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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

20
Ago19

O Keynesianismo-Keizerismo


Pedro Azevedo

Compramos Direitos Desportivos de futebolistas, sem dinheiro (défice estrutural de cerca de 60 milhões de euros, compras de 35 milhões desde Janeiro), como se fossemos a Reserva Federal Americana. Na verdade, não temos a faculdade permitida a um banco central de imprimir moeda, mas por vezes parece que temos uma rotativa em Alvalade. Também não podemos monetizar a dívida, embora já tenhamos encontrado forma de monetizar os créditos da NOS numa operação de antecipação de proveitos. O que não se entende é que a linha de produção da mina de diamantes sita em Alcochete continue interrompida na sua última estação por falta de artífices convictos e vontade institucional. Ontem, ao mais uma vez olhar para Matheus Nunes (bem contratado em Janeiro último, 500 mil euros por 50% do passe), um brasileiro radicado na Ericeira que o Estoril aí foi descobrir, jogador que pode fazer as posições "6", "8" ou "10" (embora seja como "8" que mais o gosto de vêr) e que na verdade tem tudo - recepção, aceleração com bola, transições rápidas, passe à distância, finta, visão de jogo (cabeça sempre levantada) - ,  fiquei perplexo como pôde não ser promovido à equipa principal, ou pelo menos ter tido a oportunidade de fazer a pré-época. Preferiu-se ir buscar um Eduardo (4 anos mais velho) e assim gastar parte do dinheiro que faria falta para manter Bas Dost. Talento especial que também se conseguiu observar em Mitrovski (grande golo), Quaresma, Plata (tem vindo a melhorar o seu entendimento colectivo do jogo), Joelson, ou mesmo Diogo Brás, há 2 anos quase unanimamente considerado o melhor da sua geração e que procura agora recuperar o tempo perdido, os 3 últimos uns alas que, embora não se espere que venham a ser uns Futres, têm um nível técnico muito superior a um Diaby. Não lapidar e dar talhe a estes jovens ao mais alto nível, tal como a muitos outros que andam por aí emprestados, preferindo importar jogadores de 4/5/6 milhões fora de portas, é um tipo de cegueira a que se deve dar o nome de síndrome do keynesianismo-keizerismo, uma doença "ke-ke" que sucede à exuberância irracional vivida no período BdC/JJ. Ao contrário de outros tipos de cegueira, em que o paciente não vendo tem a percepção e os outros sentidos muito bem apurados, esta é absolutamente lesiva em todos os sentidos. Como tal, urge curar. Por isso, Estrutura e treinador organizem-se, por favor. A bem do Sporting, evidentemente. 

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