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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

13
Fev19

Killer instinct


Pedro Azevedo

Ouvi e li muita coisa na sequência da recepção do Benfica ao Nacional da Madeira do último fim de semana. Inclusivé, de alguns consócios sportinguistas que aludiam à falta de respeito dos encarnados pelos alvinegros. E, essencialmente, gostaria de retirar uma ilação para o meu próprio clube: há 25 anos atrás, Bobby Robson queixava-se da falta de "killer instinct" do Sporting. O que o treinador inglês pretendia dizer é que, quando tínhamos o adversário ali à mercê, perdoávamos e tirávamos o pé do acelerador. Ontem como hoje.

 

Um clube grande como o Sporting tem de incutir respeito nos seus competidores. E deve respeitar quem paga o bilhete, muitas vezes com grande sacrifício pessoal e familiar. Por isso, reajo com incredulidade à conversa sobre uma alegada falta de "fair-play" benfiquista na goleada, porque não há melhor maneira de respeitar o adversário e o público do que uma equipa e os seus jogadores gastarem todas as energias num campo de futebol. E tentarem marcar o máximo de golos, o objectivo do jogo. Tudo o resto que se diga sobre isto é tão simplesmente premiar a mediocridade e alinhar numa cultura de falta de exigência. Por isso, eu também teria gostado que o Sporting tivesse ganho por 10-0, da mesma forma que teria adorado ver os 14 golos sem resposta que os nossos leões deram ao Leça (com 9 golos de Peyroteo), ainda hoje record do campeonato nacional da 1ª Liga. Um tempo em que, em vez de conversa da treta, nos preparávamos para uma conversa de Tetra...

 

P.S. O Sporting possui todos os records de golos num jogo, tanto a nível nacional como europeu. Assim, para além da supracitada goleada no campeonato, batemos o União Micaelense por 21-0 na Taça de Portugal. O maior "score" até hoje nas competições europeias dura há 55 anos e foi obtido na caminhada para a conquista da extinta Taça dos Vencedores das Taças: na recepção aos cipriotas do Apoel Nicósia, os leões venceram por 16-1. E temos a maior vitória em derbies, o célebre 7-1 ao Benfica. Para que fique claro, embora eu prefira visitar o Museu do Sporting do que ler o Guinness Book, isto é um motivo de orgulho. Só faltava mesmo acusarem o "Manél" de falta de "fair-play" por ter enfiado 4 “batatas” nas redes do Silvino...

sporting1.jpg

3 comentários

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    Pedro Azevedo 13.02.2019

    Caro RCL,

    essa vitória contra o Leça é de 41-42, ainda não havia Violinos (por isso disse que o Tetra estava em preparação), mas já havia Peyroteo e o tio de Vasques (Soeiro). Disse-me o meu avô que Deus tem que essa linha avançada era também de Violinos. Jogavam Mourão, Soeiro, Peyroteo, Pireza e João Cruz.

    A Hungria de que fala tinha a sua base no Honved. De destacar também o avançado Kocsis, futuro jogador do Barcelona, e o guarda-redes Grocsis. A Hungria foi campeã olímpica em 52, em Helsínquia, e nessa qualidade visitou Wembley. A Inglaterra, por se achar muito superior, recusava-se a participar em competições de selecções oficiais. Em 1953 recebeu os magiares, num jogo que Bobby Robson baptizou de "match of the century", por muitos também considerado o jogo particular mais importante da história do futebol. O génio de Puskas e de Hidegkuti veio ao de cima e nesse dia a Inglaterra perdeu em casa por 3-6. Não perdiam uma partida no seu solo (contra uma selecção não-britânica) desde 1901. Este jogo marcou também o fim do célebre WM de Herbert Chapman. Até porque a Hungria, jogando num 4-2-4, venceu-os. Mas não os convenceu: os ingleses pediram a desforra e foram a Budapeste defrontar os húngaros. Bem, foi um suicídio. Inspirados e confiantes nas suas capacidades, os magiares destruíram os ingleses por um concludente 7-1 (o que é que isto nos faz lembrar?).

    Como muito bem deixa em aberto, a Hungria nunca foi campeã mundial. Perdeu a final do Mundial de 54 (Suiça) frente à RFA, por 3-2, com Puskas lesionado a fazer o papel de corpo presente (na fase de grupos, já na Suiça, os húngaros haviam batido os alemães por 8-3).

    Uma vitória, por muito robusta que seja, vale (só) 3 pontos, eis a lição que o futebol nos dá. É justo dizer, no entanto, que a Hungria de 54 merece ombrear com a Holanda de 74 e o Brasil de 82 como as grandes selecções que nunca foram campeãs do mundo. Curioso, pois talvez só o Brasil de 70 (campeão) se lhes comparasse.

    É um gosto trocar impressões consigo, pois tem um estilo inconfundível. É como se já o tivesse vindo a ler há algum tempo.
    Obrigado pelas suas gentis palavras e pelo seu latente sportinguismo. Não tenho quaisquer dúvidas de que é um grande Leão.

  • Sem imagem de perfil

    RCL 13.02.2019

    Pedro lembrou-me essa final da Hungria com a Alemanha. Puskas estava lesionado mas o selecionador magiar escalou-o .......para receber a Taça, Puskas era o capitão. Naquele tempo não havia substituições, a Hungria jogou, como hoje se diz, com 10. Arrogância que terá custado o titulo mundial conta os irmãos Walter.
    Gosto de ler os seus posts porque o Pedro tem ,como eu, a paixão do jogo, alem do Sporting, claro.
    SL
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