Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

Castigo Máximo

05
Abr20

O melhor atleta português de sempre

Resultados finais


Pedro Azevedo

Participaram neste inquérito 19 Leitores. Foram nomeados 15 atletas, 12 dos quais com ligação ao Sporting Clube de Portugal. Os nomeados foram Cristiano Ronaldo, Carlos Lopes, Rosa Mota, Livramento, Nelson Évora, Joaquim Agostinho, Fernando Peyroteo, Naide Gomes, Eusébio, Fernanda Ribeiro, Pedro Miguel Moura, Bessone Basto, Jesus Correia, Luis Figo e Manuel Faria. :A luta foi renhidíssima tanto para o primeiro lugar (diferença de 1 ponto ao fecho de 6ª feira, empate antes do último votante) como para o último lugar do pódio. Eis os resultados finais ("top ten"): 

 

10º lugar: Nelson Évora (5 pontos)

 9º lugar: Fernanda Ribeiro (7 pontos)

 8º lugar: Luis Figo (7 pontos)

 7º lugar: Eusébio (8 pontos)

 6º lugar: Fernando Peyroteo (12 pontos)

 5º lugar: António Livramento (19 pontos)

 4º lugar: Rosa Mota (35 pontos)

 3º lugar: Joaquim Agostinho (36 pontos)

Espolio-Joaquim-Agostinho-revistas3.jpg

  • Dois pódios (3º lugar) na classificação geral do Tour de France;
  • Segundo lugar na geral da Vuelta;
  • 3 vezes vencedor da Volta a Portugal;
  • 6 Campeonatos Nacionais de Estrada;
  • Vencedor da etapa mítica terminada no Alpe D' Huez (1979);
  • Vencedor de 4 etapas no Tour;
  • Vencedor de 3 etapas na Vuelta;
  • 8 classificações entre os 8 primeiros à geral do Tour. 

 2º lugar: Cristiano Ronaldo (81 pontos)

ronaldo suiça.jpg

  • Campeão da Europa por Portugal;
  • Vencedor da Liga das Nações por Portugal:
  • 5 vezes vencedor da Champions de clubes (4 pelo Real Madrid, 1 pelo Man Utd);
  • 4 vezes Campeão do Mundo de clubes (3 pelo Real Madrid, 1 pelo Man Utd);
  • 2 Supertaças da UEFA;
  • 6 Campeonatos Nacionais (3 pelo Man Utd, 2 pelo Real Madrid e 1 pela Juventus);
  • 5 Bolas de Ouro;
  • 4 Botas de Ouro;
  • Recordista de golos da história do Real Madrid (450 golos);
  • 2º melhor marcador mundial da história das selecções nacionais (99 golos);
  • 725 golos na carreira (a 5 de Abril de 2020).

 1º lugar: Carlos Lopes (85 pontos)

carloslopes2.jpg

  • 3 vezes Campeão do Mundo de corta-mato;
  • Campeão Olímpico na Maratona;
  • Vice-Campeão Olímpico nos 10 000 metros;
  • 2 vezes Vice-Campeão do Mundo de corta-mato;
  • 7 vezes Campeão da Europa de clubes em corta-mato (Sporting);
  • 3 vezes vencedor da Taça dos Campeões Europeus (individual);
  • Antigo recordista mundial, olímpico e europeu da Maratona;
  • Antigo recordista europeu dos 10 000 metros;
  • 1º atleta português a obter uma medalha olímpica na modalidade de atletismo;
  • 1º atleta português (todas as modalidades) a obter o ouro olímpico;
  • 10 vezes Campeão Nacional de corta-mato;
  • 2 vezes Campeão de Portugal de 10 000 metros;
  • 2 vezes Campeão de Portugal de 5 000 metros;
  • Campeão de Portugal dos 3 000 metros obstáculos.

 

Carlos Lopes, o melhor desportista português de sempre para os Leitores do blogue "Castigo Máximo"!

4 comentários

  • Imagem de perfil

    Pedro Azevedo 05.04.2020

    Caro Miguel,

    eu adoro ver ciclismo, especialmente as etapas em alta montanha das grandes voltas (Tour, Vuelta, Giro). Quando comecei a acompanhar o mundo velocipédico, o Agostinho já não morava cá. Quer dizer, ainda estava entre nós, simplesmente já não pedalava pelo Sporting. Mas havia reminiscências da sua passagem por cá: a pista, de cinza, do velho Estádio de Alvalade, fotografias que eu tinha em casa onde ele aparecia sempre de amarelo a fazer publicidade ao GazCidla, um livro da colecção dos 15 com uma história dedicada a Agostinho e à sua primeira participação no Tour,uma entrevista a João Roque em que este explicava a estupefacção que de si se apoderou quando se cruzou com o Tinô de Brejenjas, o testemunho do meu pai.

