suficiente, Hugo Miguel entrou num desatino de um festival de apito que penalizou todo e qualquer contacto ou simples acto de respirar na proximidade de um opositor. Desta forma, o juíz protegeu-se a ele em detrimento do espectáculo, enquadrando-se bem no espírito dos treinadores de cada equipa. No final, o público também pareceu satisfeito, pelo que não há como criticar a acção de todos os intervenientes.

 

Todos sabemos os condicionalismos deste início da época e as insuficiências do plantel do Sporting. Durante alguns jogos, Keizer retirou o máximo de sumo das laranjas que lhe puseram à disposição, mas chega um momento em que a fruta está toda espremida e não se pode esperar mais nada. A partir daí é só escolher a forma como se quer perder: com honra e fidelidade às ideias ou de forma a minorar os estragos. A minha esperança é que Marcelo Keizer (eu disse-vos que o homem já era nosso patrício) tenha aproveitado o jogo de ontem para fazer um "statement": "Ah, vocês têm a mania de que se adaptam à inovação e que isso é uma coisa do outro mundo, então eu agora vou mostrar-vos que também me adapto às vossas adaptações". Posto isto, e depois de dar uma lição aos treinadores rivais, é possível que Keizer volte ao seu registo anterior de futebol avassalador. E, fiél à sua regra, em cinco segundos. É que, se calhar, tudo o que ficou expresso em cima não passou de um sonho, reflexo de um joguinho disputado logo a seguir a um reconfortante almoço e com um persistente sol de Inverno a bater na moleirinha. Há que tentar manter a fé, não é?

 

Tenor "Tudo ao molho...": Jeremy Mathieu

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11
Jan19

Os cavalos também se abatem


Pedro Azevedo

Antevendo o clássico de amanhã, há que pensar como sobrepor a força das nossas ideias face à ideia de força que emana do pensamento estratégico inerente às tropas lideradas por Sérgio Conceicao. Para isso, a Marcel Keizer (o Kaiser?), mais do que ser visionário pede-se que seja divisionário, sem que com isso perca nada da sua identidade, pelo contrário reforce os pontos-fortes do seu Keizerbol.

A força do Porto reside essencialmente na sua unidade de cavalaria, formada pelos puros-sangue Marega, Soares, Herrera e Danilo e apoiada pelos blindados Maxi e Felipe. Como tal, o Sporting vai ter de lhes opor uma linha separadora de sapadores de infantaria composta por Gudelj (Petrovic) e Wendel, que deverão assegurar a mobilidade do nosso jogo e, simultaneamente, empreender ações de minagem e demolição que visem interromper a ligação entre a frente e a rectaguarda da cavalaria azul-e-branca. Cumprido este plano, estarão criadas as condições para tacticamente se colocarem em campo as nossas ideias, através de movimentos e apoios frontais, conduzidos pelo centro, que criem espaço e tempo para que a bataria de artilharia liderada pelos capitães Nani e Bruno Fernandes possa expelir o seu poder de fogo. Estabelecido o caos no último reduto adversário, será chegada a hora para as ações rápidas (‘blitz’) e cirúrgicas de guerrilha a cargo de Raphinha. Enfraquecido o poder bélico do adversário no solo, o seu desNorte deve ser potenciado pela entrada em cena da força aérea, através de ações de desgaste permanente a cargo de Bas Dost e/ou de raids planeados e organizados em laboratório para os envolvimentos de Coates e de Mathieu. 

No final, se todos cumprirem o plano, a vitória será nossa. É que os cavalos também se abatem. 

 

(Nota: o meu prognóstico para o clássico é uma vitória do Sporting por 3-2. Só para Keizer marcar uma posição...)

KEIZER VS CONCEIÇÃO.jpg

(Fonte imagem: MVP Desportiva)

10
Jan19

Viver por uma ideia


Pedro Azevedo

Os últimos dias permitiram-me questionar quão débeis são as convicções dos sportinguistas. Na verdade, em essência, elas são como aquelas casas de madeira com telhados de colmo: abanam com o vento e são altamente inflamáveis. Talvez tal se possa atribuir à falta de títulos ou, simplesmente, seja uma forma singular de se ser português - e o Sporting, dos três "grandes", é o único que tem Portugal na sua denominação -, mas é relativamente comum observar os nossos adeptos dizerem uma coisa e o seu simétrico em menos tempo do que aquele que o Usain Bolt levava a percorrer o hectómetro.  

