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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

16
Jun19

Tudo ao molho e fé em Deus - Caiu para eles


Pedro Azevedo

Há Dias assim: Nuno Dias consegue fabricar equipas que são um orgulho para os sportinguistas. Ganhando ou perdendo, caímos sempre de pé, com honra, dando tudo, como aliás o treinador Joel Rocha, num assomo de "fair-play", teve a dignidade de reconhecer ("um grandíssimo Sporting").

 

Antes do jogo, Nuno Dias pedia solidariedade e Joel Rocha apelava à inspiração dos jogadores. Nenhum falou de sorte, mas um verdadeiro "chouriço" (é aproveitarem a dica e pedirem um patrocínio à Nobre) acabaria por se revelar decisivo na atribuição do título de campeão.

 

O jogo iniciou-se diante de um cachecol benfiquista, estratégicamente colocado na projecção do centro do ringue, onde se podia ler "o braço armado das modalidades". Que o Estádio da Luz seja de betão armado é lá com eles, mas um grupo de adeptos armados em parvos já é coisa que mexe com todos nós. Bem sei que IRA parece ser a característica comum a adeptos radicais de vários clubes, porém não se compreende como estas coisas não são banidas dos recintos desportivos. (Este tipo de mensagens bélicas que se podem observar em estádios e pavilhões ainda nos vão custar caro a todos.)

 

O Benfica começou melhor e rapidamente ganhou uma vantagem de dois golos, ambos marcados por Raul Campos. O Sporting reduziu por Cardinal, mas a sequência do lance merece um asterisco: as imagens mostraram única e exclusivamente Roncaglio, o guarda-redes benfiquista, a espetar o seu punho nas costelas do pivô leonino. Um dos comentadores da RTP traduziu tudo para os contribuintes com um "Roncaglio mostra as marcas". Os árbitros resolveram a coisa com um cartão amarelo para cada um...

 

Com o golo, o Sporting cresceu. O jogo ficou mais dividido e Roncaglio (remate de Cavinato) e Guitta (Campos) brilharam. Até que na conversão de um livre marcado após falta sobre Cardinal (até aí o melhor jogador do Sporting), Leo rematou com muita força e empatou a contenda. O factor sorte entrou então em jogo: primeiro, uma defesa de Guitta a remate de Bruno Coelho foi parar outra vez aos pés do jogador do Benfica sem que o guardião, já desenquadrado com a baliza, pudesse fazer algo para evitar o golo; depois, momento surreal do jogo, um pontapé de Erick encontrou o corpo de Campos pelo caminho e a bola caprichosamente anichou-se nas nossas redes. De novo a perder por dois golos de diferença, o Sporting parecia desorientado, mas uma pausa técnica curiosamente pedida por Joel Rocha permitiu à equipa leonina recuperar o sangue frio. Ainda antes do intervalo, e na sequência novamente de uma falta sobre Cardinal e de um livre executado por Leo, Rocha reduziu com um belo golo à Rabah Madjer.

 

A etapa complementar iniciou-se com dois lances polémicos. No primeiro, Robinho após um alívio estendeu o seu pé mais do que o movimento natural e acertou em Cardinal; de seguida, Pany Varela isolou-se para a baliza, mas os árbitros pararam o lance por, recorro novamente aos comentadores da RTP, "Cardinal estar em perigo". Benefício da dúvida neste lance (Cardinal esteve a pôr gelo no pescoço), que não no primeiro. Leo, sozinho, esteve muito perto do empate, mas rematou por cima. Na sequência, Robinho quase marcava. Com Merlim desinspirado, Rocha era agora o elemento mais desequilibrador do Sporting. No Benfica, Chaguinha criva perigo pelos corredores. A precisar de dar a volta ao marcador, a 4 minutos do final, Nuno Dias arrisca no 5 para 4, com Merlim como guarda-redes avançado. Privilegiando a segurança na posse de bola, os lances eram mastigados o suficiente para dar tempo à organização defensiva benfiquista de se reposicionar. Já em desespero, Rocha ganha dois livres, o último dos quais a meia dúzia de segundos do fim. Jogada estudada, toque de Merlim para Cavinato e a bola só parou no ferro da baliza do Benfica. Não havia tempo para muito mais, até porque a bola saiu do ringue e a reposição pertencia ao Benfica, pelo que se pode dizer que o sonho do tetracampeonato ficou ali, a 4 segundos do fim, naquele poste do Pavilhão da Luz.

