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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

21
Nov19

Formar para os outros


Pedro Azevedo

Segundo um estudo do CIES - Football Observatory, o Sporting é o 15º clube europeu mais representado com jogadores da sua Formação nas 5 principais ligas europeias (Big 5), tendo 18 jogadores espalhados pelos campeonatos de Espanha, Alemanha, Itália, Inglaterra e França, numa tabela que é liderada por Real Madrid (39), Barcelona (34) e Lyon (30). Alargando o espectro aos 31 campeonatos nacionais europeus objecto do estudo do CIES, a Formação do Sporting sobe para o 3º lugar com 63 jogadores, apenas ultrapassada por Partizan de Belgrado (75) e Ajax de Amesterdão (72). Nesta última lista, Barcelona (10º com 52 jogadores), Real Madrid (14º com 50) e Lyon (21º com 39) ficam aquém do clube leonino. De referir que os leões lideram por boa margem entre os clubes portugueses nos dois rankings alvo deste estudo. 

 

Estes dados vêm reforçar a percepção que o adepto comum tem de que os leões formam muito. Infelizmente, para outros beneficiarem, sem que o trabalho desenvolvido na Academia tenha a justa compensação desportiva e/ou financeira. Por isso, tantos jogadores exportados depois, continuamos com a nossa sustentabilidade financeira em risco, produto de um modelo económico de negócio ruinoso que se traduz em importar muito - tradicionalmente jogadores de qualidade média/baixa que todos juntos pesam bastante nos Custos com Pessoal e geram importantes menos-valias - e em não desenvolver suficientemente a última estação de produção (acesso à equipa principal). Bloqueado o acesso ao topo a muitos jovens com potencial, muitas vezes preteridos por contratações onerosas e de nível semelhante ou pior, estes acabam por saír por um valor económico significativamente inferior ao que se poderia apurar caso tivessem realizado um número de jogos razoável ao mais alto nível, recebendo o Sporting, em média, uma compensação pelas vendas bastante inferior ao somatório de custo (salários+prémios) mais investimento (compra) dos jogadores contratados. Dir-se-ia que esse seria o ónus de ganharmos muito, simplesmente nem isso acontece.

 

Perante isto, é caso para perguntar se finalmente aprendemos a lição. É que os indicadores de que não temos sabido gerir a produção da nossa fábrica (ou mina de diamantes, mais exactamente) vão-se amontoando de há anos a esta parte sem que os sucessivos responsáveis mostrem real preocupação com o facto. Até que tudo se torna demasiadamente evidente, os resultados desportivos são piores que maus, as finanças entram em colapso e é preciso sossegar as hostes e fazer alguma coisa. Assim aconteceu em 16/17 quando Podence, Geraldes e Palhinha foram chamdos de emergência, assim também parece acontecer agora com Pedro Mendes (incrivelmente não inscrito nas competições nacionais), Rodrigo Fernandes e Matheus Nunes (ainda à espera de se estrear). Mas os clubes não vivem de propaganda e tão importante como Matheus Nunes e outros virem a ser chamados à equipa principal é o Sporting não investir (mal) na linha do que tem vindo a ser seguido neste mandato. Necessitamos, isso sim, é de optimizar os nossos activos. Até porque assim estaremos a optimizar também os nossos parcos recursos.

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6 comentários

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    Pedro Azevedo 22.11.2019

    Boa tarde,

    meu caro, os ceguinhos "veem" muito melhor do que muitos que têm a faculdade da visão.