 

A felicidade para um sportinguista é comparável a estar de boa saúde: um estado transitório que não augura nada de bom. Por isso, nunca vivemos o momento - menos "carpe diem" e mais carpir o dia - e as vitórias são vividas com a angústia de quem percepciona que só se está a adiar o inevitável. Enquanto os outros comemoram esfuziantemente os seus triunfos, nós mostramos aquele recato de quem já se está a prevenir para uma futura desilusão. No fundo, temos medo de ser felizes.

 

No presente, isto nota-se no sentimento para com Marcel Keizer. O treinador holandês chegou e em tempo record, praticamente sem treinos, montou um esquema táctico assente em ideias de um futebol positivo. As vitórias vieram em catarse. Os golos também. Disputámos sete partidas, vencemo-las todos, marcámos trinta golos e consentimos oito. Qualquer adepto de aquém e além mar ficaria transbordante de alegria. Os sportinguistas não. Históricamente, e como disse em cima, é muito fácil abanar a convicção de um sportinguista, seja ele adepto, jogador, treinador ou presidente, e os nossos adversários, rapidamente, puseram em marcha um plano destinado a, primeiro, criar a dúvida, depois a discórdia. A coisa começou com a apresentação de um fragmento da realidade, os golos sofridos pela nossa equipa na era Keizer. Este chavão, muitas vezes repetido, começou a fazer mossa, porque muitos sportinguistas morderam o anzol e desataram a dar-lhe eco. Acontece que o contido Keizer às tantas acrescentou um pouco de cor às suas conferências de imprensa e declarou preferir ganhar por 3-2 do que por 1-0. Caiu o Carmo e a Trindade. Logo os jornalistas encostaram o microfone a Sérgio Conceição - sempre pronto a dar uma bicada a um treinador rival como o episódio com Rui Vitória abundantemente demonstra - e este não se fez rogado e perorou sobre as vantagens do 1-0 e da solidez defensiva, a base de um conjunto de preconceitos na qual o treinador português se protege e, simultaneamente, se ancora para afirmar a sua pretensa superioridade perante o mundo, e que ganha outra expressão pelo feito de termos ganho um Campeonato da Europa, mesmo que com apenas uma vitória (em sete jogos) no tempo regulamentar e com uma equipa onde se destacava o melhor jogador do Mundo (Cristiano Ronaldo). 

 

Assim, um simples "spin" comunicacional deixou-nos a duvidar de nós próprios. O Leitor consegue imaginar que um ladrão se vá preocupar com o desgaste da broca do berbequim que usou para arrombar o canhão de uma fechadura depois de assaltar uma residência de luxo e daí extrair um valioso recheio? É provável que sim, se o ladrão for sportinguista. Em vez de não nos deixarmos enganar e valorizarmos os bons espectáculos de futebol que Keizer nos servia, logo nos deixámos contaminar pela opinião pública. Acredito que estas coisas se propagam como os incêndios nos telhados de colmo e que chegam a jogadores, técnicos e restante Estrutura. E a verdade é que, a partir de Guimarães, foram introduzidas algumas nuances no nosso jogo que lhe retiraram espontaneidade ofensiva, tudo em nome de uma suposta melhor solidez defensiva. E estou em crer que essa procura de equilíbrio está na origem do desequilíbrio que nos conduziu às derrotas na cidade-berço e em Tondela. Como?

 

Se observarmos bem, alguns princípios introduzidos por Keizer não estiveram tão presentes nesses jogos. A saber: a saída de bola deixou de ser feita exclusivamente pelo centro, os centrais foram muitas vezes rendidos pelo trinco ou pelos laterais no início de construção, o trinco deixou de estar na sua posição para recuar uma linha e pegar na bola - alargando o fosso para os outros dois homens do meio campo -, os laterais deixaram de fazer movimentos de profundidade que mais não eram do que um engodo para a bola voltar ao centro, os alas esticaram em largura em detrimento dos movimentos interiores de outrora - ficando assim desposicionados para a transição adversária -, finalmente o banco de suplentes só tinha um jogador atacante, como que demonstrando que a preocupação era a de preparar a equipa para o combate do meio-campo. Se isto não é adaptação e estudo do adversário e, em certa medida, aculturação ao meio envolvente, então não sei o que diga.  

