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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

26
Ago19

Identidade de clube e marketing de jogadores


Pedro Azevedo

O Sporting saiu a perder de todas as formas na novela Dost. À magra compensação obtida na venda do holandês aos alemães do Eintracht Frankfurt deve somar-se a incompreensão por parte de quem dirige de que a protecção do clube é sempre a protecção dos seus activos e da imagem pública destes. Ficou também bem patente, nas discussões entre os adeptos, outro grande problema do clube: de cima a baixo, não existe uma cultura que promova a meritocracia, coexistindo a falta de reconhecimento com quem serviu bem a instituição com a falta de exigência com quem não cumpre os mínimos. Só nesse sentido se pode entender que o clube, no seu Twitter oficial, tenha publicado uma mensagem onde se pode ler: "o Sporting sabe distinguir o jogador Bas Dost do que o rodeia. Obrigado por tudo, Bas". Sabendo que no subconsciente popular se encontra a frase "diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és", o Sporting permite-se, em veículo de difusão da sua Comunicação, saudar pela última vez o seu antigo jogador  - marcador de 93 golos em 3 épocas, é bom não esquecer - com reservas, assim a modos daquilo que os auditores por vezes colocam em Relatórios e Contas, algo que não fez por exemplo aquando das saídas de Barcos, Spalvis ou Castaignos (todos juntos representando zero golos marcados pelo Sporting), os quais mereceram palavras elogiosas de circunstância. Assim sendo, resta a este sócio dizer sem rodeios perante aquilo que o rodeia que também sabe distinguir o enorme Sporting Clube de Portugal da Comunicação do clube e, mais, ainda sabe distinguir o Sporting do senhor Rui Pedro Braz e outros que tais, e como tal, mesmo não se revendo neste triste episódio, continuará fiél ao clube do seu coração, o qual promete continuar a acompanhar com devoção.   

 

Se os jogadores de futebol são o maior activo da SAD - o maior activo do clube são os seus sócios - não se compreende como a Sporting SAD, uma vez mais (não é de hoje), termina uma relação com um jogador desta forma. Não que eventualmente não tivesse as suas razões, mas é bom não esquecer que foi a SAD, através de um comunicado, que tornou público e evidente para todos haver um problema com o seu jogador (em vez de tentar resolver o assunto no silêncio dos gabinetes), imediatamente contribuindo para desvalorizá-lo perante o mercado, com tudo o que antecipadamente saberia que isso iria trazer em termos de danos desportivos, financeiros e reputacionais. Deste modo, enquanto o vizinho ao lado tratou de homenagear Jonas e Luisão, o nosso clube viu sair Bas Dost pela porta pequena, sem sequer os adeptos terem tido oportunidade de dele se despedirem. Falando a nossa Comunicação em "quem o rodeia", como se não houvesse consciência que de entre quem a rodeia a si (ao clube), saíram uns inadaptados sociais (chamemos-lhes assim) que agrediram barbaramente o jogador aquando do inacreditável episódio de Alcochete, situação que o jogador fez por esquecer entre outras coisas porque soube separar os agressores dos adeptos comuns que lhe acenavam na rua. Pode até haver quem ache isto bem, mas este tipo de coisas é ilustrativo da falta de identidade e de Cultura Corporativa de um clube como o Sporting, mesmo que para o efeito tenha sido o seu braço instrumental (a SAD) a perpetrar tais actos. E demonstra, inequivocamente, uma ausência de política de promoção de jogadores, a qual depois tem as suas consequências no valor pago pelo mercado. Assim sendo, resta esperarmos quem será o próximo alvo. Por aquilo que fui lendo hoje no blogue não me admiraria que fosse Acuña. Aparentemente, e sem nunca eu me ter disso apercebido, parece não ter a qualidade suficiente, ser um híbrido e um risco. O que é estranho é estas apreciações depreciativas sobre alguns dos nossos melhores jogadores estarem últimamente muito na moda nas redes sociais. Não era a isso que eu me referia quando falei em Renascimento, mas está bem... 

4 comentários

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    Pedro Azevedo 26.08.2019

    Eu creio que o ponto é o Sporting dever sempre estar acima de qualquer um de nós. Temo que, por vezes, para se preservar a imagem perante os sócios, se exponham coisas que deveriam permanecer no segredo dos gabinetes, prejudicando assim a cotação dos nossos activos. Essa é a percepção deste sócio que acredita que se pode ser firme, defender os interesses do clube, mas simultaneamente saber resolver os problemas e respeitar os nossos activos, durante e após a sua passagem pelo clube.

    Não é só o exemplo Dost, o Sporting tradicionalmente falha com quem o serve bem. Permite até que muitos atletas permaneçam no desconhecimento dos adeptos. Quantos dos mais novos sabem quem é o Fraguito, por exemplo? Tudo isto faz parte de uma ideia de Cultura Sporting que eu simplesmente não identifico no Sporting . E isto nada tem a ver com proselitismos.
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    JG 26.08.2019

    Há uma ideia de cultura Sporting que se circunscreve ao perímetro mais ou menos dilatado da região abdominal de quem o serve. O local onde se situam os respectivos umbigos. Aí não cabem os Fraguito nem outros. Um dia também desaparecerão o Jordão, o Yazalde r outros. Mesmo o Peyroteo é apenas uma memória difusa. Quem imagina que o Ajax poderia deixar esquecer Cruif e os seus companheiros?
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    Pedro Azevedo 27.08.2019

    Qualquer tema hoje em dia é fracturante. Quando tenho dúvidas, regresso ao passado, recordo o que estimulou a minha paixão pelo clube. Nessa altura, em que não havia filtros nem preconceitos, onde absorvia tudo o que houvesse sobre o clube como uma esponja, eram os jogadores o elo de ligação do meu amor ao Sporting. Isso permitiu-me tirar qq duvida que eu pudesse ter sobre esta matéria. Infelizmente, hoje verifico que já nem essa admiração por aqueles que bem nos servem merece consenso no clube. Há sócios que legitimamente entenderão que a melhor forma de defender o clube é aceitar este tipo de coisas. Muitos até se convencerão das razões do clube. Eu não. Recordo até o que se disse sobre Dost após o ataque de que foi alvo em Alcochete. Aí houve uma quase unanimidade, uma esmagadora maioria ruidosa lamentou o ocorrido e expressou a sua preocupação com a delapidação de um activo,Pouco mais de 1 ano depois aconteceu isto: Bas Dost saiu a troco de 7 milhões e sem a oportunidade de se despedir em campo de todos os Sportinguistas. Em más companhias, dizem eles. E eu a pensar que Dost tinha sido atacado por sócios e/ou adeptos do clube, companhias nossas bem entendido, e que teria razão para lamentar o que nos rodeia.,Há todo um mar de incoerência nisto...

    Questões de convicções não devem ser transformadas em arma de arremesso. Desafio qualquer Leitor a encontrar um Post onde eu tenha procurado abrir uma brecha entre associados do meu clube. O Sporting tem a maior força nos seus sócios. É aí que está a sua força. Mas precisam de se entender. A começar em questões como esta de Dost, que são transversais a qq tipo de proselitismos.
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