 

O pior que pode acontecer nestas coisas é, a quente, questionar tudo. Perdemos o campeonato nacional, mas ganhámos, pela primeira vez na nossa história, a Champions. Se é certo que um detalhe nos impediu de chegar a um inédito tetra, não é menos verdadeiro dizer que esta equipa de futsal do Sporting, e o seu treinador, merecem todos os encómios. Não se pode ganhar sempre, mas pode perder-se com honra como hoje aconteceu. Como adeptos, não podemos exigir mais do que isso. Resumindo o que se passou na quadra, no fim do jogo o capitão benfiquista Bruno Coelho disse tudo: "caiu para nós". Parabéns ao Benfica! Há dias assim, mas não há muitos Dias assim. Dias como o Nuno, há poucos. Voltaremos!

13
Jun19

Duros como Rocha


Pedro Azevedo

Jogo certamente criado por uma pessoa sem coração, o futsal é uma modalidade imprópria para cardíacos. Bola cá, bola lá, o sobressalto é constante, pelo que assistir a um jogo destes é como fazer um electrocardiograma com prova de esforço. Um exame.

 

Para não fugir à regra, hoje, no Pavilhão João Rocha, tivemos mais um jogo muito emotivo entre as duas melhores equipas portuguesas da actualidade. Começou melhor o Sporting, respondeu o Benfica, mas ainda durante a primeira parte tivemos a possibilidade de "matar" a partida. Infelizmente, o desperdício de 3 livres directos, fez com que chegassemos ao intervalo apenas com a vantagem mínima.

 

No segundo tempo, o Benfica, mais frio e nada tendo a perder, deu a volta ao marcador. Tudo parecia perdido. Mas a nossa equipa é dura como Rocha e a 30 segundos do fim chegou ao empate. Accionados os desfibriladores, preparámo-nos para o prolongamento. No tempo extra, a nossa superioridade nos minutos iniciais foi gritante. E desta vez a eficácia esteve lá: Rocha e Pany Varela marcaram os golos da vitória. No final, vitória por 5-3, golos de Leo, Merlim, Rocha(2) e Pany Varela. Domingo há mais, no Pavilhão da Luz. Jogo do título, em que os nervos já estarão mais repartidos. 

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P.S. Ganhar ou perder será sempre aceitável. Desistir é que nunca o será. Ganhando ou perdendo, temos como certo que esta equipa, superiormente liderada por Nuno Dias, nunca desistirá de tentar ganhar e honrará sempre o clube. E isso é aquilo que devemos pedir a quem defende as nossas cores. 

01
Jun19

Benfica perde factor casa


Pedro Azevedo

Assim a modos como ganhar no xadrez jogando com as pretas, o Sporting visitou o Pavilhão da Luz e venceu o Benfica por 5-4, após prolongamento (3-3 no final do tempo regulamentar), colocando-se em vantagem na final do campeonato nacional de futsal. Destaque para os dois primeiros golos da noite, da autoria do guarda-redes Guitta. E ainda há quem diga que não há Guit(t)a no Sporting...

guitta2.jpg

21
Mar19

Leões abatem águias


Pedro Azevedo

O Sporting iniciou a fase final do Campeonato Nacional de andebol com uma concludente vitória por 29-22 (13-9 ao intervalo) sobre o seu rival Benfica. Mesmo sem contar com Carlos Ruesga, o seu melhor jogador, os leões destacaram-se no marcador no final da primeira parte e não mais permitiram a aproximação do vizinho da 2ª Circular, pese embora os esforços do excelente guardião Ristovski, antigo jogador do Barcelona (nada mal para quem "não investe" nas modalidades...). O romeno Ghionea foi o nosso melhor marcador, com 7 golos. O pivot Luís Frade também esteve em excelente plano. O Sporting lidera em conjunto com o Porto, ambos com 40 pontos (os pontos obtidos na 1ª fase foram divididos por 2 nesta fase decisiva), enquanto o Benfica segue no terceiro lugar com 36 pontos (no andebol, a vitória vale 3, o empate 2 e a derrota 1 ponto).

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(Foto: Record)

07
Mar19

À noite no João Rocha


Pedro Azevedo

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Tendo estado sempre em desvantagem no marcador, o Sporting ultrapassou o Porto com uns últimos 10 minutos de tirar o fôlego, em que primeiro a equipa empolgou o público e depois este levou-a até à vitória final. Esforço, dedicação, devoção e glória, assim é o Sporting Clube de Portugal. Resultado final: Sporting - FC Porto 26-23.

 

 

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