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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

02
Jun20

Something in the air


Pedro Azevedo

Por entre o habitual "barulho das luzes" que sempre marca o nosso clube, alguma coisa me diz que andam aí no ar os primeiros sinais de uma disputa pelo controlo da SAD do Sporting, confronto para já liderado por lugares-tenente e onde poderão vir a estar envolvidos no final 2 Bolas de Ouro (entre outros investidores). Nesse sentido, o recente artigo de opinião do Tomás Froes terá servido para marcar território, mostrando haver mais caminhos. Será que o Tomás sabe algo que nós não sabemos? Quem será o agiota que é preciso evitar de que fala no seu artigo? Bom, eu tenho uma pista...

 

Entretanto, por aqui continuarei a defender o controlo da SAD por parte do Sporting. Nada contra o Tomás, pessoa estimável e de óptimo trato, empresário e profissional de sucesso no mundo da publicidade que teve a coragem de trazer a público um assunto que tenho dúvidas (admito que seja especulativo, é apenas intuição) que não possa estar a ser cozinhado, com outros protagonistas, nos bastidores, mas o simples facto de mudarmos de accionista maioritário da SAD não seria nunca garantia de uma melhor gestão. Poderia ser, sim, um incentivo para mais investimento numa política desportiva que sucessivamente se tem vindo a revelar desastrosa, o que levaria a níveis de Passivo insustentáveis que seriam a estocada final no Sporting. Além disso, sinto o Sporting como um facho que recebi de meu pai e entreguei aos meus filhos, continuando a exercer "parental guidance". Gostaria, como tal, de ver o clube chegar ao tempo dos meus (futuros) netos como sempre o conheci e me foi apresentado por meu pai. 

 

Porém, nada tenho contra a entrada de um investidor minoritário. Simplesmente, nunca se deve vender em baixa, pelo que o "timing" não é este. É preciso primeiro acertarmos na política desportiva e, conjuntamente com a reposição da Cultura Sporting como ela deve ser e a implementação de boas práticas de gestão e seu controlo, colocarmos o clube num rumo virtuoso. Ao mesmo tempo, concluir a reestruturação financeira. A partir do momento em que começarmos a conciliar os resultados desportivos com a sustentabilidade financeira que advirá dos Proveitos Ordinários (e não da venda de jogadores) e de custos racionais e controlados, então sim estaremos em condições de procurar um parceiro (a meu ver internacional e com experiência de condução de "franchises" desportivos) que, para além do encaixe financeiro, nos ajude a alavancar e internacionalizar a marca, crescer em receitas de merchandising e atrair mais e melhores patrocínios, continuando o Sporting como maioritário com pelo menos 50% + 1 voto.  

5 comentários

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    Pedro Azevedo 02.06.2020

    Caro Luís,

    teoria da conspiração, no sentido de que Frederico Varandas estaria propositadamente a desvalorizar a SAD, sinceramente não acredito. Creio, sim, que é falta de jeito. Agora, o que eu não ponho de parte é que, como plano de recurso, isso possa estar a ser estudado. Aliás, há não muito tempo saiu qq coisa num diário desportivo sobre isso.

    Saudações Leoninas e

    um abraço
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    Anónimo 02.06.2020

    Deculpe lá Pedro mas eu creio que pode ter algo a ver! E, por falar de música, gosto muito da que diz: "Hello darkness, my old friend, I've come to talk with you again"... Pensará o Pedro que o melhor som é o do silêncio? Então calo-me!

    Abraço amigo
    Aboím
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    Pedro Azevedo 02.06.2020

    Bom trocadilho, Aboím. (Sound of silence vs Hello darkness my old friend.)

    Quando penso nos tempos que vivemos, vem-me à memória outra música de Simon&Garfunkel e a necessidade de haver a "Bridge over troubled water". Vou ao futebol há 44 anos, ininterruptamente, e nunca vi o clube tão dividido e com tanta falta de estratégia. Isso deixa-me imensamente triste. Por mim, pela minha família, pelos meus amigos, por todos os Sportinguistas. Caramba, eu não tenho a verdade absoluta mas não sou mal-intencionado. Eu não concebo gerir-se um clube de costas voltadas para os sócios. Não há interacção, o que há é propaganda de dourar a pílula, e isso faz com que as pessoas vão acumulando ressentimento e partam para a acusação. Eu quero acreditar, tenho de acreditar que as pessoas são Sportinguistas, obviamente. Se duvidar disso, duvidarei de tudo, serei mais um niilista. Acho que o Sporting não precisa de mais um, o que precisa é de quem lute por uma ideia diferente, por um ideal de um Sporting que já existiu e que deverá voltar em força no futuro. Mas eu não faria nada do que estão a fazer, isso é certo. Simplesmente, se começar a disparar à toa vou dispersar-me do essencial. E eu não creio em dividir para reinar, isso é próprio dos fracos líderes. No que eu acredito é na doutrina pela positiva, naquilo que nos une, no amor que temos a algo muito mais grandioso que qualquer um de nós. E espero, para não dizer que desespero, que o Dr Rogério Alves tenha perfeita consciência do que eu estou a dizer e porque é que o estou a dizer. E actue. O mais rapidamente possível. Para que, como diria Blake, o Sporting não tenha de viver muito mais tempo o "demais" para saber o que é suficiente. A história não perdoará aos que pecarem por inacção. (E, continuando no Blake, ou no Huxley, já não há portas de percepção que aguentem a realidade que nos entra pelos olhos.)

    Um abraço
  • Sem imagem de perfil

    Anónimo 03.06.2020

    Obrigado Caríssimo Pedro por ter publicado a minha brincadeira que pode ser levada a sério. E, já que tenho ainda o computador aberto, parece que os sócios vão ser remunerados. Ou é que li mal?
    SL de um leão (porque nasceu no período astrológico correspondente e não só!)

    Aboím
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