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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

24
Jul19

Leões em destaque


Pedro Azevedo

Os andebolistas Luis Frade (pivô) e Gonçalo Vieira (lateral esquerdo), ambos do Sporting, estiveram hoje em destaque (6 golos cada) na vitória histórica de Portugal sobre a Alemanha no Mundial de Sub-21 que se está a disputar em Espanha. Com este triunfo (37-36, após prolongamento), a selecção nacional qualificou-se para os quartos de final do certame, onde defrontará a Eslovénia. A melhor classificação de sempre de Portugal num mundial desta categoria foi obtida na Argentina, em 1995, tendo a equipa lusa aí terminado em 3º lugar. Para além de Frade e Vieira, os leões estão também representados pelo guarda-redes Manuel Gaspar. 

14
Jul19

Super Girão


Pedro Azevedo

Depois da tristeza que para mim representou a derrota de Federer em Wimbledon ("ich bin ein Federer-er"), principalmente da maneira como foi (2 match-points desperdiçados no seu serviço e três tie-breaks perdidos), nada como um Super Girão nas redes portuguesas para dar a todo o país a alegria de um tão ambicionado título de campeão do mundo de hóquei em patins, triunfo que nos fugia há 16 anos. Viva Girão, viva o Sporting, viva Portugal!

 

P.S. No fim do jogo, o hóquista João Rodrigues, um dos jogadores da Selecção Nacional presente neste Mundial, dizia que Girão merecia uma estátua. Um orgulho leonino, não vá algum jornalista se esquecer de o dizer. 

girão.jpg

12
Jul19

Uma leoa de saltos prateados


Pedro Azevedo

Evelise Veiga, atleta do Sporting, conquistou hoje a sua segunda medalha de prata nas Universíadas ao terminar em segundo lugar na disciplina de triplo-salto. Relembro que a outra medalha conquistada para Portugal pela promissora atleta leonina havia sido conseguida no salto em comprimento, competição também do programa do atletismo. Depois de uma excelente participação nos Jogos Europeus, Evelise continua a prometer uma extraordinária carreira. Pelo menos, a avaliar pelos seus recentes resultados, à vontade nas grandes competições não lhe parece faltar. Marca inequívoca de uma campeã. Do Sporting, pois claro.

evelise veiga.jpeg

10
Jun19

Tudo ao molho e fé em Deus - Dia de Portugal antecipado


Pedro Azevedo

A Selecção Nacional foi a jogo na véspera do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas (e também do Sport Lisboa, mas este comemora-se durante todo o ano neste país) e acabámos todos a celebrar em antecipação. Em Dia de Pentecostes, o Espírito Santo parece ter iluminado todos os intervenientes: os jogadores foram uns "heróis do mar" e levantaram de novo o esplendor de Portugal; Fernando Santos, humilde, soube dar asas à epopeia lusa, trocando o caos, que a introdução de Felix gerara no jogo anterior, pela organização colectiva; os adeptos presentes no estádio, incansáveis, foram a voz de todos os portugueses espalhados pelo mundo. 

 

Liberto do tabu da utilização de Felix, Fernando Santos foi a jogo num 4-3-3. No meio-campo, Danilo era o homem mais recuado, William um "box-to-box" e Bruno Fernandes o "10". No entanto, esta geometria era variável, aparecendo algumas vezes William (meia esquerda) a par de Bruno Fernandes (meia direita), formando-se assim um triângulo de cariz mais ofensivo. Na frente, Guedes entrou para a ala esquerda, formando o trio de ataque com Ronaldo (centro) e Bernardo (ala direita). Na segunda parte, a táctica foi subtilmente alterada: voltou o losango, agora com William como homem mais adiantado a pressionar a saída de bola holandesa, recuando Guedes para a meia esquerda e derivando Bruno Fernandes para a meia direita, mantendo-se Danilo atrás. Na frente, Bernardo aproximava-se de Ronaldo pela direita. 