 

Eu quero que Keizer volte a ser Keizer, com o seu futebol avassalador feito de vertigem atacante, mesmo que isso nos cause alguns contratempos. Se tudo estiver destinado no sentido de este período ser o Inverno do nosso descontentamento, então prefirirei sempre ter vivido o sonho de uma(s) noite(s) de Outono com Keizer do que a crónica de uma morte anunciada, que era o que nos estava destinado com Peseiro (com o devido respeito pela pessoa). Até porque é sempre bom vivermos e morrermos pelas nossas convicções, em detrimento de o fazermos pelas convicções de outros, os quais muitas vezes estão só à espera de uma escorregadela para iniciarem as hostilidades, naquilo que configura uma estranha forma de vida sportinguista.

 

Não é de hoje a permeabilidade dos sportinguistas. Vem de trás e não se prende só com as análises que são feitas sobre os treinadores. Analisemos o caso de Acuña: no outro dia, ouvi um comentador do nosso clube queixar-se de falta de atitude dos jogadores, na mesma frase criticando também o argentino por motivos disciplinares. Ora, na minha opinião, o esquerdino é daqueles jogadores raçudos, de antes quebrar que torcer, que dá tudo pela equipa. Se jogasse no Benfica seria incensado, elevado ao olimpo dos deuses. Provavelmente, com um currículo disciplinar mais benigno, do tipo de um Ruben Dias ou de um Fejsa, qualquer um deles bem mais faltoso do que o nosso jogador. Mas, como joga no Sporting, o seu cadastro é o que é. No outro dia, em Alvalade, assisti a um jogo onde a equipa adversária durante 30 minutos bateu em tudo o que mexeu equipado de verde-e-branco, conseguindo assim intimidar a nossa equipa. A coisa só parou quando Acuña "mostrou os dentes". Reacção do público: "lá está o Acuña outra vez a fazer das suas". É difícil conviver com isto e imagino que seja complicado para o jogador aceitar isto dos seus adeptos, também. 

 

O texto já vai longo, mas gostaria para terminar de lembrar algumas das nossas célebres indecisões (ou perda de convicções) que poderão estar na origem dos insucessos presentes: após a caminhada triunfante de 1999/2000, em que o italiano DiFranceschi muito se destacou, deixámos sair o ala para Itália. Alegadamente, porque não quisemos pagar uma cláusula de opção de 1,5 milhões de euros. Espalhou-se o boato de que o jogador andava na noite, talvez para justificar a decisão, mas se andava disfarçava bem, até porque de dia, naquelas segundas partes em que defendiamos sempre o resultado, era ele quem nos levava para a frente com as suas imparáveis cavalgadas. Resultado: o italiano saiu e chegaram Alan Delon, perdão, Mahon e um tal de Tello, que custou uns módicos 6 milhões de euros conforme na altura foi anunciado. Depois, despedimos o treinador campeão (Augusto Inácio), que nos tinha resgatado de 18 anos de jejum. Mourinho esteve para ser apresentado, mas meia-dúzia de energúmenos que invadiram a sala de conferência de imprensa foram determinantes para inviabilizar a sua contratação, não obstante os rumores da época indicarem que tivemos de indemnizar o treinador setubalense por quebra contratual. Resultado: nem demos tempo (ou mostrámos apreço) a um treinador campeão e sportinguista nem contratámos o emergente "Special One". Enfim, muitos anos, muitos casos - podia falar aqui da aposta mais ou menos envergonhada na Formação -, mas sempre com uma matriz comum, a falta de convicção. Por isso, pela nossa felicidade, por uma vez, deixem Keizer ser Keizer, o nosso Dr. Feel Good. E, já agora, deem-lhe alguma matéria-prima de qualidade, a fim de que pelo menos no "onze" base não se notem insuficiências.

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09
Jan19

Dr. Feelgood ou contramestre das tácticas?


Pedro Azevedo

A propósito das recentes derrotas leoninas, na minha opinião Marcel Keizer começou a dar ouvidos aos criticos e, ao tentar melhorar a descompensação defensiva, acabou por estragar o ataque, também. Vejamos, a saída de bola deixou de ser feita pelos centrais, o trinco recuou mais do que o costume para vir organizar o jogo, Wendel e Bruno Fernandes apareceram em linhas iguais, em vez de estabelecerem a habitual "escadinha" no centro. Para além disso, Diaby, que jogava a partir da ala e aparecia em diagonais para finalizar - a ala nos primeiros tempos de Keizer era usada para dissuadir o adversário, pois o objectivo era a condução da bola pelo meio - veio para ponta-de-lança ou "mezzapunta", onde estraga muita ligação de jogo ofensivo e desperdiça oportunidades de golo em catadupa, ocasiões essas que, ao contrário do que se passa com Raphinha que muitas vezes origina os seus próprios lances, são criadas pelos seus companheiros. 

