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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

07
Mai20

Pergunta a Frederico Varandas


Pedro Azevedo

Segundo o que declarou em entrevista, Bruno Fernandes foi vendido por 65 milhões de euros (sic) e hoje valeria muito menos (20, 30 milhões...), narrativa que faz de si uma espécie de oráculo da catástrofe, capaz de antecipar e prever a ocorrência da Covid-19, tudo, certamente, mérito da sua gestão e nada atribuível ao factor sorte (que aceito também ser importante e não menosprezo) e a necessidades de tesouraria ou de prencher um défice de exploração (sem venda de jogadores) substancial. Nessa mesma linha de pensamento, atendendo a que na sua gerência o senhor gastou cerca de 50 milhões de euros na compra de 15 jogadores, a que acrescem salários anuais que decorrem da duração de cada contrato, perfazendo um investimento total que não andará longe dos 100 milhões de euros, gostaria de lhe perguntar quanto vale hoje esse investimento? 20, 30 milhões de euros? E, já agora, qual foi o custo de oportunidade de não ter havido aposta em mais jovens jogadores, tais como Domingos Duarte, Matheus Pereira, Mama Baldé (oferecido) ou Matheus Nunes (aquele que o senhor inclui num lote de jogadores com 17/18 anos e já completou 21 anos)? E dou de barato a compra de Ruben Amorim por 10 milhões de euros (mais 3 milhões de euros de salários anuais, segundo foi noticiado), treze dias antes da declaração do Estado de Emergência e menos de 1 semana antes da paragem da Primeira Liga, o que para um oráculo convenhamos que não foi uma grande profecia de curto-prazo. Venha então a tão propalada aposta na Formação (que apoio totalmente e espero não estar dependente nunca de conjunturas e ser estratégica). Pena é a qualidade superlativa que melhor a permitiria enquadrar já praticamente não estar entre nós, excepção feita a Mathieu e Acuña, após desnecessárias aquisições no mercado (que objectivamente não fazem a diferença face a jogadores da nossa Academia) nos terem obrigado a vender os melhores jogadores. Porque o Sporting nasceu para ganhar (tal como o Manchester United que contratou Bruno), não para ser um "trader" no mercado de jogadores de futebol. E ir ao mercado tem de ser cirúrgico (de cirurgião plástico) e obrigatoriamente significar acrescentar qualidade. Qualidade, não banalidade. 

 

P.S. Segundo comunicação oficial, Bruno Fernandes foi vendido por 55 milhões de euros mais cinco objectivos específicos de cinco milhões cada. Foi ainda paga uma comissão de 10% e há divergência de opinião sobre se a Sampdoria tem direito (ou não) a 10% do valor da transferência. 

varandas2.jpg

4 comentários

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    Pedro Azevedo 08.05.2020

    Meu caro, cada um de nós vai formando a sua opinião sobre os outros. No meu caso particular também não fujo à regra. Não entendo, por exemplo, como um médico pode publicamente criticar colegas de ofício, referindo-se ao Comité Médico da FIFA como "desactualizado, pobre cientificamente e irresponsável". Chamar irresponsáveis a colegas médicos viola até o Regulamento de Deontologia Médica e penso que foi profundamente infeliz. A adicionar a outros sinais de uma certa prepotência, insolência ou soberba que vou recolhendo. Mas enfim,não me vou alongar nisso, porque não gosto de basear as minhas críticas no homem. Não o fiz com Bruno Carvalho quando vi coisas de que não gostei, não o vou fazer com Frederico Varandas. O que eu combato são as ideias enquanto gestor do clube e tento sempre fazê-lo opondo as minhas, de forma a ser tão construtivo quanto possível. E isso continuarei a fazer. Não é segredo para ninguém que estava nos antípodas em relação à forma de gerir o clube antes da Covid-19 e não gosto do discurso miserabilista mesmo perante o flagelo que vivemos. A um gestor pago por todos nós exige-se que procure soluções, que faça das fraquezas forças e que saiba oferecer esperança aos adeptos. Sendo certo que um gestor não deve vender ilusões - e eu já critiquei isso no passado em Frederico - , tem de haver algo na sua estratégia, mesmo perante as adversidades, que seja coerente, faça sentido e que mostre ser produto de uma profunda reflexão. Ora, eu não vejo isso, o que noto é um conjunto de chavões frequentemente desconexo e mal cosido que acabou por resultar numa trágica preparação da época 19/20. Falta equilíbrio em tudo. Primeiro perdemos uma série de jogadores importantes que poderiam enquadrar os mais jovens e contratamos uma rol de jogadores que objectivamente não acrescentaram valor, agora temos forçosamente de apostar nos jovens. Mas uma aposta na Formação não é pôr 25 jovens na equipa principal. O Sporting andou a perder tempo na época passada, deixando sair jovens da sua Formação por tuta e meia e preferindo ir ao mercado de forma algo infeliz. O clube ficou exaurido, viu-se obrigado a largar alguns dos seus melhores jogadores, tem um défice de exploração anual (sem vendas de jogadores) superior a 70 milhões de euros, tem uma dívida a Fornecedores permanentemente a aumentar. Varandas tem de se preocupar em o Sporting fazer bem, não em ele próprio fazer bem. Aproveite o Palhinha, o Dala, ou o Bragança que já são amis experientes, independentemente de já lá estarem quando Varandas chegou. Aliás, os miúdos de 17/18 anos tb já lá estavam, só o Matheus Nunes é que veio com ele. Matheus que eu penso ser um bom jogador, com imenso potencial, que não compreendo, perante a actual equipa do Sporting, como não joga. É que uma coisa é os jovens terem William, Adrien ou Bruno a taparem-nos, outra é terem o Doumbia, o Eduardo ou o Wendel. A solução pós-Alcochete teria sido aproveitar jovens como o Demiral, o Matheus Pereira, o Domingos Duarte e outros que falei em cima. Perdeu-se tempo e dinheiro. Agora há que não perder o clube. Para tal, não basta dizer-se que se vai apostar na Formação, é preciso dizer aos adeptos que vamos fazer uma travessia no deserto, mas explicar como e porque é que vamos ficar muito mais fortes a 2-3 anos. Assim, como é feito, é o vazio. Finalmente. 15 contratações em 1 ano devia ser considerado um exemplo do que não se deve fazer. O Sporting precisa de todos os anos adicionar 2, se possível, 3 grandes jogadores, aqueles que antigamente valiam 10 milhões de euros e que pela bitola de Varandas agora deverão valer menos. E é possível fazê-lo mesmo em tempos de crise se baixarmos os FSEs em cerca de 10 milhões e os custos com pessoal em cerca de 20-25 milhões, eliminando gastos que não se entendem e custos desnecessários em redundâncias que tapam jogadores da nossa formação que não lhe são inferiores. Ficar com um núcleo duro da Formação e jogadores da estirpe de um Mathieu, Acu-na...E é isto.

