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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

29
Mar19

A energia by Keizer


Pedro Azevedo

Espreme-se uma entrevista a Marcel Keizer e pouco sumo se retira, para além do respeito pelo espectador consubstanciado numa ideia de futebol positivo que agrade às bancadas. Há, no entanto, uma recorrente alusão à palavra "energia". Tão constante no seu discurso que nem mesmo Joules a terá tanto empregue.

 

Energia não é mais do que a capacidade de produzir um trabalho ou de realizar uma acção concreta. Em física, a energia associada ao movimento dos corpos denomina-se de cinética. Adensando um pouco mais o conceito, a energia própria de uma equipa de futebol, que pressupõe a interacção entre corpos que ocupam diferentes posições espaciais tem o nome de energia potencial. Esta, segundo Faraday, implica a existência de um campo, uma forma de propagação de electricidade. 

 

O papel do treinador de futebol é assegurar que a corrente continue a passar no campo. Para que tal aconteça, o treinador não pode dar azo a que surjam interruptores que tornem o sistema aberto, ou permitir que alguns isolantes prevaleçam sobre os bons conductores de energia, interrompendo assim a interacção electromagnética. Por isso, mais do que falar da energia em geral, Keizer dever-se-ia aplicar em escolher correctamente a matéria que lhe permita ter uma corrente contínua e de alta intensidade. 

 

Não basta dizer que se vive o futebol 24 horas por dia. Quem só sabe de futebol, nada sabe de futebol. E a física talvez possa contribuir para que tenhamos uma boa energia...

keizer energia.jpg

2 comentários

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    Pedro Azevedo 29.03.2019

    Meu caro, vamos por partes:

    1) folgo em saber que misturar numa frase energia e pressão lhe enche as medidas. Só falta a temperatura, o calor, e podíamos estar a falar de termodinâmica. Sinceramente, isso são lugares comuns que é preciso concretizar em algo palpável. O que é energia, sabe dizer-me? Sei o que é a quebra de energia que por vezes ocorre no nosso meio-campo quando há uma "interrupção de corrente". Veja o posicionamento de certos jogadores quando temos a bola, a falta de reacção à perda de uns e talvez compreenda porque a nossa transição defensiva é o que é. O exemplo de Gudelj contra o Portimonense é paradigmático.

    2) a qualidade não tem idade, a titularidade sim. É isso o que dizem as estatísticas com Keizer. Já agora aconselho-o a ler o livro que fizeram sobre Big Mal e a campanha de 82. Um dos pressupostos dos que acompanharam o inglês é que um jovem nunca se lança aos soluços, com tergiversações. Aliás, pessoas ouvidas no livro apontam exactamente essa como a causa de termos perdido Futre, mencionando especificamente que se Allison tem ficado tal jamais teria acontecido.

    3) o que são os melhores para Keizer podem não ser os melhores para si ou para mim. O Gudelj é o melhor "6"? É isso que significa "jogarem os melhores"? O quarto-lugar no campeonato quando se tem um jogador como Bruno Fernandes é o melhor para si?

    4) O que é faseado para si? É lançar o Pedro Marques, o Paz e o Thierry contra os ucranianos e depois nunca mais chamá-los? É por o Miguel Luis e depois tirá-lo da equipa 7 jogos? É o Miguel Luis jogar no último jogo e agora nem no banco estar? É o mesmo já ter acontecido com o Geraldes? É o Geraldes ainda não ter feito um único jogo a titular?

    5) como é que se mede a competência? Pelo quarto-lugar? Pela sustentabilidade económica que não é atingida quando não se lançam jovens da Formação? Quer dizer, eu não gosto de atribuir incompetência a ninguém e não irei por aí, mas o meu caro é que citou os princípios como se fossem um dogma. O que é uma boa comunicação? Uma série de banalidades lançadas em entrevistas? Dizer que aprendeu que Dezembro, Janeiro e Fevereiro têm muitos jogos não são desculpas? Mas não se olha para o calendário e não se prepara a rotatividade e os momentos em que se deve poupar os mais utilizados? Fez sentido Bruno continuar em campo em inúmeros jogos em que já vencíamos por 3 ou 4?

    Marcel Keizer é um homem civilizado e que tem uma ideia de jogo positiva (está escrito no Post). Não é um egocêntrico, parece ser uma pessoa tranquila. Começou muito bem, mas a dado momento algo mudou. Acredito que as movimentações constantes que a sua ideia de jogo impõe tenham desgastado a equipa e que depois faltou promover a rotatividade. O plantel não tem profundidade? Os Florentinos, Gedsons e Felix se calhar tb não jogariam com ele, não é? E depois diríamos que não havia profundidade...Mas quer-me fazer acreditar que alguma vez garantiremos a sustentabilidade com treinadores que continuem a apostar numa classe média/baixa e onerosa do nosso plantel em detrimento de apostar em jovens?
    A qualidade de um Bruno, Acuña, Mathieu, Coates, Dost ou Batta ninguém discute, meu caro, o resto sim.



    Saudações Leoninas
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