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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

28
Jan19

Contra o masoquismo, gestão no Sado


Pedro Azevedo

Tendo o Sporting já ganho a Taça da Liga, e estando ainda 3 provas em disputa, entre os sportinguistas é comum perguntar-se a qual competição dariam prioridade. Os argumentos são sempre os mesmos: a manta é curta (não sei se têm falado com o treinador do Feirense), houve problemas na constituição do plantel, mudanças de Direcção, et caetera e tal, pelo que não nos devemos dispersar. 

 

Ora, eu penso que deveremos tudo fazer para ganhar o campeonato da Primeira Liga, a Taça de Portugal e a Liga Europa, e assim alimentarmos a fome de títulos que um clube com esta grandeza histórica tem de possuir. Na minha modesta opinião, a questão não será tanto que expectativa de vitória deveremos abandonar, mas sim como dar rotatividade à equipa e, simultaneamente, manter a sua performance desportiva. O cansaço físico e a erosão psicológica são factores de sub-rendimento num atleta de alta-competição, pelo que é importante saber gerir bem o momento de forma e prevenir lesões ou saturação. Em suma, há que saber onde se pode poupar os atletas para que depois eles possam ter o melhor rendimento nos jogos que decidem a época.

 

A meu ver, Setúbal oferece uma oportunidade única a essa gestão. Temos jogadores que vieram de lesões e que, entretanto, já estão num ciclo maduro de jogos, os quais convém fazermos descansar. São os casos de Wendel - vem do Brasil onde se joga com uma intensidade bem mais baixa - e Nani, que aos 32 anos exige atenções redobradas. Noutro plano, será também o caso de Bruno Fernandes: o maiato, como jogador influente que é, precisa de estar no seu melhor na próxima jornada dupla contra o Benfica. Por outro lado, temos de ver isto também como uma oportunidade de começar a rotinar, dando minutos, os novos jogadores contratados, alguns dos quais poderão render no futuro aqueles que têm apresentado menor rendimento. Tudos estes factores conjugados, penso que Idrissa Doumbia (em vez de Gudelj, jogador que não tem convencido grandemente), Miguel Luís (Wendel), Francisco Geraldes (Bruno) e Jovane Cabral (Nani) deveriam ir a jogo na quarta-feira. Caso contrário, tenho receio de ver uma equipa toda espremida nos desafios que se seguem, algo já visto no passado e com os resultados que todos conhecemos. 

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