 

A táctica revelava uma ideia chave: o condicionamento do jogo holandês, selecção que aparecia em grande forma após ter eliminado sucessivamente a Alemanha, a França e a Inglaterra. Portugal jogaria nos intervalos de não deixar jogar a Holanda. Ter mais ou menos bola dependeria da eficácia da nossa pressão sobre Frankie de Jong, o homem que fazia a ligação do jogo holandês. William tomou a si a missão, com a mesma determinação com que os generais Fernandes Vieira e Vidal de Negreiros haviam impedido a passagem das tropas da República das Sete Províncias Unidas no Morro dos Guararapes durante a Guerra Luso-Holandesa. E a verdade é que resultou, conseguindo Portugal estancar o sumo de uma Laranja Mecânica para o efeito transformada num limão espremido à mão. Sem bola, a dinâmica de movimento holandês tornou-se enócua, sem sentido ou propósito. Se durante o primeiro tempo Portugal ameaçara por Bruno Fernandes (o luso mais rematador), no segundo viria a conseguir o tão desejado golo à hora de jogo, na sequência de uma bela combinação entre Guedes e Bernardo, brilhantemente concluída pelo primeiro. Em desespero e sem mecânica, à Holanda restou-lhe recorrer à aeronáutica, procurando o jogo directo para a cabeça de Luuk de Jong, ponta de lança lançado para o efeito por Ronald Koeman. Sabendo sofrer, Portugal contou então com um Ruben Dias que foi descascando laranjas umas atrás das outras e um Rui Patrício muito atento a apanhar as cascas, não permitindo aos holandeses reentrar no jogo e vencendo assim a primeira edição da Liga das Nações, a segunda importante conquista internacional do futebol português a nível de selecções seniores. 

 

Em modo de balanço final, sendo certo que Ronaldo nos salvou de uma eliminação anunciada nas semi-finais, desta vez Fernando Santos foi capaz de dar a Ronaldo aquilo que Allegri não conseguiu na Juventus: a eliminação dos pontos fortes do jogo holandês. E, juntos, já somam dois titulos inéditos por Portugal. Uma vez mais, com o importante contributo de jogadores made-in Sporting. Se em Saint-Dennis haviam sido 10, agora foram 5. Sem esquecer Bruno Fernandes, claro.

 

Agora, há que aproveitar e festejar o dia, até porque nos outros 364 festejam os holandeses. É só comparar o salário médio de cada país, a taxa marginal de IRS ou o imposto sobre os lucros das empresas. Mas, isso, os nossos governantes não se apressam a comentar em jeito de uma "flash-interview" ...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bernardo Silva. Na equipa portuguesa, Bernardo, William e Ruben Dias foram os melhores, mas toda a equipa (o suplente Rafa incluído) esteve em bom plano e cumpriu na perfeição o plano de jogo. 

liga das nações.jpg

09
Jun19

Celebrar em casa


Pedro Azevedo

Há 15 anos atrás, perdemos no Estádio da Luz a oportunidade de ganhar o primeiro troféu internacional de selecções a nível sénior. Estive lá e senti a desilusão dos portugueses presentes e ausentes, jogadores e equipa técnica incluídos. Nessa ocasião, não conseguimos imitar o que os holandeses haviam feito 16 anos, no Euro 88, quando derrotaram a União Soviética de Dassaev após uma derrota com a mesma selecção no jogo inaugural. Infelizmente, Portugal, em 2004, após uma derrota no Estádio do Dragão frente à Grécia, em jogo que abriria a competição, viria a perder de novo contra os helénicos na final. Uma ‘tragedia grega’ escrita por Otto Rehhagel ao melhor estilo de Ésquilo ou Sófocles.  Na memória ficaram as lágrimas de tristeza de um, na altura, muito jovem (19 anos) Cristiano Ronaldo, titular indiscutível dessa equipa e a dar os primeiros passos no caminho para o estrelato planetário.  

 

Portugal não falharia novamente o encontro com a sua história no Euro 2016. Em França, contra a equipa da casa, os nossos jogadores conquistaram o troféu, criando uma onda de euforia em todo o território nacional e reforçando o orgulho patriótico em todos os portugueses espalhados pelo mundo, com particular ênfase nos que haviam emigrado para terras gaulesas. No final, Ronaldo manteve as lágrimas, mas agora de felicidade.

