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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

27
Set20

O Sporting real que não é capa de jornal


Pedro Azevedo

Uma Assembleia Geral que decorreu com toda a normalidade, com filas a fluir rapidamente, sócios compenetrados apenas e só no sentido do voto, sem berraria nem palavras de ordem ou grupos de pressão que se pudessem facilmente distinguir, é transformada em chamada de capa no jornal "A Bola" em "mais uma assembleia-geral quente em Alvalade". Porquê? Houve dezenas de cadeiras que por vontade própria ganharam um ímpeto voador? O Presidente do CD investiu-se de estrela do MMA e aplicou um "mata-leão" a um consócio? A quem é que isto interessa? Ao Sporting (e aos Sportinguistas) não, certamente. 

 

Estive em Alvalade entre as 14h30 e as 15h30. Deixei o automóvel no parque subterrâneo, subi ao multi-desportivo e dirigi-me a pé até ao local onde decorria a Assembleia. Votei rapidamente, tendo demorado 2, 3 minutos desde o momento que entrei na fila, procedi à minha acreditação e entreguei os boletins na urna. Depois, nas redondezas, tomei um café e aproveitei para pôr a conversa em dia com uns amigos que me acompanharam. Durante todo esse período em que desfrutei da minha cidadania leonina não ouvi um som que se destacasse da monocordia ou observei gestos que indicassem sobressalto, ira ou ânimos exaltados. Tudo isso, mais as conversas que mantive com pessoas que votaram mais tarde, leva-me a concluir que esse foi o padrão observado durante o dia. Aliás, fiquei muitíssimo satisfeito com o comportamento ordeiro dos Sportinguistas e disso dei logo nota à mesa do café, algo que não me surpreendeu e esteve perfeitamente de acordo com o por mim observado em 45 anos de visitas ininterruptas ao nosso estádio.

 

É verdade que terá havido uma desonrosa excepção, a qual foi prontamente reportada de vários ângulos e feitios. Mas isso, de que ninguém do meu grupo se apercebeu aquando da votação, terá sido uma escaramuça, evidentemente lamentável e a merecer o total repúdio, entre quem alegadamente utiliza as redes sociais para provocar, denegrir gratuitamente pessoas e fomentar ódios e aqueles que aparentemente continuam a fazer da intimidação e da violência física uma triste forma de vida assente na bravata neo-medieval, uns e outros com uma agenda infelizmente mais preocupada em marcar (com o teclado ou os punhos) as suas razões do que as razões do Sporting. 

 

Não tomemos a nuvem por Juno. Da mesma forma que uma andorinha não faz a Primavera, um único incidente registado à margem da AG em si - de tanto soar a ajuste de contas poderia ter ocorrido em outro qualquer espaço físico - não pode transmitir de nenhuma forma ao país que os Sportinguistas são uns arruaceiros. Não, a esmagadora maioria dos Sportinguistas deu mais uma vez ontem um exemplo de civilidade e isso é que deve merecer realce. O resto (a agressão) é um caso de polícia. E isso, conjugadamente com o que terá estado na sua origem, configura uma geração de desumanidade que os Sportinguistas querem ver de vez erradicada do nosso clube.

 

P.S. Sobre a AG propriamente dita, seus resultados e leitura que se possa fazer deles falarei no devido momento. Hoje temos jogo em Paços e é para ganhar.

2 comentários

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    Pedro Azevedo 28.09.2020

    Sem espinhas, caro João Gonçalves. Aliás, tendo ocorrido na capital do móvel, até poder-se-á dizer que foi uma vitória cómoda.

    Condeno qualquer forma de agressão, havendo provocações prévias ou não. Eu próprio já fui vítima de ataques soezes sobre anonimato e tentativas de descredibilização de carácter por parte de pessoas maldosas, que não olham a meios para atingir os seus fins. Como não sou inimputável e não me escondo atrás de anonimatos ou pseudónimos, respondo com a única arma que tenho, que é confrontar essas pessoas com o espelho das suas acções. O comportamento do conjunto de sócios teria sido absolutamente imaculado, não fora esta nódoa à margem da votação em si que logo foi empolada. Mas não se tome a árvore pelo floresta, reitero que o ambiente geral sempre foi ordeiro e não vi ou ouvi quaisquer excessos.

    Não tenha qualquer dúvida de que continuarei determinado, mas sempre na medida em que não sinta que o que para mim seria uma honra se está a sobrepor ao superior interesse do Sporting Clube de Portugal. Agora, as coisas também são o que são: se com a procissão ainda no adro já me atacam sob anonimato, deturpando sem pudor as minhas palavras (e já não são uma, duas ou três vezes), imagino o que esteja para vir mais para diante. Enfim, há gente muito engraçada que quer fazer acreditar os outros que sabe mais do que o Sporting representa para mim do que eu próprio. São os guardiões do Sporting, embora destes eu só reconheço o Damas. Uns diz-se por aí que fazem o trabalho sujo por 30 moedas de prata, os outros são inocentes que até gostam muito do clube e são engajados para este ambiente triste que se criou à volta do clube convencidos de que estão assim a prestar um serviço ao Sporting. A esses perdoo-lhes, aos outros peço a Deus que me dê forças ou o faça por mim.

    A história recente do futebol do Sporting é o dilema entre o ‘ser’ histórico e o ‘estar’ presente, algo que pode ser resumido nesta adaptação do poeta Sá Carneiro: “Um pouco mais de sol - eu era brasa, um pouco mais de Verde - eu era além, para atingir, faltou-me um golpe de asa, se ao menos eu permanecesse aquém...”. Quem é que diz que um leão não pode ter “golpe de asa”?

    Saudações Leoninas, meu caro.
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