    Saúde!

    SL
  • Sem imagem de perfil

    Anónimo 08.05.2020

    O que estará por trás deste apoio dos media a esta direção?
    Não se preocupe em esmiuçar a pseudo gestão desta direcção, pois está a desgastar-se.
    Já tenho lido que está disposto a avançar em caso de eleições. Não será fácil, mas não nos esqueçamos que a oposição a João Vale e Azevedo começou a ganhar forma numa esplanada, salvo lapso de memória com o Dr. Ribeiro e Castro. Se a sua vida pessoal o permite avance, e mostre o caminho aos verdadeiros sportinguistas, e poderá até ficar surpreendido com os apoios que irão aparecer, pois a sua mensagem parece bastante clara.

    Saúde

    João Gonçalves

  • Sem imagem de perfil

    Jorge Solano 08.05.2020

    Revejo-me no essencial da sua posição, João Gonçalves e gostava apenas de sublinhar duas coisas: do meu ponto de vista, a imprensa favorável resultará de diferentes situações, embora nenhuma delas benéfica. Por um lado terá havido um investimento de recursos (não estou a falar necessariamente de dinheiro) nessa área com o objectivo de propaganda (já foram pelo menos três as "grandes entrevistas" a canais de televisão de acesso gratuito), verificou-se o contraste entre uma direcção "hostil" aos meios de comunicação social e uma direcção amiga e, como tal, "merecedora" da atenção dos mesmos e o facto de esta postura do Sporting ser importante para a manutenção e sedimentação do status quo, pelo que os interesses de Porto e Benfica, ao permanecerem salvaguardados pela passividade, sempre incita a que, quem tem responsabilidades na área e está contente com isso, passe a mão no pelo da actual direcção.

    Por outro lado, percebi perfeitamente a alusão aos "verdadeiros sportinguistas", embora não deixe de ser essa uma locução reveladora de uma tentação perigosa. A ideia compreende-se (e até admito que fosse apenas uma forma de expressão), mas não deixa de ter um cunho divisionista e que nos tem sido tão caro ao longo da história, em especial, desde a viragem de século com especial enfoque nos últimos anos.

    O Pedro Azevedo falou, a certa altura no seu texto, de um conceito que eu considero fundamental para o Sporting (e para a vida em geral, no fundo...): EQUILÍBRIO. Deverá ser sempre o equilíbrio o combustível da nossa acção o que, aliado ao ser sportinguista me permite dizer muitas vezes que eu não sou mais sportinguista que o Pedro, o João, o Bruno de Carvalho, o Frederico Varandas ou o Sousa Cintra; ao mesmo tempo, nenhum deles é mais sportinguista que eu e esse deverá ser um pressuposto inegociável, não obstante naturais divergências que ocorram no percurso. Uma divergência, uma perspectiva diferente, deve ser alvo de debate, mas nunca de segregação e muito menos de vendetta pessoal e temo que na generalidade (não estou a falar do João Gonçalves, evidentemente) esta ideia não tenha sido assimilada.

    De harmonia com o que acabei de dizer, o Pedro Azevedo sabe que tem o meu apoio para o futuro como já tive oportunidade de lhe transmitir, muito embora deva saber que esse apoio não é incondicional(e tenho a certeza que ele concordará que não deve ser), porque uma ideia é (ou deve ser apoiada) numa lógica de identidade e não de carneirismo, porque não se pretende que um clube seja expressão de um regime totalitário. A divisão pode muito bem ser um propulsor de tudo o que não deve ser um clube.

    Sinto, também no caso do Sporting,falta de uma massa humana expressiva que pense pela própria cabeça e capaz de reflectir, analisar e concluir, independentemente da opinião do sportinguista do lado que,se for diferente, não o faz mais ou menos sportinguista.
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