 

Por tudo isto, o que mais desejo é que Keizer volte a ser Keizer e que não substituamos o Keizerbol (condução do jogo pelo centro e procura de retomar a posse em 5 segundos) pelo Cruzabol, ou até pelo chuveirinho dos últimos minutos, de Jesus. O primeiro, muito mais interessante, de inspiração no xadrez e no rugby, perceptível no domínio do centro e na quantidade de jogadores dispostos em triângulos e que conseguem chegar à área em simultâneo; o segundo, baseado nos movimentos de basculação do andebol e a pedir profundidade nas alas. Pouco me importa a musiquinha dos "flautistas de Hamelin" à volta dos golos sofridos, sabendo que nos primeiros 7 jogos, para além de os termos vencido todos, marcámos 30 golos e consentimos 8. Ora, isto dá uma média de vitória por jogo superior a 3 golos de diferença.

 

É inteiramente verdade que a maioria dos treinadores dos chamados pequenos em Portugal não tem propriamente uma ideia de jogo, limitando-se a adaptarem-se e assim condicionar o adversário - as excepções recentes serão Miguel Cardoso e Silas -, mas o grau de eficácia dessa adaptabilidade deve medir-se pelo conjunto dos jogos com os "grandes" e pelos jogos europeus das equipas treinadas por eles. Analisando estes últimos, conclui-se que o Guimarães perdeu por um agregado de 6-2 face aos austríacos do Altach, o Nacional foi derrotado por 5-2 pelo Dinamo Minsk, da Bielorrússia e o Rio Ave sofreu um 5-0 quando encontrou pela frente os ucranianos do Dinamo de Kiev. E isto só para citar exemplos mais ou menos recentes. De resto, a amostra face aos principais clubes portugueses também não é famosa, como se comprova pelos 88 e 86 pontos que Benfica e Sporting, respectivamente, amealharam na época de 2015/16 ou os 88 pontos que o Porto fez em 2017/18.

 

Por tudo isto, temos é de entrar "com tudo" e deixarmo-nos de adaptações. Há uma passagem do livro sobre Malcolm Allison e a dobradinha de 1982 em que os jogadores estranham que Allison não apareça no balneário durante o intervalo. O Sporting perdia 1-2, em casa, contra o Boavista, em partida a contar para a Taça de Portugal. Quando os jogadores, atónitos, se preparavam para regressar ao relvado, eis que Big Mal abre a porta do balneário, chama rápidamente os jogadores e diz-lhes apenas isto (antes de voltar imediatamente a sair): "rapazes, se querem ganhar o jogo ponham a bola no Mário Jorge". Resultado: ganhámos por 3-2, com 1 golo e uma assistência do esquerdino açoriano. O futebol não é rocket-science, não é física nuclear, e isso é o que me fascina no Keizer original e não contaminado pelos "opinion-makers". Pelo menos, divertia-me a ver os jogos. Keep it simple, Keizer! E, se perderes, perde pelas tuas convicções. Se correr mal e se este vier a ser o Inverno do nosso descontentamento, sempre preferirei recordar o sonho de uma(s) noite(s) de Outono que Keizer me proporcionou do que a crónica de uma morte anunciada que nos estava reservada com Peseiro. keizer2.jpg

08
Jan19

Tudo ao molho e fé em Deus - Fim do sonho


Pedro Azevedo

O jogo poderia resumir-se a isto: aos 6 minutos, Juan Delgado "falou grosso" quando cabeceou certeiro para golo; aos 79 minutos, Diaby, exactamente da mesma posição, a passe soberbo de Nani, falhou um golo cantado.