 

Hoje, temos a oportunidade de voltar a fazer história, mas agora pela primeira vez em nosso solo. Quinze anos depois, Ronaldo é agora o melhor do mundo. Campeão europeu de clubes e selecções, campeão mundial de clubes, cinco vezes Bola de Ouro, vencedor dos campeonatos de Inglaterra, Espanha e Itália, Cristiano, insigne produto da Formação do Sporting, nada mais tem a provar ao mundo, a não ser a alguns cépticos portugueses do lado errado da 2ª Circular a quem a clubite aguda parece causar uma sensação de ardor que tem início na parte posterior do esterno e se espalha pela faringe. Diga-se em abono da verdade que são poucos, ricos de narrativas, mas pobres de espírito e não representativos do grande clube que é o Benfica. 

 

Como sempre, confiamos em CR7. Mas também precisamos de Rui Patrício, Cancelo, Fonte, Guerreiro, William, Bruno, Bernardo, Guedes, Félix, dos Rubens e de todos aqueles que vierem a pisar hoje o Estádio do Dragão. E de Fernando Santos. E do desfibrilador, que os sobressaltos a que a nossa selecção nos costuma obrigar aconselham especiais cuidados com o coração. Depois, será só juntar a corrente positiva de todos que partilham o orgulho de ser português de uma forma incondicional, pese todo o constrangimento inerente a um ideal de Portugal permanentemente adiado, e, por uma vez, bater o pé a uma económicamente bem mais poderosa nação. É só futebol, a coisa mais importante de todas as coisas verdadeiramente não importantes, mas que nos daria muita felicidade transformar uma laranja mecânica num limão espremido à mão, lá isso daria. Nem que para isso, durante 90 minutos (ou mais), felicidade se tivesse de escrever com um "x"...

08
Jun19

Santos, o engenheiro do caos


Pedro Azevedo

Quando se soube o resultado do sorteio dos grupos da Liga das Nações, as previsões apontavam para que Portugal encontrasse França e Croácia (finalistas do último Mundial), e ainda a Bélgica, na Final Four da nóvel competição. 

 

Mas quem tem um treinador capaz de ganhar um Campeonato da Europa vencendo apenas 1 jogo (Gales) nos 90 minutos, sabe o poder do efeito borboleta. Relembremos que um improvável golo tardio (nos descontos) da igualmente improvável Islândia havia colocado Portugal no lado mais favorável do quadro dos últimos 16, fugindo a todos os principais favoritos (colocados do outro lado do quadro) e permitindo-lhe defrontar as mais acessíveis Croácia, Polónia e Gales até ao jogo decisivo. Assim, após 3 empates na fase inicial (3º lugar), algo que logo fez lembrar a Itália de 82, 1 jogo vencido nos penáltis (Polónia) e 2 desafios ganhos no prolongamento (um deles, Croácia, na resposta a um remate ao poste da baliza de Patrício), Portugal sagrou-se campeão do velho continente. 

 

Olhando para a organização táctica da equipa lusa no jogo das semi-finais da Liga das Nações, com vários jogadores fora da sua posição natural, nota-se um relevante investimento no planeamento do caos. Isto para os observadores poderá parecer inusitado, mas obedece à superior ordem das coisas: Fernando Santos soube ler os sinais e bateu asas à imaginação no sentido de se adaptar ao enunciado da teoria do caos e dele poder tirar o melhor partido. Por isso, a recorrência de eventos, para muitos erróneamente considerados aleatórios, é apenas a expressão de uma genial modelação do engenheiro, que propositadamente introduziu instabilidade de uma forma recorrente na equipa sabendo de antemão o comportamento futuro desse sistema caótico - utilizando para o efeito um icónico losango de inspiração "risco ao meio" mais próprio de uns anos 80 marcados por camisolas de lã com motivos geométricos e penteados inenarráveis -, algo que seria impossível de prever se o sistema fosse aleatório. 