    Nesse tempo, eu acompanhava o Agostinho no Tour através das excelentes reportagens do Carlos Miranda e Bruno Santos (o Homero fazia as Voltas a Portugal). Em especial, as entrevistas do Carlos Miranda ao Tinô (nome que lhe davam os gauleses), que tinham um brilho muito especial. O Agostinho desse tempo dividia-se entre ser chefe de fila das equipas de um nobre francês de seu nome Jean de Gribaldy, ou ter de se contentar com o posto de lugar-tenente, quando não de "aguadeiro", de algum ciclista em equipas com outra ambição. Escusado será dizer que estava sempre tramado, umas vezes porque não tinha equipa à altura para o ajudar, outras porque tinha que trabalhar para chefes-de-fila. Nessa hesitação, nesse transe foi ele perdendo os melhores anos da sua vida ciclística e desperdiçando ingloriamente a sua enorme capacidade. Ora levava um banho em contra-relógios colectivos ou furava e não tinha ninguém por perto para o ajudar, ora andava a rebocar o Ocaña, o Martens, o Pollentier ou, nos últimos anos, o Kelly montanha acima. Mesmo em 79, época em que correu para a Flandria (última participação desta lendária equipa) e conquistou o seu segundo pódio, Agostinho teve de se haver com Freddy Maertens como chefe de equipa. Ainda assim, a sua prestação na segunda (montanha) e terceira etapas /contra-relógios individual) fizeram-no subir até ao 3º posto da geral. Mas vieram dois c/r por equipas e foi perdendo tempo. Até que chegou a etapa do paralelo com chegada a Roubaix, que ele odiava, caiu e levou um banho de mais de 10 minutos que o fez sair dos 10 primeiros. Ressuscitou mais tarde na etapa para Alpe d' Huez (partida de Les Menuires), dando 3 minutos a Hinault, Zoetemelk e mais ainda a todos os outros. E na etapa seguinte, um circuito à volta do Alpe d' Huez, teria sido dele outra vez se não tem furado. Ainda assim, vindo do nada, saiu da jornada alpina no 4º lugar, subindo ainda mais uma posição até Paris. No ano anterior, também na Flandria, tinha Pollentier como líder e isso limitou-o até ao momento em que o belga foi desclassificado por doping. Ainda assim fez o primeiro pódio no Tour.
    Perdeu ainda uma Vuelta para Juan Manuel Fuente, havendo dúvidas sobre a acção dos cronometradores durante a última etapa, um contra-relógio individual. Na classificação oficial terminou a 11 segundos do espanhol. Corria pela BIC e ganhou duas etapas (esse contra-relógio em San Sabastian e uma etapa de montanha), acabando em segundo lugar na geral.

    Agostinho foi um herói quase acidental. Na forma tardia e por acaso como apareceu. Pelo facto de no pelotão internacional as suas qualidades físicas não terem sido devidamente acompanhadas pela ambição de ser o número 1. Era demasiadamente humilde. Mesmo em Portugal, perdeu a sua primeira Volta porque o Sporting tinha Leonel Miranda como nº 1 e quando soltou Agostinho este já só foi a tempo de ser segundo. Mas quantos seriam capazes de no seu primeiro Tour vencerem duas etapas? Agostinho conseguiu-o. E com que brilho! A sua primeira vitória, em Mulhouse, foi quase épica, com Merckx e Gimondi liderando um mini-pelotão de luxo no seu encalço, obrigando o português a sofrer e a dar tudo para chegar isolado.

    Um abraço, Miguel.
  • Sem imagem de perfil

    RCL 05.04.2020

    Lembro-me dessa volta a Portugal; foi a primeira vez que ouvi falar em Joaquim Agostinho. O treinador apostou em Leonel Miranda e quando Agostinho recebeu luz verde para avançar, já não foi a tempo.
    Agostinho se fosse frances teria ganho, pelo menos uma volta à França.
    SL
  • Imagem de perfil

    Pedro Azevedo 05.04.2020

    Obrigado pelo seu testemunho, caro RCL. Eu ‘vi’ isso pelos olhos de meu pai.

    Recordo-me, isso sim, de acompanhar com ansiedade na telefonia as notícias pós-acidente no Algarve. Infelizmente, aconteceu o pior cenário. Consequências de um Portugal semi-mediaval, como o Leitor Miguel Correia deixou expresso, tanto na causa do acidente em si (um cão que se atravessou na estrada) como no tempo de resposta médico.
    Por ironia, a morte ceifou Agostinho vestido de camisola amarela. Foi assim como se Deus lhe tivesse dado na morte aquilo que a sua forma peculiar de estar na vida, nunca se pondo em bicos de pés (mesmo quando em cima da bicicleta, era muito raro levantar-se do selim), não lhe permitiu.

    Saudações Leoninas

    PS: creio que ainda está por fazer a grande homenagem do estado português a Agostinho. O que ele deu de esperança aos milhares de portugueses emigrados em França nenhum presidente de Portugal podia dar. Para além de que foi sempre um motivo de orgulho em Portugal, numa época em que eram raros os feitos dos desportistas portugueses (excepção ao hóquei que tinha pouca divulgação fora de portas) na cena internacional.
  • Comentar:

    Mais

    Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

    Este blog tem comentários moderados.

    Mais sobre mim

    Subscrever por e-mail

    A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

    Mensagens

    Arquivo

    1. 2022
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2021
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2020
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2019
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2018
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D

    Castigo Máximo

    De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

    Siga-nos no Facebook

    Castigo Máximo

    Comentários recentes

    • Anónimo

      Caro Pedro,Talvez por mero acaso estou-me a lembra...

    • Pedro Azevedo

      Fantasma na ópera e eSCALAr para a Europa. Faz sen...

    • Pedro Azevedo

      Entretanto, o Famalicão deu-nos uma mãozinha…

    • João Gil

      O Sporting não vai chegar tarde à Europa. O Benfic...

    • JG

      Caro Pedro sem dúvida esses troféus são importante...