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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

11
Fev21

O achamento de Luís Godinho


Pedro Azevedo

Ontem à noite, o FC  Porto deu-se conta de que Luís Godinho é um árbitro incompetente, que revela pouca personalidade dentro do campo e tem uma ainda mais deficiente leitura das jogadas via vídeo do que em tempo real. Assim como Pedro Álvares Cabral achou o Brasil (mas o Brasil já estava lá), os portistas acharam Luís Godinho. Mas a coisa não foi propriamente uma descoberta, o senhor já andava por lá e disso havia amplo conhecimento. Por exemplo, andava por lá em 17 de Outubro do pretérito ano quando no José Alvalade perdoou por duas vezes a expulsão a Zaidu, uma por má avaliação de uma entrada ao tornozelo (é curioso...) de Porro, outra por dar ouvidos ao VAR Tiago Martins em lance que não seria da competência deste avaliar (tanto quanto leio no Protocolo, o VAR não vem munido de amperímetro que meça a intensidade, mas posso estar enganado...) e de onde, cumulativamente, resultou a não-marcação de um penálti favorável ao Sporting. Também andava por lá em 5 de Dezembro de 2020. Nesse dia, para além de uma arbitragem sem qualquer uniformidade de critério disciplinar que prejudicou os leões,  Luís Godinho decidiu acatar nova decisão do VAR sobre intensidade, desta vez cortesia de Artur Soares Dias, e anular um golo a Coates. 

 

Antes tarde que nunca, o Porto finalmente achou Luís Godinho. Mas, o seu a seu dono, a descoberta deve ser creditada ao Sporting.

 

P.S. A inacreditável expulsão de Luis Díaz foi uma dupla-penalização ao jogador. E dupla porquê? Porque, após uma jogada onde desfilou técnica e potência incríveis - isso é que é o futebol, e sobre isso dever-se-ia falar muito mais - , para além de se ver forçado a sair do terreno (deixando o Porto em desvantagem numérica), da sua expulsão resultou o labéu (inaceitável, por não real) de que negligentemente (para não dizer intencionalmente) colocou em risco a carreira de um infortunado colega de profissão (a quem envio votos de o mais rápido restabelecimento). E isso simplesmente não se faz. O resto são narrativas, espuma que o tempo leva. 

luis godinho.jpg

6 comentários

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    Pedro Azevedo 11.02.2021

    Essa expressão do Diamantino, partindo de uma generalização para o caso particular que em nada indiciava o que pretendia provar foi um processo de intenção lamentável. Querendo apenas saber de pretender provar um ponto, nada se preocupando com o jogador em questão, como se não tivesse sido nítido nas imagens que o pé do Díaz aterrou onde devia. Ou melhor, onde não devia, mas sem que lhe possa ser imputada qualquer responsabilidade directa nisso. Aliás, por um triz não se lesionou também ele com gravidade.

    Em termos gerais da arbitragem, era importante perceber-se de que forma e com que salvaguardas ou garantias se estão a preparar os árbitros do futuro, porque com estes já vimos que não vamos a lado nenhum. Mas com isso ninguém se importa, em Portugal vivemos do imediato. Até que um dos os problemas chocam de frente connosco e começa o ruído.

    SL
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    David Craveiro 11.02.2021

    Caro Pedro,

    Os arbitros do futuro serao necessariamente como estes: serao fruto do edificio podre do futebol Portugues. Uns viram apadrinhados pela AF Porto e outros pelo Seixal Labs.

    Enquanto a arbitragem nao se tornar completamente independente nada ira' melhorar, nada ira' mudar. E nao pode ter obviamente dedo do corporativismo da classe (onde esta' o inefavel presidente da associacao de arbitros Portugueses depois do que foi feito/ dito ontem? - Onde esta' a greve aos jogos do Porto?).

    Os arbitros errarao sempre pois ao contrario do que VARissimo afirma, nunca conseguirao ver todos os lances em toda a sua extensao. O que se pretende e' que errem menos e que se acabe com a suspeicao.

    Quanto vale a aposta que o FCP nao vai pedir para nao ser apitado por este Sr? Agora ficou (ainda mais) no bolso e vai ser mais perigoso enquanto VAR que enquanto arbitro.

    SL
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    Pedro Azevedo 11.02.2021

    Terá reparado que não mencionei a Liga. Da Liga já nem falo. Como cidadão e amante do fenómeno desportivo, e do futebol em particular, da Liga de Clubes e do seu presidente não espero nada. Não me revejo em elegias da vacuidade.

    SL
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    David Craveiro 11.02.2021

    Pedro,

    Em Portugal nao existe cultura desportiva nem nunca havera'.
    Fernando Gomes fala em produto futebol mas todos sabemos o que interessa 'a FPF.

    Do governo nada podemos esperar, vide caso Baganha vs SE. Nao e' alias por acaso que cairam os parentes na lama de toda a gente (politica, Federacao, etc) aquando do caso Alcochete e nestas alturas nada se ve, nada se ouve.

    Em Portugal ninguem esta' interessado em ter uma discussao seria sobre o futebol porque em Portugal nao ha' cultura desportiva, ha' cultura clubistica. E esse e' o ponto fundamental.

    Ha' anos que venho dizendo que o Sporting e' alvo de uma guerra sem quartel que se iniciou no inicio dos anos 80 em que PdC nos colocou como adversario a abater rumo 'a bipolarizacao do fenomeno desportivo (particularmente futebol). Essa guerra hoje esta' perdida a varios niveis. Politico, instancias desportivas, OCS, etc.
    Sera' preciso o Benfica e o Porto passarem por crises gravissimas para o Sporting se poder chegar 'a frente nessa luta pelo futebol Portugues.

    SL
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    Pedro Azevedo 11.02.2021

    Em Portugal não há cultura desportiva (e tudo o mais que escreveu) - é mesmo isso. As pessoas gostam essencialmente de um clube, e não do futebol. Em Inglaterra é diferente, mas para isso , além da questão cultural, também contribui o facto de o número de adeptos não estar tripartido como em Portugal. Na maioria das cidades as pessoas são do clube da terra, apenas Manchester United e, vá lá. Liverpool têm uma maior densidade de adeptos fora do seu meio. E depois há Londres, mais cosmopolita e sujeita a migrações várias, onde coexistem em quotas razoáveis adeptos dos clubes da capital e de outras cidades.

    Quanto à perda de poder do Sporting, também estou completamente de acordo com a sua cronologia de eventos. Bem doeu na época a João Rocha, que rapidamente se apercebeu desse facto e acabou por abdicar cansado, doente e vencido por essa guerra pela bipolarização. Acresce que as milionárias receitas da Champions são como uma linha de vida para os clubes portugueses. E isso contribui muito para a crispação do momento. Junte-lhe também o peso político do clube A ou B e as omissões que isso permite e a caldeirada está montada.

    SL
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