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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

10
Abr20

O futebol em Portugal


Pedro Azevedo

Os portugueses não amam o futebol. Isto é, até gostam do clube do seu coração, ainda que este sentimento se expresse mais pelo ódio a um rival do que pelo amor à sua equipa de eleição. Também não ajuda o facto de no futebol português vigorar a lei do mais forte, sendo este genericamente aceite como aquele que melhor manobra nos bastidores. Um futebol assente neste pressuposto será sempre um jogo capaz de fomentar todo o tipo de ódios e de recalcar um sem número de frustrações. Logo, o produto é-nos vendido de forma totalmente errada, havendo ainda muito boa gente com responsabilidade que crê ser o ruído que dá popularidade ao jogo. Essas pessoas geralmente têm o mundo do tamanho de uma azeitona e ainda assim querem trincá-lo com toda a força mesmo que aqui e ali uma dentada mais forte os faça perderem uns caninos. 

 

Uma pessoa passa fronteiras, vai até Inglaterra e percebe o que é a essência do futebol. Os ingleses são os guardiões do Santa Graal do futebol mundial. Eles amam incondicionalmente o jogo e os grandes jogadores que ao longo dos anos vão fazendo a história do futebol. Não deixam de torcer pelo seu clube, simplesmente sabem admirar a qualidade de um adversário. Acreditam piamente que a emoção nas bancadas está dependente da qualidade dos artistas e que esta sai valorizada se houver critérios uniformes de arbitragem e procedimentos que beneficiem o espectáculo. Os participantes do futebol inglês não estão interessados em criar alçapões por onde as regras se podem temporariamente escoar, quais xico-espertos de ocasião. Não, eles estão empenhados é em dar transparência às coisas de forma a que ninguém questione ou duvide do produto. E para quê? Para que a paixão do adepto seja direccionada para o jogo que é disputado nas quatro linhas durante os 90 minutos. E quando recrutam finos solistas, fazem-no com a percepção de que isso vai estimular mais o amor pelo jogo. 

 

Azar o nosso que importando tantos anglicismos não fomos capazes de adquirir a verdadeira substância das palavras. "Fair" quê?

6 comentários

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    Pedro Azevedo 10.04.2020

    Tudo deve ser feito para devolver o espectáculo aos artistas. Para que o público volte a ocorrer em massa aos estádios é preciso que o produto seja bom e esteja dentro da validade. Estando isso assegurado, seguir-se-á o próximo passo: levar as pessoas a expressar a sua paixão pelos motivos certos, pela positiva, no apoio à equipa pela qual bate o seu coração.
  • Sem imagem de perfil

    Anónimo 10.04.2020

    Paulo Dias

    Caríssimo Pedro,
    Julgo que fez uma pergunta retórica, sabendo evidentemente de antemão a resposta.
    Mais tudo o que disse é absolutamente verdade quanto ao negócio " home Association football ".

    Question - "Fair" quê?
    Answer - " Fair play "
    Tradução - Fair = Justo (Correcto) Play = jogo Law =Lei
    Digo eu : Law = Fair Play = growing Business
    Bom em Portugal nenhum deste termos é levado em conta e menos ainda de forma séria!
    Por isso o negócio estar esgotado e sem recursos financeiros que o façam crescer !
    Porquê? Porque é injusto ! " Infair " logo ninguém investe em negócios escuros !

    Abraço
  • Imagem de perfil

    Pedro Azevedo 10.04.2020

    Caro Paulo Dias,

    desgraçadamente, há quem ache que a suspeição alimenta o negócio do futebol, porque o que interessa é haver falatório. Já ouvi essa teoria tantas vezes por aí... Espero que este tempo Pascal ilumine os espíritos menos preparados e que se ponha os olhos em Inglaterra, onde se promove o bom futebol, os castigos para os infractores não são empurrados para as calendas gregas e existe transparência geral associada ao fenómeno desportivo. E ao que parece os estádios estão cheios... Aqui todos duvidam uns dos outros e há quem mesmo arrogue que tem de ter o controlo se não ele cai nas mãos de outrem. Este é o futebol português e de nada vale termos sido uns dos precursores do VAR se depois não existe uniformização de critérios, entre outros pecadilhos. Quem ama o futebol quer vê-lo liberto de grilhetas e tem o direito de pagar e ter razões para acreditar no produto que lhe é vendido. Não vendo a equipa do seu coração ganhar sempre, logicamente, apenas porque por vezes o adversário foi mais forte, mais eficaz, ou a sorte do jogo esteve com ele.

