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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

18
Nov19

Sportinguistas em El Classico del Río de La Plata


Pedro Azevedo

Tango do bom esta noite em Telavive, onde Argentina e Uruguai se defrontaram no Clássico do Rio da Prata. Cada país teve um jogador do Sporting no seu onze inicial: Acuña nos albicelestes, Coates na Celeste Olímpica. O jogo, que terminou empatado (2-2), não defraudou as expectativas, com as estrelas de ambas as equipas a colocarem o seu nome no placard. Assim, Cavani e Suarez adiantaram por duas vezes os uruguaios no marcador, Aguero e Messi igualaram outras tantas vezes para a Argentina. 

 

A propósito deste clássico intemporal, um nome veio-me à memória. Falo-vos de Jesé Piendibene, três vezes vencedor da Copa América (1916, 1917 e 1920) e um dos melhores jogadores do seu tempo. O uruguaio destacou-se pelos 17 golos marcados à Argentina, o que fez dele o máximo goleador do jogo que marca a rivalidade entre vizinhos sul-americanos, mas acabaria por se tornar lendário mais pelo seu desportivismo. É que o vigoroso avançado do Peñarol nunca comemorava os golos que obtinha de forma a não ofender os seus adversários. 

piendibene 2.jpg

19
Fev19

Apologia da cacetada


Pedro Azevedo

A minha mulher chamou-me hoje à atenção para a blague que Ricardo Araújo Pereira fez sobre aquele cárcere em que os reclusos promovem festas e não fogem e os guardas prisionais estão de baixa ou não comparecem ao serviço. Ao ver aquilo, de alguma maneira comecei a imaginar o ambiente do futebol português dentro das quatro linhas. Nele habitam caceteiros profissionais, cujo entendimento de marcação à zona é qual a zona do corpo do adversário onde é para deixar marca. Neste status-quo, o infractor vive num oásis  e o ofendido, mesmo com um galo na cabeça, vai para a rua. Ou então não, desde que aceite levar umas cotoveladas e dê a outra face, ou que encaixe uns pisões nos tornozelos, que isto de ser um Aquiles é coisa para meninos. 

 

Não admira por isso que os jogadores com um mínimo de talento se vão embora. Não, não é por uma questão de dinheiro que eles fogem para a Roménia, o Chipre ou a Grécia, mas sim para conseguirem acabar a carreira com a cabeça, o tronco e as pernas...perdão, com a cabeça, membros e pernas...ora bolas (!!), com a cabeça, tronco e membros intactos e bem preservados. E também para evitarem o Hélder Malheiro, o Manuel Mota (por coincidência, carniceiro de profissão) ou o Jorge Sousa. Nesse particular, é uma pena que um indivíduo com um ouvido tão sensível como o senhor Malheiro não possa arbitrar jogos do senhor Jorge Sousa. Caso contrário, imaginaria um diálogo deste tipo; "Ó Jorge, ouve lá, que coisa é essa do artesanato das Caldas que estás para aí a gritar ao Stojkovic? Vais já para a rua, meu menino". 

 

Se as coisas continuarem assim, vou recomendar que em Alvalade se substituam a aprendizagem das regras de jogo e a prelecção táctica pela leitura da Bíblia. É que nos últimos 4 jogos que disputámos para a Liga, em 3 houve adversários que ficaram indevidamente em campo. Já um dos nossos (ofendidos), porque se insurgiu, foi logo tomar banho mais cedo. Os outros, Bruno e Acuña, com fama de refilões, aguentaram estoicamente. Por isso, mais do que o prémio de homem do jogo, mereciam a beatificação. Afinal, são uns Bons Samaritanos.

 

29
Jan19

Ai Jesus que lá vou eu!


Pedro Azevedo

"O fair-play é uma treta" - Sérgio Conceição (citado em "o Jogo").

 

Aonde é que eu já ouvi isto? 

 

É caso para dizer que, mais do que amigos, eles são "Brothers in arms". Defendendo ambos uma posição difícil (Dire Straits, em inglês), só falta mesmo o Mark Knopfler para dar o acorde à ladainha...

