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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

31
Mar20

António Ribeiro Ferreira


Pedro Azevedo

Nascido em Alvaiázere em 17 de Setembro de 1905, licenciou-se pela Faculdade de Direito de Lisboa em 1926. Tendo sido admitido como sócio do Sporting Clube de Portugal em Outubro de 1935, presidiu ao 1º Congresso Leonino em 1940. Posteriormente, foi o Director do Boletim Sporting, antecessor do Jornal Sporting, entre Agosto de 1943 e Março de 1951. Chegou à presidência do clube em 19 de Janeiro de 1946. O seu percurso à frente do clube coincidiu com o período aúreo do futebol leonino, com 6 Campeonatos Nacionais conquistados, a que se acrescentariam duas Taças de Portugal e 2 Campeonatos de Lisboa. 

 

Era o tempo dos 5 Violinos, a célebre linha avançada formada por Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano. Em 1949, o Sporting conquistava o seu primeiro tri-campeonato. O abandono de Peyroteo no final dessa época desportiva terá sido o aspecto menos conseguido da presidência de Ribeiro Ferreira. Ainda assim, com a realização de um festa de homenagem que chegou a estar em dúvida cuja receita reverteu a favor do melhor goleador de todos os tempos do futebol internacional, o Sporting viria a contribuir para o saneamento de dívidas contraídas pelo seu ponta de lança no decurso de um negócio comercial de equipamentos desportivos. Mário Wilson foi o homem escolhido para substituir Peyroteo, mas a equipa viria a ressentir-se da ausência do seu "matador" e perderia o título de 50. Recuperaria o ceptro em 51, já com Martins na frente do ataque leonino, revalidando-o em 52 e 53, época que viria a ser completada com Goes Mota na presidência, dado Ribeiro Ferreira ter falecido em 13 de Fevereiro de 53. No total, em cerca de 7 anos à frente dos destinos do clube, Ribeiro Ferreira conquistou 6 títulos de campeão nacional de futebol, o que ainda hoje o faz ser destacadamente o presidente leonino que mais vezes obteve o ceptro máximo do futebol nacional.  

 

Não se infira daqui que a presidência de Ribeiro Ferreira ficou só ligada à conquista de títulos no futebol. Nada disso. Ele foi um dos impulsionadores do ecletismo leonino, tendo sido nos seus mandatos que o Sporting conquistou o primeiro título de andebol de sete. Para além do andebol, o Sporting também conquistou títulos no ténis de mesa, atletismo, ciclismo, tiro, automobilismo, motociclismo, ginástica, basquetebol, ténis e voleibol. Também criou e desenvolveu infraestruturas, realizando importantes obras no Stadium de Lisboa (antigo campo do Sporting) através de financiamento (emissão dos "Lagartos", títulos de empréstimo) e subida das quotas ("cotas") dos sócios. Aumentou ainda o património do clube com a compra dos terrenos denominados de Lumiar A e de um edifício na Rua do Passadiço, local que viria a ser a sede do clube e onde instalou a sala de troféus e construiu um salão para a ginástica e um ringue para as modalidades. 

 

Durante as suas presidências, António Ribeiro Ferreira deu sempre muita atenção ao Boletim do Sporting, que em Junho de 1952 passou a designar-se como Jornal Sporting. Compreendeu muito bem a necessidade de expansão da marca, distribuindo bandeiras, fotos e emblemas pelos distritos do país e impulsionando excursões de sócios aos jogos da equipa de futebol disputados nas várias regiões. Aprovou os sétimos estatutos do clube, elaborou os regulamentos da secção de futebol e o código de conduta do jogador e promoveu o estreitamento das relações com núcleos e delegações, deixando o clube com 13 233 sócios (record, na época), a que correspondia uma receita anual de 1575 contos. 

 

A título de curiosidade, o Sporting terminou o exercício de 1952 com um saldo positivo de quase mil contos, com o futebol a custar cerca de 2 mil contos mas a apresentar um lucro de 773 contos, tendo a actividade desportiva geral do clube dado um resultado positivo de 350 contos. O Jornal Sporting deu um prejuízo de 63 contos. O património do clube tinha um valor de 7242 contos. 

 

Ribeiro Ferreira foi o grande presidente da história do Sporting Clube de Portugal (pese embora eu tenha conhecido o Sporting pela mão de João Rocha, igualmente um dirigente marcante na nossa epopeia colectiva). Não só pelas conquistas no futebol, mas também pelo cunho definitivamente eclético que imprimiu, pelo desenvolvimento de infraestruturas, expansão da marca e organização interna do clube. Como tal, merece um maior reconhecimento por parte de todos os Sportinguistas. É que um clube será tão grande quanto a distinção dada àqueles que com brilhantismo ajudaram a construir a nossa memória colectiva. 

 

(Bibliografia: Wiki Sporting)

ribeiro ferreira e peyroteo.jpeg

(António Ribeiro Ferreira e Fernando Peyroteo com a Taça Século)

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