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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

23
Abr20

Sugestão do dia

Big Mal & Companhia


Pedro Azevedo

No Dia Mundial do Livro, uma dose dupla de leituras sugerida. Esta última focada no nosso Sporting.

 

A propósito da dobradinha de 82, Gonçalo Pereira Rosa aproveita para deixar implícito um diagnóstico geral dos males que ainda hoje apoquentam o leão. A autofagia leonina fica expressa ao longo da narrativa do autor e dos testemunhos de quem acompanhou por dentro (algo a que raramente temos acesso) uma época gloriosa mas marcada por inusitadas tensões entre dirigentes e dirigentes e treinador, onde também não faltam alegações de traição de um ou outro jogador. Um ambiente palaciano, cujos contornos permanecem pouco nítidos, aparentemente marcado por personalidades fortes e invejas e ambições pessoais desmedidas que acabam por transformar uma epopeia numa tragédia grega cujo epílogo ainda permanece em aberto nos dias de hoje. Só por isso já valeria a pena ler este livro (edição Planeta), mas Pereira Rosa oferece-nos também a receita do sucesso nessa temporada: a aposta num treinador sem medo, que dá liberdade e pede em troca responsabilidade aos jogadores, capaz de apostar em jovens e de formar uma equipa onde a classe (Meszaros, Eurico, Oliveira, Manuel Fernandes, Jordão) anda de mãos dadas com o fato-macaco (Marinho, Nogueira, Bastos, Barão, Zezinho) e os produtos da "Academia do Pelado" (Carlos Xavier, Mário Jorge, Ademar, Virgílio, Freire, Alberto). Sucesso que terminou em drama, algo que Pereira Rosa explica através de uma entrevista concedida por Malcolm Allison a Neves de Sousa na hora da sáida: "o director compra as sementes e é o jardineiro, o médico aconselha os adubos, o treinador é o Sol. Quando os directores ficam convencidos de que são espertos de mais e sabem tudo, cai o império. É o fim: o Sol não volta e as flores morrem". Lapidar!

big mal e companhia.jpg

2 comentários

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    Pedro Azevedo 25.04.2020

    Caro JG, ao contrário de quem pensa que o problema do Sporting são os adeptos esta é mais uma amostra que a causa da nossa permanente instabilidade são as decisões dos dirigentes e os problemas no grupo de trabalho. E João Rocha até foi um dos maiores da nossa história... Os adeptos são mera caixa de ressonância do que está mal, uma espécie de canários na mina do carvão, que dão o sinal de quando o oxigénio começa a rarear. A este flagelo vou chamar de "complexo de Highlander". Tal como no filme com o Christopher Lambert parece que no fim só pode haver um, e essa necessidade de todos quererem ser o pai da vitória acaba por fazer que sejam todos pais da derrota.

    Big Mal e Brian Clough foram 2 treinadores de ruptura com a forma típica com que os mestres do futebol inglês viam o jogo. Ambos estavam avançados no tempo e curiosamente tinham imensa estima um pelo outro. Isso notava-se na forma de jogar e também nas sessões de treino. No tempo de Allison o Sporting chegou a ter um professor de ballet inglês a dar treinos específicos aos jogadores. No Setúbal, Roger Spry fez escola com exercícios de elasticidade com raíz no karaté e pinturas do futebol americano. Sempre à frente. E depois, Allison era um homem que não olhava para o bilhete de identidade. Quanto não valeria para nós um treinador assim nos dias de hoje?
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