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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

02
Dez19

Quem resiste à mudança acaba a ter de resistir à extinção


Pedro Azevedo

Há um princípio elementar na economia que consiste em que os recursos são escassos. Por outro lado, o Sporting tem pouco dinheiro para investir. Tudo isto concorreria para haver muito critério e o máximo zelo na contratação de jogadores. Ora, o que verificamos é que, 40 milhões de euros investidos desde Janeiro depois, a qualidade média do plantel de futebol do Sporting é agora bem pior do que aquela que Varandas herdou de Sousa Cintra e da Comissão de Gestão após os devastadores acontecimentos de Alcochete. É obra! Em qualquer Organização alguém teria de ser responsabilizado por isto. No Sporting, não.

 

Sejamos sinceros, este plantel é uma ratoeira para qualquer treinador que lhe pegue. Senão vejamos: possui jogadores com estatuto e elevado vencimento que há pelo menos 3 anos não fazem nada de significativo e já mostraram o seu desagrado quando foram substituídos no decorrer de jogos. Jogadores caros e longe do pico da sua carreira, que mudam de clube todos os anos, exactamente aquilo que Varandas, durante a campanha eleitoral, afirmou ser de evitar. Atletas redundantes e que ajudam a inviabilizar a aposta na Formação. No entanto, não se pense que o problema se circunscreve a eles. Não, houve um conjunto de situações no mínimo aberrantes que desafiam qualquer explicação lógica. Como o caso da contratação de Valentin Rosier, um atleta que chegou lesionado e no qual o Sporting investiu 5,3 milhões de euros (80% do passe) mais os direitos económicos de Mama Baldé, um ala que também poderia fazer a posição de lateral e que na temporada anterior, ao serviço do Aves, marcara 10 golos no campeonato. Ou a contratação de Camacho (5,6 milhões de euros mais a possibilidade de 2 milhões de euros em variáveis), um jovem de 18 anos que mal chegou garantiu não estar disponível para jogar numa determinada posição, ou o empréstimo de Fernando, uma revelação de um só jogo no Brasileirão que chegou lesionado e ainda não se estreou. Simultaneamente, jovens promissores da Academia, como Domingos Duarte, Matheus Pereira ou Daniel Bragança, nunca encontraram a oportunidade de se afirmarem. Bas Dost, emérito goleador, foi vendido ao desbarato, surpreendendo até o Director Desportivo do Eintracht Frankfurt, clube que o contratou. Perante este cenário é difícil perceber se Silas pode ser uma solução ou se é também parte do problema, sendo certo que terá os seus dias contados - à semelhança de Keizer e de Pontes - se não se libertar de constrangimentos diversos e insistir em colocar em campo hologramas de quem em tempos idos teve relevo, ou "contratações cirúrgicas" que ficam aquém do melhor que temos em Alcochete.  

 

Perante o ror de críticas que se seguiu aos maus resultados desportivos, Frederico Varandas reagiu com insultos aos sócios do clube. Mostrando não compreender, ou não querer compreender, a legitimidade de tais criticas. Chegou, numa 2ª ocasião, até a considerar que tudo se deveu a não ter conseguido vender Bruno Fernandes (imagine-se!), o nosso melhor jogador - ele que anteriormente havia dito que optou por o manter - , evidenciando nada ter aprendido com os erros. O que remete para a próxima janela de transferências e receios associados. Assim sendo, é tempo de os sócios do Sporting deixarem proselitismos de diversa ordem de lado e porem o Sporting em primeiro lugar. É também o tempo de o actual presidente demonstrar o seu amor ao clube e colocar o seu lugar à disposição. Urge mudar de vida. Caso contrário, a vida mudar-nos-á para sempre. 

 

P.S. Faz sentido mudar constantemente de presidentes antes do final dos mandatos? Não. Da mesma forma que não faz qualquer sentido o insuficiente escrutínio dos Sportinguistas na escolha dos mesmos presidentes. Por isso, das duas uma: ou somos responsáveis nas escolhas que fazemos, ou então será o clube que interromperá o seu "mandato" antes daquilo que seria expectável. 

2 comentários

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    Pedro Azevedo 03.12.2019

    Caro Metralha, em relação às claques a minha posição é clara: a razão da sua existência destina-se a apoiar os atletas e equipas do Sporting Clube de Portugal. Não devem ser um anti-poder nem um contra-poder pois isso seria subverter a sua razão de ser. Claro que individualmente, como eu e o meu caro, podem e devem , cada um dos seus membros, ter uma opinião ou intervenção política, mas não podem , na minha opinião, condicionar e vincular toda uma claque a isso..Posto isto, vou aguardar para ver até que ponto esta medida da Direcção visa promover o que eu preconizo ou se se trata apenas de uma bravata de jaez tactico com vista a impressionar a maioria de sócios moderados. Desejo sinceramente que seja a primeira e gostaria muito de ver também as claques a se reorganizarem, revitalizarem, regenerarem e afastar do seu seio quem não está lá pelos bons motivos, lutando pela sua própria credibilidade, até porque o colorido das claques é importante e dá viva ao futebol e no nosso caso concreto até lhes devemos ‘O mundo sabe que...’. O ambiente de um jogo de futebol deve ser de festa e se a pessoa não está no ‘mood’ mais vale não ir, pois não faz sentido estar a assobiar a equipa ao quarto de hora de jogo como eu já presenciei. Além de que tendo uma das claques tido elementos no ataque a Alcochete deveria tirar daí ilações sobre o mal que provocou ao clube. Não basta culpar os jogadores que rescindiram - eu não gostei que o tivessem feito porque confundiram (tirando aproveitamento) de uma situação perpetrada por meia centena com um universo gigantesco de pessoas que sofrem com o clube, muitos deles que até os idolatravam - , ou um eventual aproveitamento político de alguém , deveriam eles próprios humildemente reflectir sobre a situação. O problema é que anda tudo de cabeça quente, e não só nas claques, e é nesses momentos que se vê a falta de liderança. Tomara que este ambiente maniqueísta termine, mas isso só irá acontecer no dia em que cada parte reconhecer os seus excessos..E agora já nem falo das claques, falo da Direcção e dos adeptos do anterior presidente. Não se pode estar sempre a cavar o fosso e depois apelar à união . É como querer acabar com o fogo deitando-lhe gasolina. E os moderados, que espero ainda serem a maioria, não podem estar permanentemente a receberem incentivos para se radicalizarem, como quando o presidente decide destratar os seus críticos e ainda há gente que aplaude.. Mas isso não me surpreende, muitos deles deliravam com o acinte de Bruno - presidente que não me esqueço fez coisas muito boas pelo clube, mas de quem nunca apreciei aquela coisa dos ‘sportingados’ e críticas para dentro, para além do desvario final, evidentemente - e agora apenas mudaram de lado. Eu creio que parte da reconciliação passaria pelo reconhecimento do que foi bem feito no passado - o que correu mal é reconhecido por quase todos - , sendo certo que se para muitos Bruno foi um presidente marcante, para o bem e para o mal, não deveria haver delito de opinião. Eu apoiei-o até um certo ponto, após Fevereiro temi que já fizesse mais mal que bem ao clube, mas não tenho nenhum problema com quem pense o contrário nem acho que deva haver delito de opinião , afinal não estamos no macarthismo. Enfim, afastei-me do tema das claques, mas o ambiente geral do clube acaba por ter tantos focos que quase o exige.

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