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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

17
Mai20

SCP vs PES 2000


Pedro Azevedo

Estes tempos mais recentes vieram mostrar à evidência que para a maioria dos sócios o Sporting que interessa é aquele que vai a campo. Pese embora o meu activismo presente, que tem raiz profunda na preocupação que nutro pela perenidade do clube, comungo desde tenra idade desta forma de estar dos meus consócios. 

 

Tanto é assim que às vezes dou por mim a pensar no Universo Sporting (futebol) como o "onze" que semanalmente se apresenta no relvado. Nessa linha de concepção, o sócio é o guardião do clube, preservando-o directamente com a sua militância ou através da Mesa da Assembleia Geral (representa todos os sócios). A linha defensiva é constituída pelo back office (operações), auditoria e controlo interno, sistemas de informação e compliance (e Conselho Fiscal e Disciplinar), a quem cumpre assegurar que a equipa se mantenha em jogo, garantir que a meta definida de regras e procedimentos não é violada e sair para o ataque através do processamento de informação de gestão. Na frente temos o front-office, formado por Estrutura para o futebol, equipa técnica e jogadores, de cujo sucesso vai depender o crescimento do clube em termos de proveitos, nomeadamente a nível de bilhética, merchandising, patrocínios, publicidade e DireitosTV. A linha média é o cérebro da equipa, a zona nevrálgica onde se define a estratégia (política desportiva) que pode ajudar a ganhar ou perder campeonatos, doutrinam-se atitudes comportamentais positivas e baseadas nas razões do bem-maior clube (e não de quem circunstancialmente o serve), convoca-se e fomenta-se a mobilização de sócios (e adeptos) e zela-se por boas práticas de gestão. Os titulares são os membros executivos do Conselho de Administração ou, se quiserem, a Comissão Executiva. A eles cabe definir os pilares estratégicos que vão suportar toda a actividade e os recursos (humanos e materiais) necessários para o fazer. O "Delegado ao jogo", que em sentido literal antes dos jogos reúne com o juíz (da partida), num sentido mais figurativo e ilustrativo da nossa Organização é o departamento jurídico.

 

Esta semana o Jornal Sporting apresentou a nova visão estratégica do Sporting. Para além da interacção com o sócio, que soa um pouco a interacção com o cliente, são mencionados como pilares as Pessoas, Estrutura e Sistemas de suporte, a base, segundo o referido documento, maioritariamente invisível aos sócios que permitirá a optimização do último pilar (interacção com o sócio). Confesso que esta visão me parece pobre e desfasada dos reais problemas do Sporting, os quais me parecem residir na sustentabilidade da política desportiva (modelo económico do negócio futebol) e financeira, Cultura corporativa do clube e interacção não só dos sócios com o clube mas também entre eles e nos Princípios de governo e boas práticas de gestão (SCP). Ora, eu não consigo ver (daí talvez se ter chamado de invisível) nos pilares anunciados a forma como se atingirão objectivos que estejam de acordo com os pergaminhos do clube e garantam a sua perenidade. Aliás, o que me parece é que a famoso folha de Excel que tudo comporta foi substituída pela PlayStation (PES 2000) - os 3 pilares - , tudo se passando num ambiente virtual desconexo com a realidade como presentemente a vemos. Assim sendo, na minha opinião, a possibilidade de os resultados desta visão estratégica virem a revelar-se, também eles, invisíveis aos sócios é muito grande. Lamento, por isso, que se continue a ignorar um conjunto de ideias que visam objectivos concretos e visíveis para todos e que tais ideias não estejam hoje no centro de discussão no clube.

 

P.S. Não posso deixar de lamentar a referência que é feita no referido documento a cortes de massa salarial de cerca de 18 milhões de euros por ano efectuados por esta Direcção e sua contribuição para prevenir a perenidade do clube em cenário de emergência (Covid-19). E porquê? Porque, simplesmente, esses números não têm qualquer correspondência com os R&C conhecidos até Dezembro de 2019, mesmo considerando o efeito das indemnizações pagas (6,5M€ só no 1º Semestre de 2019/20). Aliás, na comparação que no último R&C é feita entre Dezembro de 2019 e Dezembro de 2018, (semestres) a descida nos Custos com Pessoal é inferior a 1M€ (741.000 euros, para ser exacto).

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  • Anónimo

    Boa noite Pedro:Mais um post assertivo, como usual...

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    Anime-se. Há vida para além do défice. Há é que lu...

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