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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

14
Nov20

Duelo de campeões


Pedro Azevedo

O Portugal-França de logo à noite (Estádio da Luz, 19h45) não será apenas mais um clássico latino. De facto, nas últimas décadas o futebol gaulês e o luso evoluiram tanto a nível de selecções que o jogo que se avizinha irá contrapor o actual campeão europeu ao campeão mundial em título. Sendo certo que o Mundo é maior que a Europa - algo que Joaquim Meirim um dia teve oportunidade de explicar enquanto procurava moralizar o guarda-redes suplente do Varzim ("és o maior da Europa") que almejava a titularidade no clube da Póvoa ("não jogas porque o Benje é o maior do Mundo) - , a verdade é que, para ser campeão europeu, Portugal teve de vencer a França, enquanto os franceses não precisaram de ganhar aos portugueses para se sagrarem campeões mundiais. Deste modo, o jogo de mais logo será como que um tira-teimas entre selecções que têm dominado o panorama futebolístico, pouco tempo depois de um primeiro diagnóstico realizado no Stade de France (Saint-Denis/Paris) se ter revelado inconclusivo. Não se pense porém que o único aliciante do jogo residirá aí, pois é bom não esquecer que estará em causa a qualificação para a final-four da Liga das Nações, competição que Portugal brilhantemente venceu em 2019 após derrotar na final a Holanda. Num jogo desta natureza é muito difícil atribuir favoritismo. Se é certo que Portugal venceu o Euro-2016 após bater os anfitriões gauleses na final com um golo de Éder no prolongamento, não é menos verdade que os lusos não ganham aos franceses em 90 minutos há 45 anos. É verdade!, a última vitória portuguesa conseguida no tempo regulamentar data de 1975. O jogo ocorreu em Colombes, os golos foram obtidos por Nené e Marinho. O treinador luso era José Maria Pedroto, e Samuel Fraguito destacou-se pela arte com que escondeu a bola dos gauleses. Doze jogos depois - oito derrotas e quatro empates - , Portugal irá entrar em campo para matar o borrego, que é como quem diz, depenar o galo. E se os gauleses têm razões para levantar a crista dada a presença de Griezmann, Pogba ou Martial, os portugueses não lhes ficarão atrás com o trio Bruno Fernandes, João Félix e Bernardo Silva. Para o póquer de ases ficar completo, nada como acrescentar-lhe as cartas principais de cada baralho futebolístico: Mbappé e Ronaldo. Em condições normais isto poderia ter a simbologia de um render de guarda, uma passagem de testemunho do veterano português para o jovem francês. Porém, Cristiano Ronaldo nada tem de normal no que de comum concerne. A sua ambição renova-se a cada instante e a sua sede de glória parece inesgotável. Assim sendo, acredito que Mbappé vai ter de continuar à espera da sua hora. Ah, e já agora, tenho o pressentimento que, cartas todas metidas em cima da mesa, um Joker (Jota) poderá fazer toda a diferença e em Dia dos Bandeirantes - também é Dia Mundial da Diabetes, o que, já se sabe, invoca a necessidade de  muito equilíbrio - abrir novos caminhos para Portugal. Em todo o caso, Senhoras e Senhores, Mesdames et Messieurs, façam as vossas apostas, faites vos jeux!

portugal frança.jpg

4 comentários

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    Pedro Azevedo 14.11.2020

    Viva Luís, dois pesos e duas medidas, não é verdade? Tem toda a razão, foi uma distração minha que não deveria ter acontecido. Vou já alterar. A questão dos 90 minutos foi trazida porque o jogo de hoje não terá prolongamento. E na verdade, 12 jogos depois, Portugal continua sem vencer a França desde 1975 (em 90 minutos).

    Obrigado e bom fim de semana.

    Saudações Lusas
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    Luís Ferreira 14.11.2020

    Confesso que pensei mais que não parece seu por puxar mais ao negativo do que ao positivo. Mas as distrações acontecem!

    Estou curioso de ver como Fernando Santos vai escolher entre Jota, Félix e Bernardo, mas acho que vai deixar o joker no banco - não seria joker se não fosse assim!
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    Pedro Azevedo 14.11.2020

    Não creio que passe mais o negativo. Os números são o que são. Podendo ser positivos, negativos, naturais e até imaginários, não se devem ignorar. Nesse sentido, o Post procura equilibrar a vitória obtida no Euro-2016 com o histórico de confrontos que nos é desfavorável. E termina até com uma nota positiva, que dá conta do meu pressentimento de que Portugal irá ganhar.

    Se olhássemos apenas para o registo recente desses 3 jogadores, então Bernardo ficaria no banco. O que Jota tem feito no Liverpool até a mim, que sou fã do seu futebol, apanhou de surpresa pela rapidez, personalidade e segurança com que se impôs. Se formos pelo recente registo em jogos oficiais, então seria o Felix a encostar. Ou seja, o Jota não sairia da equipa em nenhum cenário. Porém, algo que me diz que sairá. Percebo que Bernardo traga a organização que Portugal necessita, aprecio o recorte técnico de Felix, mas o Jota tem muito golo. E o futebol ganha-se com golos.
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