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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

27
Abr20

Sugestão do dia

Garrincha


Pedro Azevedo

"Garrincha", numa edição inglesa da Yellow House, é uma biografia de Ruy Castro sobre Mané Garrincha, o "anjo das pernas tortas" como Vinícius de Moraes o popularizou em poema. O livro acompanha a ascensão e queda da lenda do drible do futebol brasileiro desde os seus primeiros tempos no Botafogo até à decadência física e financeira, passando pelo esplendor dos seus melhores anos ao serviço do Escrete Canarinho. Se Mané já tinha sido providencial em 58 na Suécia, quando Feola o fez saltar para dentro do campo conjuntamente com Pelé após um decepcionante primeiro jogo da selecção brasileira nesse campeonato do mundo, em 62 ele foi o herói: Garrincha pegou numa equipa orfã de Pelé (prematuramente afastado por lesão) e levou-a ao mais alto patamar, aumentando o moral das tropas com exibições de finíssimo retorne técnico e golos e passes decisivos. 

Quem olhasse para Garrincha já consideraria um milagre ele poder andar, mas com a bola nos pés ele era um furacão que destruía qualquer tentativa de organização adversária. Apaixonado pelo jogo e pela vida, desregrado dentro e fora do campo, não obedecendo a tácticas ou convenções, Mané foi um cometa que passou pelo planeta Terra e prematuramente (49 anos) desapareceu. Uma mistura explosiva de futebol e samba que acabou de forma trágica, mas não fez desvanescer a imensa aura que angariou entre os fãs do desporto-rei. 

garrincha.jpg

7 comentários

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    Anónimo 29.04.2020

    Não, não era… mas nunca ninguém foi melhor que o Pelé, por isso não há problema…

    Quando me identificar um jogador de futebol que seja campeão do mundo com 17 anos (e a marcar golos em campo, inclusive na final - e não a aquecer bancos, como o Ronaldo Nazário em 1994) e que seja 3 vezes campeão do mundo, avise… já sem falar dos mil e tal golos.

    Veja um vídeo do Pelé (há alguns no youtube) e repare bem no que se passa. O homem parecia que estava noutro filme, ele em movimento e os outros parados, tal era a superioridade técnica e física… convém também notar que no tempo em que ele jogava não havia cartões, pelo que os jogadores do seu gabarito passavam o tempo a levar pancada, sem ser protegidos pelos árbitros. Acrescente a má qualidade dos "relvados" e as bolas que não eram como as de hoje… o Messi nos anos 60 não durava muito tempo em campo...
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    Pedro Azevedo 29.04.2020

    Pelé começou o Mundial de 58 lesionado. De qualquer forma, não era para ser titular. Mazzola - assim alcunhado pela semelhança com o Valentino Mazzola do Grande Torino, mais tarde carrasco do Benfica quando já emigrado em Itália representou o Milan adoptando o nome de Altafini - era o dono do lugar. Mas o primeiro jogo não correu bem ao Brasil e Feola lá lançou Pelé e Garrincha, os preferidos da imprensa. O resto foi o que se sabe. E Pelé marcou por duas vezes na final contra o trio atacante sueco que jogava em Itália e recebeu o apodo de Gre-no-li (Gren, Nordahl e Liedholm).

    Cumprimentos
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    Anónimo 30.04.2020

    Já agora, convém recordar que o Pelé tinha 17 anos nessa altura. Noto que, com 18 anos, o Maradona e o Messi foram campeões do mundo… de juniores…
    O Maradona ainda foi campeão do mundo uma vez (levando a seleção argentina às costas, admita-se), mas o Messi nem isso conseguiu...
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    Pedro Azevedo 30.04.2020

