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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

05
Fev19

Levantados do chão


Pedro Azevedo

Fraco não é quem cai, mas sim quem não se levanta. E nós somos do clube do leão rampante, aquele que está de pé, nunca se rende, nunca se verga e vai à luta.

 

Quem é que nunca precisou de enfrentar uma situação limite para, então sim, encontrar a força necessária para se reerguer? Necessitamos de mudar de vida e a oportunidade está já aí, ao virar da esquina. Assim, deixo aqui expresso o meu desejo: que a curta distância que separa Alvalade da Luz seja o primeiro grande passo na afirmação de uma nova forma de estar e sentir a nossa leoninidade que a todos encha de orgulho. Aí leões!!!

 

P.S.(1) Já chega de paleio sobre "atitude", conceito vago, inócuo e parolo do "futebolês" que carece de uma maior definição. (O que caracteriza as instituições são os seus valores comportamentais, assim mesmo no plural e não no singular, que devem estar bem definidos e compreendidos por todos.) Por isso, sendo preciso, o que queremos é motivação, qualidade e solidariedade, a massa consistente que eleva uma equipa ao patamar de excelência de que são feitos os campeões. Aqui, a qualidade reveste-se de capital importância. A falta dela na gestão está na origem de um passado recente do clube feito de dois ciclos de um ano mau repetido dezassete vezes. Perante isto, arrepiamos caminho ou vai mais uma voltinha? (Esforço - o mínimo múltiplo comum exigível a qualquer profissional - , dedicação e devoção podem garantir motivação e solidariedade, mas sem a inspiração que só a qualidade produz não se vai a lado nenhum.) 

 

P.S.(2) A falta de Cultura do mundo Sporting denota-se em pequenos pormenores. Como quando ouvimos, anos a fio, os jogadores dizerem que é preciso "levantar a cabeça", sem que haja uma alma, situada num plano superior, que lhes chame a atenção para o facto de que, mesmo levantando a cabeça, se o corpo permanecer no chão continuaremos sem energia, chama ou fulgor e, certamente, sem uma visão abrangente do meio envolvente...

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2 comentários

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    Pedro Azevedo 05.02.2019

    Vamos por partes: eu creio que há um primeiro ciclo de Keizer que encerra na partida em Santa Maria da Feira a contar para a Taça da Liga. Relembrando, futebol a 1, 2 toques, alas com movimentos interiores, saída de bola pelo centro sem o trinco recuar (eram os centrais que conduziam), laterais subidos em simultâneo mas com a missão de reconduzir a bola ao centro (dissuasão nos movimentos), recuperação de bola em 5 segundos. Nos primeiros 7 jogos, marcámos 30 golos e sofremos 8. Como pode uma pessoa não se deixar encantar por isto? Bom, na imprensa e entre alguns sportinguistas houve sempre aquele sentimento "credo, tanto golo sofrido". estava tudo à espera de um deslize do treinador holandês e ele surgiu em Guimarães, quanto a mim devido à saída de Jovane e manutenção em campo de Diaby (uma nulidade nessa partida e que além de ter falhado golos nos prejudicou qq ligação de jogo interior). Bom, depois disto, o "soundbyte" dos golos sofridos começou a pesar em Keizer, é a minha interpretação. E mudou algo nele. Julgo que lhe começou a faltar a convicção. Entrámos então numa nova fase, um híbrido, com características que se mantém e outras que foram abandonadas, ou só reaparecem a espaços como foi o caso de novo jogo em Santa Maria da Feira, agora para a Taça de Portugal (talvez a melhor exibição deste Sporting era keizer) e da primeira parte com o Porto na final da Taça da Liga. Dei a minha opinião sobre o Sporting que recebeu o Benfica e ficou claro, pelo menos para mim, que alguns princípios de jogo estavam longe dos do período inicial de Keizer. Foi o tal híbrido.

    Quanto a política, eu não voltarei a falar do passado antes das eleições. Para mim está lá atrás. Olhando para o presente, o que vejo é consequência de um Sporting que não ganha, de uma CS que não faz as perguntas que deve fazer aos protagonistas e, como tal, os sócios andam mais inquietos, vivem na incerteza, na indefinição, não percebem as alterações provocadas na cabeça de Keizer e veem-se a 11 pontos do Porto, a 8 do Benfica e a sete de um clube que tem um orçamento que é mais de 3 vezes inferior ao nosso. Perante isto, não há praticamente comunicação no clube e o que é pedido é um Auto de Fé baseado nas promessas eleitorais e no conhecimento que o presidente afirmou ter sobre futebol.

    Tudo isto que aconteceu em tão pouco tempo é estranho. Bem sei que contratar um treinador sem currículo foi um risco, mas os primeiros sinais foram bons, inclusivos da Formação e tudo isso. O treinador não se queixava, via sempre o copo meio-cheio, íamos progredindo bem. Depois, entrámos por este caminho e ninguém protege a face do treinador (sabe-se lá a suas razões), completamente exposto na praça pública. Bem sei que as opções são no mínimo incompreensíveis, mas também oiço rumores sobre Jovane e Miguel Luís, sobre empresários, rumores não prontamente desmentidos por quem teria de o fazer, pelo que termino dizendo que isto é o Sporting no seu pior. Uma incapacidade gritante de ser feliz. Agora não venham dizer é que a culpa é dos críticos, gostaria é de saber o papel desta Entourage colocada à volta do treinador nisto tudo.

    SL
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