 

Não se pense, no entanto, que se tratou de uma questão de sorte ou de azar. Não, o Sporting perdeu esta partida por manifesto défice de qualidade de alguns jogadores: Gudelj tem a mesma utilidade que um funcionário do Instituto de Socorros a Náufragos destacado para uma praia após a época balnear. Também ele vem equipado com bóia de salvação, camisola "long-sleeve" e calção, mas os itens que não dispensa mesmo são a cadeirinha, os óculos escuros e o chapéu de sol da Olá (não vá o dia abrir ou chuva cair). É que a sua falta de apetência para se deslocar (a salvamentos) é lendária e só comparável ao amor que nutre pelo metro quadrado onde repousa o esqueleto; Diaby até é capaz de falar flamengo (jogou no Brugges) e assim melhor compreender Keizer, mas para jogador de futebol faltam-lhe algumas coisas. Um bom princípio seria a bola nos seus pés não se confundir com um cacto. Outro, consistiria em não fechar os olhos antes de um remate à baliza. Talvez assim conseguisse concretizar pelo menos uma - ao menos uma!!! - das dez oportunidades claras de golo que desperdiçou nos últimos três jogos; e o que dizer sobre Bruno Gaspar? Bom, a verdade é que durante o intervalo sonhei que a solução para ganharmos o jogo passaria por o fazer expulsar...

 

O jogo iniciou-se praticamente com o primeiro golo do Tondela: Bruno Gaspar abriu uma autoestrada, por onde Xavier circulou em grande velocidade até encontrar em Delgado o caminho da felicidade. 

A perder, o Sporting tentou voltar ao jogo e Raphinha iludiu e passou a bola por cima dum adversário até encontrar Bruno Fernandes solto à entrada da área para um remate que saiu ao lado. A partir daí, os leões ligaram o complicómetro perante uma equipa do Tondela que mais parecia de aranhas, tantas eram as pernas que se interpunham às ofensivas sportinguistas. Os tondelenses colocaram um homem perto de Gudelj e por aí foram tecendo a teia e estancando a ligação aos outros médios leoninos. Incapaz de tomar a iniciativa em posse e de ultrapassar a zona de pressão, o sérvio passava para trás e para o lado, situação agravada pelo facto de nenhum dos outros médios descer no terreno. Assim, e até ao fim da primeira parte, de registo o Sporting apenas teve dois lances de Raphinha: uma bicicleta de roda furada, seguida de um golpe meio de ombro meio de cabeça que Cláudio Ramos foi buscar lá onde a coruja dorme. Já o Tondela poderia ter dilatado o marcador quando Tomané entrou nos terrenos de um impávido Bruno Gaspar e cabeceou para defesa de Renan, após lance em que a actual falta de velocidade de Coates foi por demais evidente.

 

O segundo tempo trouxe um Sporting mais lutador e com Montero na frente do ataque em substituição de Gudelj, Diaby a jogar por detrás do ponta-de-lança e Bruno Fernandes e Wendel a fazerem a parelha de médios. Logo de início, Jaquité, qual eléctrico descarrilado, abalroou Nani e viu o segundo amarelo. A jogar contra 10, os leões intensificaram a pressão e Raphinha, em dois remates disferidos da esquerda do ataque, voltou a trazer à colação a razão de Cláudio Ramos ser internacional por Portugal. Mas o Tondela, mesmo diminuido, não desistiu de tentar causar dano ao último reduto dos leões e Tomané afinou a trivela num remate junto à linha de fundo que acabou na barra da baliza de Renan, com o guarda-redes leonino ainda a tocar na bola, evitando assim um golo à Van Basten. A partir daí, as oportunidades do Sporting passaram a ser do calibre daqueles momentos que passam no fim-do-ano, de apanhados do desporto ("Bloopers"). Por quatro vezes Diaby teve o golo nos pés e na cabeça e por quatro vezes o falhou. Não lembra o Diaby...

Diabo da Beira à solta foi o ex-vimaranense Tomané que, pelo meio, tentou de novo a trivela e matou o jogo com um lindo golo, a fazer pensar como se gastam milhões em "flops" quando temos aqui perto de casa um jogador bom e baratinho que já o ano passado se tinha evidenciado na Luz. Mathieu ainda confirmou o que Montero realizou, mas já não fomos a tempo de dar a volta, mesmo terminando, à falta de Dost (traumatismo craniano) e até de Luíz Phellype (ausente por opção técnica), com Coates e Mathieu a pontas-de-lança, após saída pouco entendível (lesão?/fadiga?) de Nani. Quem ainda foi a tempo, infelizmente, de perder o próximo jogo com o Porto, foi Acuña, amarelado nos últimos momentos da partida. E assim, de uma forma totalmente desconsoladora, até porque as ideias de jogo são boas e Keizer veio dar esperança a todos os sportinguistas (mas não faz milagres), não obstante outros importantes objectivos que futuramente se colocarão, o nosso sonho de umas noites de Outono - a que se seguiu o Inverno do nosso descontentamento, iniciado em Guimarães - chegou ao FIM.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Luis Nani (menções igualmente honrosas para Raphinha e Renan)