28
Jan19

Faca na Liga


Pedro Azevedo

Na última semana, o futebol português teve a sua sede em Braga. A pretexto da Final Four da Taça da Liga, o presidente da Liga, Pedro Proença, convidou os clubes para uma reflexão sobre o futebol português. Interrogado por repórteres no final do jogo decisivo da Allianz Cup, Proença declarou, em jeito de balanço, que "tudo correu muito bem". Mas correu?

 

Comecemos pelos presidentes e pelo que deixaram transparecer: António Salvador disse de um árbitro o que Maomé não afirmou sobre o toucinho, Frederico Varandas classificou as três reacções à perda de um jogo no contexto do futebol português como de "dignidade, histeria e cobardia", e Luis Filipe Vieira pediu a cabeça do "varíssimo". Só Pinto da Costa manteve a boca fechada. Atenção, com esta resenha não estou a concentrar as criticas no que foi dito, muito menos no presidente do Sporting (expressou a realidade) que se não tem falado iria ouvir muitos reparos de adeptos e sócios sportinguistas (preso por ter cão, preso por não ter...), mas apenas sensibilizar no sentido em que isto traduz o actual ambiente à volta do jogo em Portugal, perante o qual não se deve assobiar para o ar.  

 

Dos treinadores também se ouviram os ecos: Abel Ferreira foi (a)bélico, de punho fechado contra a mesa, ar esgazeado, bramindo a voz contra a arbitragem do jogo do Braga. Sérgio Conceição reendereçou a medalha de finalista para as bancadas e tomou a iniciativa de retirar a sua equipa do relvado quando o Sporting se preparava para subir à Tribuna para receber a taça. Mesmo Bruno Lage disparou um timido "entre o é e o não é há uma diferença enorme". Apenas Marcel Keizer se conteve, ele que viu a sua equipa ser coroada como campeã de inverno.

 

Todos estes sinais demonstram à evidência que as coisas não estão bem e que dificilmente melhorarão se não forem tomadas medidas e/ou se as entidades competentes não agirem, sob pena de a violência verbal se continuar a alastrar aos adeptos até ao limite da insanidade e da violência física. Certos comportamentos em conferências de imprensa são absolutamente inadmissíveis e outros demonstram uma falta de "fair-play" que não se coaduna de forma alguma com o espírito das grandes competições.

 

Pegando no caso de Sérgio Conceição, alguém imagina as principais ligas europeias, ou a UEFA, contemporizarem com a ausência de uma das equipas na hora da entrega de um troféu? No futebol existem geralmente 3 resultados possíveis, numa final apenas dois. Quem não está preparado para perder, também não saberá ganhar. Há que perceber que, num determinado dia, uma equipa pode ser melhor do que a nossa ou, simplesmente, ter mais sorte. E isso deve ser aceite por todos, na medida em que, fazendo-o, se está a dignificar a própria competição. Sérgio, de alguma maneira, até o reconheceu na análise ao jogo, infelizmente não o fez pelos actos. Acresce que, ao dizer que o adversário não precisava da presença do Porto para levantar a Taça, Conceição nega o espírito que devia nortear as grandes competições, de honra aos vencidos, glória aos vencedores. Porque a vitória do Sporting tem outro mérito por haver outra equipa igualmente bem preparada, como é o caso do Porto, que poderia perfeitamente também ter triunfado. Nesse sentido, abandonar o relvado na hora da consagração do rival é sair sem honra nem glória. E é não saber valorizar o esforço da sua equipa para tentar atingir a glória e a própria competição. Maus sinais, portanto. Por isso, Sérgio Conceição, treinador com quem até simpatizo, desta vez esteve mal. Muito mal. É tempo de arrepiar caminho e todos, efectivamente, reflectirem - mais evidências e menos aparências - , pois o futebol português não pode estar sitiado por um conjunto de "bullyers" que condicionam a atitude dos adeptos - hoje mais mobilizados "politicamente" do que pelo amor ao belo jogo - e não deixam vir à ribalta os verdadeiros protagonistas: os jogadores.

sergio conceição.jpg

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