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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

13
Jun19

Duros como Rocha


Pedro Azevedo

Jogo certamente criado por uma pessoa sem coração, o futsal é uma modalidade imprópria para cardíacos. Bola cá, bola lá, o sobressalto é constante, pelo que assistir a um jogo destes é como fazer um electrocardiograma com prova de esforço. Um exame.

 

Para não fugir à regra, hoje, no Pavilhão João Rocha, tivemos mais um jogo muito emotivo entre as duas melhores equipas portuguesas da actualidade. Começou melhor o Sporting, respondeu o Benfica, mas ainda durante a primeira parte tivemos a possibilidade de "matar" a partida. Infelizmente, o desperdício de 3 livres directos, fez com que chegassemos ao intervalo apenas com a vantagem mínima.

 

No segundo tempo, o Benfica, mais frio e nada tendo a perder, deu a volta ao marcador. Tudo parecia perdido. Mas a nossa equipa é dura como Rocha e a 30 segundos do fim chegou ao empate. Accionados os desfibriladores, preparámo-nos para o prolongamento. No tempo extra, a nossa superioridade nos minutos iniciais foi gritante. E desta vez a eficácia esteve lá: Rocha e Pany Varela marcaram os golos da vitória. No final, vitória por 5-3, golos de Leo, Merlim, Rocha(2) e Pany Varela. Domingo há mais, no Pavilhão da Luz. Jogo do título, em que os nervos já estarão mais repartidos. 

leo.jpg

P.S. Ganhar ou perder será sempre aceitável. Desistir é que nunca o será. Ganhando ou perdendo, temos como certo que esta equipa, superiormente liderada por Nuno Dias, nunca desistirá de tentar ganhar e honrará sempre o clube. E isso é aquilo que devemos pedir a quem defende as nossas cores. 

6 comentários

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    Pedro Azevedo 14.06.2019

    Bom dia Daniel,

    o Benfica partia para este jogo podendo perder. Já o Sporting tinha de ganhar. Estados de espírito diferentes e que geraram alguma ansiedade nas nossas cores. Um pouco menos de nervos e teríamos decidido o jogo antes do intervalo.

    Na "negra" será diferente. Ambas as equipas têm obrigatoriamente de ganhar para poderem ser campeãs. A experiência poderá ser um factor decisivo, bem como a habituação de ganhar. O Benfica, jogando perante o seu público e não ganhando há muito tempo, até poderá ter maior pressão, facto que deve ser aproveitado por nós.

    No fim do jogo, Nuno Dias foi um campeão, soube ganhar. Já o treinador do Benfica mostrou ter mau perder. O desporto português está em muito mau estado na mão de certos cavalheiros. Uma pessoa olha para a NBA e vê o que é perder com dignidade, dando tudo, indo para lá até dos limites. Ontem, os Golden State tiveram mais uma lesão, no caso do jogador que mais influência estava a ter na partida (Klay Thompson), que se veio juntar à de Kevin Durant, e lutou até ao fim contra um equipa (Toronto) que lhe foi superior colectivamente. Não houve azedume, mas sim fair-play, o público, todo afecto aos Golden State, portou-se exemplarmente. Existem regras de conduta que não são aplicadas consoante a cor da camisola, respeito pelo espectáculo e sua promoção e foco nos jogadores e suas proezas e não em dirigentes (ou mesmo treinadores). Nada que se assemelhe a este pequenino desporto luso.
  • Sem imagem de perfil

    Daniel 14.06.2019

    "O desporto português está em muito mau estado na mão de certos cavalheiros."

    Tão verdadeiro...

    Mas infelizmente parece que quem tem responsabilidades sobre o desporto neste país, prefere continuar a ignorar o que se passa, sabe bem assistir aos jogos á borla no Estádio Nacional do Alto dos Moinhos, o pior é que já ultrapassámos há muito os limites do razoável, a violência no desporto não pára de aumentar e aí de quem se atreva a denunciar essa violência.

    O Pedro dá um belíssimo exemplo, eu dou-lhe outro, em 2015 o Chelsea baniu para sempre de Stamford Bridge 3 dos seus próprios adeptos na sequência dos cânticos racistas proferidos contra um cidadão francês, num incidente ocorrido no metro de Paris.

    Em Portugal, parámos no tempo, continuamos a governar aqui chafarica em função de um clube do regime para manter o povo animado, de tal forma que até a televisão pública, faz reportagens de propaganda a esse clube. Enquanto estes velhos do Restelo (ou de Carnide, ou das Antas, conforme soprar o vento) continuarem com esta maneira, de governar em favor dos interesses, não passaremos disto.