tomané.jpg

03
Jan19

Tudo ao molho e fé em Deus - Jogo empastelado


Pedro Azevedo

Em Alvalade, um clube com SAD recebia uma SAD sem clube. Confusos? É o futebol português na sua singularidade. O jogo, num dia de semana, tinha início às seis da tarde e o trânsito em Lisboa estava um inferno. Vai daí, cheguei ao estádio no preciso momento em que a SAD que não tem o (J)amor do clube mostrava personalidade (jurídica?) e rematava ao poste da baliza de Renan. Ainda haveria recarga, mas Acuña sacudiria o perigo. Estava decorrida meia-hora.  Um rápido visionamento posterior da gravação do período que não vi "in loco" viria a mostrar que a SAD vestida de azul havia suplantado os leões no número de oportunidades na razão de três contra uma (remate de Acuña).

 

O Sporting exibia-se orfão do seu maestro (Bruno Fernandes), o único jogador do meio-campo que leva a bola para a frente sem tergiversar. Gudelj cobria magnificamente um "latifúndio" de exactamente um metro quadrado de terreno, Miguel Luís passava a bola para trás e para o lado e Wendel, apesar de ser o único sem a marcha-atrás engatada, revelava-se impotente perante os azuis que o cercavam. Sem soluções ao centro, Nani e Acuña (os melhores no primeiro tempo) tentavam combinar e pôr a equipa a jogar para a frente a partir da ala esquerda, enquanto o flanco oposto era pouco mais do que inoperante. Numa das poucas oportunidades nesse período, Nani remataria à trave.

 

Para o segundo tempo, talvez por osmose com os outrora de Belém, o Sporting continuou a empastelar pelo centro, mas a ala direita finalmente apareceu: Nani procurou o envolvimento central de Diaby. Este, não pressionado, temporizou na meia-lua da área e abriu à direita para o remate de Bruno Gaspar. O lateral optou pelo centro, mas a bola embateu em Sasso (sim, não são só os defensores do Benfica os ases dos auto-golos) e por sortilégio foi beijar o véu da baliza à guarda de Muriel, o irmão do milionário Alisson do Liverpool. Estava desfeita a igualdade e o Sporting parecia ganhar confiança. Nem as saídas dos regressados Nani e Wendel, rendidos por Raphinha e Petrovic, respectivamente, esmoreceu o suplemento de alma ganho pelos leões, tanto que Miguel Luís, servido por um passe curto de Gudelj e com tempo e espaço para pensar, executou um fantástico remate que permitiria ao Sporting reforçar a sua vantagem no marcador, o segundo golo do jovem leão nesta sua época de estreia. O jogo caminhava para o fim, mas já com Jovane em campo (saiu Diaby) o Sporting voltaria a sentir-se pressionado, após um golo dos azuis causado pela falta de pressão sobre o portador da bola no momento do passe de ruptura e pela lentidão na recuperação defensiva de Coates. Entrando no período de compensação, este acabaria marcado por um sururu com epicentro em Acuña e Diogo Viana, não havendo mais nada digno de registo.

 

No fim do jogo, Keizer afirmou estar satisfeito com o resultado, dado o mau jogo dos leões. Sempre muito lúcido na hora das entrevistas, o treinador holandês não deixou de reconhecer a importância de Bruno Fernandes (sê-lo-ia para qualquer clube), mas revelou esperar, ainda assim, mais da equipa. Tudo isto na noite em que o Sporting ascendeu ao segundo lugar e no seu vizinho apagou-se a luz. Afinal, era um pirilampo...

 

P.S. Até à hora do fecho deste comentário ainda não houvera qualquer reacção da ANTF sobre a rescisão com Rui Vitória e nenhum comentador televisivo rasgara as vestes perante tal ofensa. Exactamente como quando Peseiro saiu do Sporting. Ou não?

 

Tenor "Tudo ao molho...": Nani

miguel luis sporting belenenses.jpg

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