    Sim, eu apenas não o referi por estar explícito no seu comentário anterior. Devo, no entanto, confessar que o melhor de sempre para mim é Maradona. Ele também tinha 17 anos na altura do Mundial de 78 (fazia 18 em Outubro) e apenas foi cortado da lista de Menotti mesmo no fim. Perdeu essa oportunidade, mas levou a Argentina às costas, como bem disse, em 86, com uma equipa inferior à de 78. Mas o que mais impressiona na sua carreira, para além da imensa classe, é ter conseguido dar 2 títulos de campeã a uma modesta equipa do sul de Itália. Mas isto não deslustra a admiração que também tenho por Pelé. Houve duas equipas do Brasil míticas, a de 70 e a de 82. Está não ganhou, mas a outra não só encantou como ganhou. Do meio campo para a frente era Clodoaldo, Gerson, Rivellino, Jairzinho, Tostão e... Pelé. Também foi no México - há uma fotografia irónica de Pelé, com um sombrero, carregado aos ombros -, tal como na coroação de Maradona.
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    Anónimo 01.05.2020

    Agradeço a amável resposta. O Maradona foi um enorme jogador, muito furos acima do Messi, por exemplo, mas não o considero superior ao Pelé.
    A seleção argentina de 78 era, de facto, bastante melhor que a da 86, e ainda beneficiou de ajudas altamente suspeitas da FIFA (convém recordar que a Argentina era uma ditadura, e que a vitória no campeonato do mundo era fundamental para sustentar o regime - algo que recordava o que a Itália fez em 34 e 38). No entanto, duvido muito que tivesse vencido a Holanda, se Cruyff tivesse jogado nesse mundial.
    Como, já agora, duvido que Maradona, mesmo se selecionado, tivesse jogado em 78. Um pouco como o Ronaldo Nazário pelo Brasil em 1994. Foi campeão do mundo sem jogar um segundo que fosse (o que não me impede de o considerar um jogador tremendo, que poderia ter sido um dos melhores da história).
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    Pedro Azevedo 02.05.2020

    Não tem nada que agradecer, é meu dever e minha obrigação responder a todos os Leitores. No caso particular é também um redobrado prazer, essencialmente por poder falar do futebol jogado nas 4 linhas por quem transmite uma paixão semelhante à minha. (É pena o comentário não vir assinado para minha futura identificação.)

    É correcto o paralelismo que faz da utilização do futebol como forma de promoção de uma ditadura. A Itália fê-lo com Mussolini na década de 30 e até recorreu à naturalização de 2 craques argentinos desse tempo: Monti e Orsi. A Argentina precisava de branquear os efeitos de uma ditadura sangrenta que gerou milhares de "desaparecidos" enterrados em valas comuns. Apesar disso, essa equipa argentina tinha muito bons jogadores. Recordo que o declínio físico e psicológico do nosso Yazalde começou aí, por não lhe ter sido mantida a promessa de que se voltasse à Argentina iria ao Mundial. Essa Argentina tinha Fillol, Passarella, Tarantini, Bertone, Luque, Ardilles, Villa, Mario Kempes, enfim era uma grande equipa. E jogava em casa. Perdeu 1 jogo, contra a Itália, na fase de grupos, golo de Paolo Rossi, o homem que depois esteve suspenso por participação no Totonero e regressou mesmo a tempo de se cobrir de glória no Mundial de 82. A Holanda com Cruijff seria outra loiça, ainda assim o Rensenbrink mandou a bola ao poste no último minuto do tempo regulamentar que daria o campeonato à Holanda. Não sei se Maradona jogaria ou não. O que lhe sei dizer é que d10s foi o melhor marcador tanto do Apertura (na altura denominado "Metropolitano") nesse ano de 78, com 22 golos. E com 17 anitos. Aliás, em 79 e 80 também limparia Metropolitano e Nacional (Clausura) como melhor goleador. E jogando num modesto Argentinos Juniors. Nunca poderemos saber o que teria feito no Mundial 78 caso "El Flaco" Menotti tivesse apostado nele. O mesmo com Ronaldo, pois Parreira também não lhe deu hipótese. Aconteceu-lhe algo semelhante a Maradona, ganhando 8 anos depois, aí já com Scolari ao leme.

    Cumprimentos
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