    Pode ser que um dia isto rebente (salvo seja) e nos escombros, surjam pessoas com vontade de transformar o futebol português num produto para crescer e para valorizar, há espaço e matéria prima para o efeito, e que se governe em função disso, para o bem do desporto nacional.

    SL
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    Pedro Azevedo 14.06.2019

    Caro Daniel,

    se formos a ver, há todo um caldo cultural que alimenta isto. Em Portugal, está instalada a cultura de sucesso. Não olhamos para uma pessoa pela qualidade das suas realizações, mas sim pelo dinheiro. Isso, para muitos, é o sucesso. Quanto aos meios, quem é que se preocupa? Poucos, no meu entendimento. Ora, o sucesso é exactamente as escolhas que fazemos para o tentarmos atingir...

    Depois, peguemos na educação. Mais de 90% dos portugueses limita-se a sobreviver, pouco tempo tem disponível para educar os filhos e para entender o que se passa com eles, os sinais de alguma instabilidade. Essa juventude é rapidamente aliciada para dinâmicas de grupo. Querem se sentir parte de algo e as claques satisfazem esse propósito.

    Os governantes? Bom, já nem há pudor na forma como se colam às vitórias desportivas. De tal forma que nem dão primazia aos protagonistas, agarram-se logo ao primeiro microfone que se lhes põe à frente. E continuam a assobiar para o lado perante os problemas. Faz muita falta na Europa, e em especial em Portugal, gente como Thatcher ou Kohl. Ficaram estes herdeiros, a anos-luz dos seus predecessores.

    A lógica de poder? Quem tem o poder no futebol português desconfia. Desconfia que quem luta contra esse poder apenas quer ser o novo poder, não quer regenerar nada. Assim, nunca iremos lá. Se não se criarem regras, se Federação e Liga não actuarem, os orgãos judiciários não funcionarem, chegaremos em muito pouco tempo ao marasmo. Como naquele filme, "there will be blood". Só aí alguém actuará. Tarde de mais para as familias de todos aqueles que desaparecerão do nosso convívio. Tudo isto é triste, tudo isto é o fado português de encanar a perna à rã. Para terminar, é inenarrável que continuemos a ter um Secretário de Estado como João Paulo Rebelo. Eu sei que o surf é uma modalidade com aderência nos jovens e que o senhor também tem o pelouro da juventude, mas já basta de o vêr surfar na maionese...

    Cumprimentos e saudações leoninas, caro Daniel
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    Anónimo 14.06.2019

    Amigo,
    não sei se a Velha Europa precisa de outra Thatcer ou de outro Kohl, (acho que se escreve assim, coitado do senhor), mas precisa certamente de alguém, ou de muitos alguens que pensem, e repito, pensem! Se assim não acontecer, toda a actividade humana da "Velha Europa" vai pelo cano das máfias, conhecidas ou não, e, portanto, pelo cano da descarga do nosso descontentamento! Onde já ouvi isto? Se calhar, os russos estão na linha da frente pois os Italianos são mafiosos mas muito à sua maneira, brutos, irracionais mas dentro de certos códigos que só eles conhecem mai-los seus interlocutores! Os outros, julgo eu, são aprendizes, mas tiveram o bolo de "mão beijada", por assim dizer, e não estão dispostos a partilhar um dolar que seja com ninguém!
    Portanto, ou estamos preparados ou não!
    Espero bem que os actuais dirigentes Sportinguistas, nos quais, aliás, não confio muito, estejam preparados para o que aí vem!
    Em qualquer dos casos, sempre digo:
    Viva o Grande, o Eterno, o Meu, o Nosso, SPORTING CLUBE DE PORTUGAL!

    José Manuel David
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    Pedro Azevedo 14.06.2019

    Caro José Manuel David,

    se todos pusessem o Sporting em primeiro lugar, e isso significasse que a salvaguarda do clube estivesse sempre acima da salvaguarda individual de cada um, então seríamos um clube muito mais forte. O Sporting é vítima destes tempos. Ficou para trás. Após a desordem surge sempre uma nova ordem. O Sporting poderia ser o arauto dessa nova ordem, o tal Renascimento de que tanto falo e que traria consigo também uma revolução de mentalidades e um período de grande criatividade que inserisse os sócios e as suas ideias na vida do clube. Não podemos estar sempre a procurar fórmulas antigas, em que o que difere é o discurso ser mais ou menos polido, temos de saber convocar as pessoas e com elas partilhar um sonho comum. Creio que faz muita falta pensar o clube numa perspectiva "out-of-the-box", saber o que fazemos e como, claro, mas principalmente qual a razão de aqui estarmos, o porquê de tudo isto. É isso que vem faltando há muitos anos nos nossos dirigentes e que João Rocha tinha: visão e partilha do sonho, capacidade de implementação.
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