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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

17
Jul19

Renan, o homem talismã


Pedro Azevedo

Quando Renan fechou a baliza de tal forma que quatro bracarenses não o conseguiram desfeitear, o mundo leonino abriu a boca de espanto. Sabendo-se que do outro lado estava Marafona, um reputado especialista em defesa de grandes penalidades, as apostas pendiam para o favoritismo do Braga, mas o guarda-redes brasileiro foi o elemento de surpresa ao parar 3 remates (Ricardo Horta, Murilo e Ryller) e dissuadir outro (Paulinho, remate ao poste). O Sporting apurava-se assim para a final da Taça da Liga. No jogo decisivo, quis o sortilégio que novamente tudo se decidisse por penáltis. Sambando em cima da linha de golo, Renan parou o remate de Hernâni e desviou da baliza com o olhar os remates de Militão e Felipe. O Sporting vencia a Taça da Liga.

 

Quatro meses depois, Porto e Sporting voltavam a encontrar-se numa final. Desta vez o palco era o Jamor, cenário do desenlace da Taça de Portugal. Os leões estiveram quase a fazer a festa no prolongamento, mas um golo tardio de Felipe restabeleceu o equilíbrio no marcador. Tudo se decidiria da marca dos 11 metros. Bas Dost começaria por falhar, Pepe imitá-lo-ia. Eis então que Renan pára o remate de Fernando (excelente estirada para a sua esquerda), possibilitando assim a Luiz Phellype resolver a contenda. Mais um troféu para o museu leonino. Feito o balanço, Renan nesses 3 jogos contribuiu com 5 defesas e viu outros 4 remates não atingirem o alvo, num total de 9 tentativas fracassadas dos adversários em 17 oportunidades, um rácio de sucesso de 53% para o guardião do Sporting, algo pouco usual quando falamos de pontapés da marca de grande penalidade.

 

Com excelentes reflexos entre os postes, a Renan faltará melhorar o jogo de pés e o preenchimento da zona entre a baliza e a linha defensiva, esta última na maioria das vezes disposta em bloco alto (deixando muito espaço nas costas que exige uma reacção do guarda-redes). Tal dever-se-á a já ter chegado tarde à Europa. No Brasil, devido ao calor, os jogos são disputados a um ritmo menos intenso. Em sintonia, a relva é deixada alta, de forma a que a bola não deslize muito rapidamente e se poupe no desgaste. Ora, este contexto não favorece a saída dos postes dos guarda-redes quando as bolas são metidas nas costas da defesa, pois a redondinha geralmente prende e eles podem ser surpreendidos a meio do caminho, ficando assim expostos a um chapéu ou uma finta.

 

De todo o modo, mesmo assumindo que ainda está longe da perfeição, creio que Renan merece continuar como titular das balizas leoninas. Não só por ser talismã nos mata-mata, mas também por dar pontos durante o campeonato. De facto, não foi por ele que perdemos a competição máxima do calendário português, mas foi muito por ele que conquistámos 2 títulos na época passada. E creio que, mais do que uma embirração muitas vezes motivada consciente ou insconscientemente por motivos políticos, Renan merece a gratidão de toda a nação sportinguista. Deve, por isso, iniciar a nova temporada como titular. Na certeza de que na sua rectaguarda se vai desenvolvendo o mais do que previsível futuro dono das redes leoninas: Luis Maximiano, mais conhecido por Max, a caminho de ser um SuperMax.

 

As nossas redes estão em boas mãos.

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