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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

30
Jan21

Não querer chocar de frente com a realidade


Pedro Azevedo

Diz-se por aí que Fábio Veríssimo alegou que os jogadores em disputa estavam de costas para si como justificação para o erro que o levou a mostrar o cartão amarelo a João Palhinha. Ora, sabendo-se que Veríssimo escreveu no relatório de jogo que avaliou a jogada em toda a sua extensão (significando não ter outros jogadores pela frente que lhe perturbassem a visibilidade), a pergunta que fica é por que não consultou o árbitro auxiliar, esse sim de frente para o lance (ângulo oposto ao seu, idêntico ao das imagens televisivas que após visionamento lhe permitiram alegadamente concluir não ter sido o ataque prometedor). Talvez porque, mal se apercebeu de que o jogador do Boavista caíra ao chão, logo tratou de meter o apito à boca e sacar o cartão do bolso, notando-se pelas imagens televisivas que, nesse transe ou afã, nem tempo teve para pedir a opinião do seu fiscal-de-linha que havia tido uma visão privilegiada da jogada. Se tiverem dúvidas, analisem as imagens e verão. Assim sendo, não vou alinhar em manobras de branqueamento de imagem sobre o actual estado da arbitragem em Portugal: há um culpado de Palhinha não poder defrontar o Benfica, e esse culpado chama-se Fábio Veríssimo. 

fábio veríssimo.jpg

2 comentários

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    Pedro Azevedo 31.01.2021

    Caro Leão do Algarve, concordo que a macieza do seu meio campo seja a fragilidade mais evidente do Benfica. Weigl tem um bom passe raso que visa o jogo entrelinhas, mas sem bola encosta demasiadamente aos centrais e abre um buraco no meio campo. Taarabt ou Pizzi não têm a intensidade requerida a um 8 no alto nível (disfarçam no pouco intenso campeonato português, ficam expostos na Europa e nos jogos mais exigentes cá do burgo). Gabriel é fino no toque de bola e tem visão de jogo, mas a sua condição física parece sempre um pouco deficitária. Assim sendo, Palhinha seria um jogador nuclear para nós no sentido em que actuaria como dissuasor do passe entrelinhas de Weigl. Não temos quem o substitua nesse aspecto, teremos de jogar com outras armas. E essas armas são mais chegada à área adversária, mais envolvimentos ofensivos de Matheus e João Mário. Se analisarmos as estatísticas do Ranking GAP, verificamos que o nosso meio campo central é mais de equilíbrios, contribuindo pouco nos nossos golos, tão pouco que os seus números ofensivos são menores que os dos laterais/alas e centrais. Esta pode ser a oportunidade de aumentar o contributo dos nossos médios centro. Gostei do que vi Bessa à laia de ensaio geral.

    Evidentemente, a forma célere como Fábio Veríssimo sacou do cartão do bolso presta-se a todas as interpretações. Igualmente, a sua assunção posterior de que não se encontrava de frente para os jogadores adensa o mistério sobre as razões dessa celeridade, questionando-se a razão de não ter consultado o seu auxiliar, o qual estava enquadrado com o lance. Parece que entrou num transe e que isso lhe toldou o bom senso, a prudência, em suma o julgamento. Nada disso pode ser encarado como lisonjeiro num função em que a cabeça fria e o domínio de todas as situações é essencial. Foi como se nem tivesse respirado, sacou do cartão e pronto. A retratação posterior não me esquece nem arrefece, prestando-se à crítica de ter sido encenação criada para não pôr muita pressão no senhor que se segue (ARD). Adicionalmente, ao ter escrito no relatório que tinha visibilidade sobre o lance (o jargão foi outro, mas no essencial foi isso), enviabilizou a acção do CD da FPF. Se o relatório tem logo mencionado que não se encontrava de frente para os jogadores e como tal lhe tinha escapado uma visão mais abrangente de todo o campo e movimentações à volta, o CD teria com elevado probabilidade revertido o castigo. Creio aliás que essa foi a razão que permitiu reverter essa situação do Chaves, na medida em que o relatório do árbitro deu azo a isso.

    No futebol português andamos sempre a correr na pista de fora. E, quando chegamos à corda, temos de ter cuidado para não nos enforcarem.

    SL
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