    Um Boa Páscoa para si e para os seus e continuação de boa saúde para todos aí em casa.

    Um abraço e SL
  • Sem imagem de perfil

    Anónimo 11.04.2020

    De Paulo Dias

    Meu Caro Pedro, desejo-lhe um bom dia, assim como retribuo-lhe os votos de Boa Páscoa para si e para todos aí em casa, bem como, a toda a sua família, onde ela estiver.Sobretudo saúde para todos !

    Gostaria de, ao raciocínio de ontem, acrescentar argumentos, que valendo o que valem, são os meus.
    Como alguém disse um dia " No inicio era o Verbo " !
    Julgo todos saberem que o verbo era o "SER".
    Sejamos então !
    Politicamente sou Democrata cristão "Vivo na Suiça maioritariamente Luterana",mas se percebi alguma coisa do Movimento, inicialmente religioso e mais tarde sócio-politico, da Reforma, inspirada por " Martin Luther ", as mudanças no pensamento, devem obedecer a uma lógica.
    Para se mudar as sociedades ou comunidades, não se deve apenas agir na organização das comunas, mas antes agir sobre o individuo!
    Ao estado ( Sociedade politico-juridicamente organizada); compete promover o desenvolvimento psíquico-social e cultural do individuo, com vista ao seu bem estar e regular integração comunitária.Logo não se pode agir sobre as comunas, sem se cuidar dos indivíduos !
    Os ...ismos ( fascismo, comunismo, socialismo), que por vezes aparecem sobre a forma sócio-democrática, " socialização da "Demos Crácia" nunca deixará de ser a colectivização das vontades.O que, por diversas vezes, na História, fez ruir a capacidade de auto determinação do individuo, e mesmo, a capacidade evolutivo/criativa deste, dentro das regras básicas estabelecidas democraticamente pelas sociedades.

    Ora em Portugal, o problema reside precisamente na formação Sócio-cultural e educacional do individuo.O estado não a promoveu, após 48 anos de ditadura e de calamidade educativa, por incapacidade cultural dos governantes democráticos que não sabem; que se deve cuidar primeiro dos pensamentos, antes de reprimir os comportamentos, dos indivíduos em sociedade ! Bem sei, ensinar a pensar ...custa!

    As escolas deviam servir esse propósito, ao mesmo tempo que debitam conhecimento técnico.
    Antes de dar o pão às pessoas, devia-se ensiná-las a pescar !

    Melhor repartição da riqueza, pressupõe que esta exista, e além de ser um objectivo deve ser também consequência.
    Na minha modesta opinião, a sociedade portuguesa, está enferma, por estes motivos e não por outros.
    Devia-se começar urgentemente e em democracia, a ensinar a pensar como agir ! Dando cultura e educação às pessoas em sociedade.
    O desporto e o futebol profissional também, enfermam dos mesmos vícios, de corrupção, aldrabice, má educação da sociedade, e que permite que haja pessoas nos cafés a rir-se ignorantemente da esperteza de alguns, que fazem desvios financeiro ( leia-se Roubos), a coberto de idealismos bacocos e desonestos. Não se apercebendo, do quanto todo isto, faz mal à sociedade !

    A sociedade Portuguesa anda enganada !

    Boa Páscoa Pedro
    Saúde !

    Seu amigo Paulo Dias


  • Sem imagem de perfil

    Anónimo 11.04.2020

    Correcção do texto : " ...estabelecidas democraticamente OU NÃO, pelas sociedades. ..."

    Era de facto o que eu queria dizer !
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