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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

18
Jul19

Não, ou a vã glória de mandar


Pedro Azevedo

A história do Sporting pós-25 de Abril de 74 compreende fatalidades várias, que vão desde a saida por doença de João Rocha, o epifenómeno das "unhas de leão", o despedimento de Bobby Robson, a parafernália de empresas criadas ao abrigo do projecto Roquette, a opção por construção de um novo estádio, o ciclo de 4 anos em que a SAD perdeu 160 milhões de euros e o sebastianismo metamorfoseado em cólera que marcou o mandato de Bruno Carvalho.

 

Há uns anos, em entrevista concedida ao Record, o ex-presidente João Rocha lavrou o seguinte balanço do final do seu último mandato: Passivo zero, jogadores contabilisticamente valorizados a zero, estádio valorizado a preço zero e 300 mil metros quadrados de terrenos com construção aprovada, que, no dizer do malogrado antigo dirigente, se tivessem sido correctamente administrados, valeriam na altura da entrevista cerca de 600 milhões de euros. Hoje, a realidade é bem diferente: O Passivo da SAD é de 328 milhões de euros, a que acrescem 128 milhões de euros em valores mobiliários obrigatóriamente convertíveis (VMOCs). O plantel está avaliado em cerca de 84 milhões de euros, o estádio (valor líquido do direito de superfície) em cerca de 138 milhões de euros. Apesar disso, os resultados acumulados (transitados e reservas) da SAD apresentam prejuízos que ascendem a 218 milhões de euros e os capitais próprios (mesmo com as VMOCs incorporadas) indicam falência técnica. 

 

Assim se vê quão vã pode ser a glória de mandar. Tudo isto aconteceu à nossa frente, no nosso "turno", perante a nossa indolência, o que prova o quão importante é, em todos os momentos, haver espírito crítico e ser vigilante. O Sporting tem de estar sempre acima de proselitismos vários e dos situacionismos do costume. Porque a este tipo de gestão que tem marcado os últimos 30 anos é preciso dizer não. Definitivamente não. Que quem dirige actualmente os destinos do clube/SAD tenha isso bem presente, porque a união também se constrói com uma adequada e boa gestão. 

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