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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

28
Mar19

Caro é quem não produz...


Pedro Azevedo

À atenção de quem de direito, quando se fala em ir buscar alguém que nunca nos quis, tem um ordenado astronómico e falhou nos três últimos clubes que representou (Vietto), e se diz ter-se aberto a porta de saída a dois dos jogadores com melhor rendimento nos últimos anos no Sporting (Coates e Bas Dost), aqueles que conjuntamente com Bruno Fernandes, Acuña, Mathieu, Raphinha e, vá lá, Battaglia e Wendel, constituem o núcleo duro de qualidade da equipa principal do Sporting. 

 

Caro é quem pertence a uma classe média/baixa de futebolistas e não apresenta um rendimento de acordo com o seu salário/condições de empréstimo. Como Gudelj, actualmente, ou Campbell e Markovic no passado: jogadores que, além de não provarem, têm um custo de oportunidade, pois estancam a progressão desportiva e a valorização económica de jovens com potencial interessante. Aliás, se o sérvio e o maliano Diaby são tão bons jogadores, ao ponto de Keizer não prescindir deles, certamente não teremos qualquer dificuldade em vendê-los acima do valor do investimento que representaram para nós. Ou não? Ou será que as apostas do treinador e suas consequências no modelo de sustentabilidade económica só espõem à saciedade o equívoco que foi a sua contratação? 

 

Por último, já estamos todos cansados de sondagens de opinião promovidas através dos jornais. A boa gestão implica boas ideias e convicção na sua implementação, e certamente não será a delapidar a pouca qualidade já de si existente no plantel e a manter pesos mortos que se ganhará a apreciação dos sócios. Por muito boa imprensa que se tenha e por muita compaixão que se sinta pela banalidade dos discursos. 

4 comentários

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    Pedro Azevedo 28.03.2019

    Agradeço o seu comentário. Aqui o ponto é o alto salário auferido por Vietto - os jornais revelam que são 2,1 milhões de euros líquidos, mais de 4 milhões de euros brutos na realidade portuguesa - e ser um jogador que parece já estar longe do seu pico, pois não resultou no Atlético, Villareal ou Fulham. Ainda me lembro de o ver jogar na Argentina e, aí sim, era um senhor jogador. Julgo que não deveríamos incluir jogadores na transação de Gelson e que deveríamos depois escolher um jogador que já tenha despontado e que esteja a subir, com potencial de valorização e ainda não muito caro em termos salariais. Ir buscar jogadores em queda de produção não tem resultado para nós. São vários os exemplos. Acresce que Vietto não é um jogador agressivo e nós precisamos de avançados que façam pressão à frente. Julgo por isso que seria uma opção de risco, embora às vezes resulte como o Luís indicou. No caso de Coates , ele veio por empréstimo de longa duração com uma opção que só foi exercida na época passada (não sei se o Sunderland comparticipava ou não os salários).

    No fundo, recorrendo à equação da recta ( Y=alpha + beta*X) , sendo beta=1 o risco do mercado, alpha a variável independente, Y, o resultado é X, o investimento , para o Sporting ter sucesso o que preconizo é que se tente geral mais alpha em detrimento de por mais beta no processo, pois mais risco, se a coisa correr mal, pode acabar definitivamente com o clube. Por isso, há que aumentar o grau de certeza das apostas.
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    Luis Ferreira 28.03.2019

    Se Vietto vier por 2 M€ limpos por ano e isso implicar a saída de Bas Dost também me parece muito arriscado. Mas se conseguir baixar o salário e para o ano tivermos um ataque com Raphinha, Gelson Dala e Vietto, por exemplo, pode ser interessante.
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    Pedro Azevedo 28.03.2019

    Para que fique claro: nada contra Vietto, ou mesmo Gudelj e Diaby. São profissionais de que não há notícias de mau comportamento. Isto é importante dizer. Mas o clube vem há tempo demais a fazer apostas muito arriscadas em jogadores que já atingiram o pico de carreira ou que não têm a qualidade desejável para um clube como o Sporting. Jogadores muito caros e sem produção condizente. Não quer dizer que não haja casos como o de Vietto que resultem. Citou Coates e acho que é um bom exemplo que dá peso à sua argumentação, pese embora o que disse em cima em relação ao negócio que protegeu de alguma forma o Sporting. Mas, analisando do ponto-de-vista probabilistico, temos de concordar que na maioria das vezes estes negócios vêm a provar-se ruinosos. A nossa história dos últimos 10 anos está cheia destes exemplos. De Sinama Pongolle e Angulo, de Jeffren e Elias, de Markovic e Campbell, entre muitos outros que se podia chamar à colação. Ora, o meu ponto é crer que não estamos em condições de tomar este tipo de riscos neste momento. As apostas em jogadores já com algumas provas dadas e em ascensão de popularidade, como Bruno Fernandes, Acuña, Battaglia ou Raphinha tem corrido bem. Quando vamos buscar jogadores que vêm de temporadas fracas, como Petrovic (pouco jogou no Dínamo Kiev) ou Gudelj (meses sem jogar na China), para além dos citados em cima, não temos sido felizes.

    Espero ter conseguido transmitir a minha ideia e desmistificar que tenha algo contra alguém que trabalhe no Sporting. É apenas uma avaliação baseada na qualidade. Inclusivé, independentemente das críticas que lhe fiz por julgar que não dá o andamento necessário que a posição "6" exige num clube grande, posso garantir-lhe que jamais esquecerei a atitude briosa que Petrovic teve na final da Taça da Liga, aguentando estoicamente até ao final do jogo com o nariz partido. Um grande profissional que ganhou o direito a ser sempre reconhecido como um de nós, um leão.
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