    As coisas acontecem mais ou menos assim: há uma Direcção que quer limitar o direito de expressão dos sócios. A primeira coisa que faz é pôr os sócios todos no mesmo saco e atirar-lhes com processos de intenções, entre várias ofensas que lhes dirige. Ora, eu não vou permitir que a minha liberdade de expressão - obviamente, dentro de uma urbanidade que não vejo replicada na cúpula - seja posta em causa. E isso serve também para todos que logo se aprestam a mimetizar o comportamento que observam em quem dirige, tentando limitar a expressão. Ontem como hoje. Portanto, uma coisa é a crítica, legítima, outra são extrapolações. Nunca pertenci a claques. Já disse que no lugar de Varandas apresentaria a demissão e promoveria eleições. Essencialmente porque, para além do fracasso indescritível de planeamento da época, a bandeira tão apregoada da união por esta altura está cheia de buracos. Mas não estou certo de que quem vier fará melhor e menos certo ainda estarei se essas eleições surgirem através de um processo revolucionário, simplesmente porque tirei a devida nota do que aconteceu nas últimas eleições e sei que quando os ânimos estão exaltados ninguém se foca no essencial.

    Quanto à "estupidez", eu não seria Sportinguista se não lutasse por uma visão de futuro do Sporting que lhe assegure a sustentabilidade. E tempos escrevi sobre isso e continuo sem dúvidas: os problemas do Sporting são o niilismo, maniqueísmo e o conformismo. Essa sensação de inevitabilidade das coisas é algo que me aflige no meu clube.

    Em relação a Cintra, mas o meu caro nalgum momento sequer pensou que eu ponho proselitismos acima do Sporting? Conheci pessoalmente vários presidentes do Sporting (praticamente só BdC e Varandas é que não) mas isso nunca me afectou a equidistância e independência. Agora o que não acho bem é ver um presidente dirigir-se a um ex-presidente nos termos em que Varandas se dirigiu. E isso nada tem a ver com Cintra ser bom ou mau ou assim-assim, é uma questão de educação e de elevação inerente à solenidade do cargo presidencial.
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    Anónimo 22.11.2019

    Não sendo apoiante de Varandas não vislumbro razão válida para a demissão. Não atropelou os estatutos, não agrediu os jogadores, aliás é estimado por eles. Erros de gestão são aos montes em vários clubes.
    Ao Sporting já basta ser o cemitério de treinadores. Parafraseando Cavaco Silva : deixem trabalhar Varandas. O Sporting não pode andar todos os anos em eleições.
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    Pedro Azevedo 23.11.2019

    Meu caro, eu escrevo em português. Eu não disse que há razões estatuárias para demitir Varandas. O que eu disse é que se fosse Varandas demitir-me-ia. O projecto desportivo não correu bem, o presidente ataca a liberdade de expressão dos sócios colocando-lhes epítetos e processos de intenções e o clube está mais dividido do que nunca..Para mim só faz sentido ser presidente se for para fazer os sócios felizes. Não sei como se pode retirar qualquer felicidade do actual status-quo. Quanto ao ‘deixem-me trabalhar ‘ , essa é uma velha táctica da política que no Sporting é aplicada quando se Araxá sócios chamando-lhes ‘papagaios’, ‘patetas’, ‘esqueletos’ e ‘idiotas úteis’, mas esteja descansado , o meu caro está fora desse núcleo. Quanto ao clube, oxalá sobreviva a mais uma ronda de ‘contratações cirúrgicas’ e a rubrica de Fornecedores não continue a crescer.

    Quanto ao clube não poder mudar de presidente todos os anos há bom remédio: passem os sócios a escrutinar devidamente os projectos dos candidatos e isso deixará de acontecer.
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    Anónimo 23.11.2019

    Escreve em português, e bem! Por aí não há problemas.
    Só não entendo a sua obsessão contra Varandas. Demitir-se porquê e para quê? Foi eleito por 4 anos deve concluir o seu mandato.
    No passado o que ganhou o Sporting com as demissões de Roquette e Dias da Cunha. Quantos campeonatos ganhou?
    ZERO.s
    Com Varandas o Sporting pode não ganhar mas com eleições sem qualquer. nexo o circo vai continuar e os 18 anos vão ser 30/40
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    Pedro Azevedo 23.11.2019

    Meu caro, não tenho obsessões na vida, tenho ideias. Ideias que nunca são discutidas aquando das eleições. Mas o que é que isso interessa, não é? O Sporting aguenta tudo.

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