 

Ou não fosse um engenheiro, onde alguns veem o acaso, Santos estuda o fenómeno representado por sistemas de equações. Nestes, a Holanda, que não conseguiu qualificar-se para o Euro 2016 e para o Mundial 2018, tirará do nosso caminho as favoritas França, Alemanha e Inglaterra, após esta última ter antecipadamente afastado as bem cotadas Espanha e Croácia. Ao mesmo tempo, Portugal passará por uma simpática Polónia e pela pior Itália de sempre até eliminar uma Suiça que alterou a sensibilidade às condições inciais ao eliminar a perigosa Bélgica. 

 

O que a Lorenz custou anos de investigação, laboratórios do MIT e mega-computadores, Santos determinou num espaço de tempo muito curto e em relvados de futebol. Resta-lhe apenas modelar o caos ao contexto de outros continentes, já que na Europa ele está aprovado e comprovado. Estranho é ainda haver quem atribua o seu sucesso à sorte ou à fé, quando afinal ele se deve à forma genial como engenhou a adaptação ao caos. 

fernando santos.jpg

12
Abr19

Andebol com mão quente


Pedro Azevedo

Num grupo de qualificação para o Campeonato da Europa de 2020 (Suécia, Noruega e Áustria), onde, para além da Lituânia, Portugal enfrenta a hexa-campeã mundial França (cinco títulos neste século) e a tetra-campeã Roménia, a equipa lusa ficou a um pequeno passo de fazer história depois de ter batido ontem os gauleses, de forma concludente, por 33-27, em partida realizada no Pavilhão Multiusos de Guimarães. António Areia (seis golos), Gilberto Duarte (5) e o ex-leão Pedro Portela (4) foram os melhores marcadores nacionais. Destaque particular para os pivots do Sporting, Tiago Rocha (2) e Luís Frade (1), que também ajudaram à vitória. Portugal lidera agora o Grupo 6 de qualificação, com 3 triunfos em igual número de jogos. 

 

27
Mar19

O novo Estádio Nacional!


Pedro Azevedo

Há países, como a França e a Inglaterra, que têm os seus estádios nacionais. Embora utilizem também outros recintos para a realização dos compromissos das suas selecções enquanto anfitriões - essencialmente em jogos de carácter particular - a maioria das partidas têm lugar no Stade de France (arredores de Paris, França) ou Wembley (Londres, Inglaterra). 

Espanhóis e portugueses (Portugal tem estádio nacional, mas aparentemente não preenche os requisitos) usam estádios de clubes. Simplesmente, enquanto os espanhóis vão diversificando, Portugal utiliza muitas vezes o mesmo estádio, o da Luz. Esta é pelo menos a conclusão que se retira da análise dos últimos 8 jogos destas 4 selecções. Ora, então vejamos: França - Stade de France (5 jogos), Stade Du Roudonrou, Guingamp (1), Groupama Stadium, Lyon (1) e Allianz Riviera, Nice (1); Inglaterra - Wembley (6), King Power Stadium, Leicester (1) e Elland Road, Leeds (1); Espanha - Manuel Martinez Valero, Elche (1), Beñito Villamarin, Sevilha (1), Mestalla, Valência (1), José Rico Perez, Alicante (1), Santiago Bernabeu, Madrid (1), El Molinon, Gijon (1), Nuevo Los Cármenes, Granada (1) e Municipal Reino de Leon, Leon (1); Portugal - Estádio da Luz (4), Afonso Henriques, Guimarães (1), Algarve, Loulé/Faro (1), Municipal de Braga, Braga (1) e Municipal de Leiria, Leiria (1). (Alvalade e Dragão, zero jogos.)

Assim, conclui-se que o nível de utilização do Estádio da Luz só encontra paralelo no dos estádios nacionais de França e Inglaterra. De uma forma totalmente diferente do que ocorre na nossa vizinha Espanha, país onde a descentralização é evidente. É caso para perguntar se o Estádio da Luz passou a ser o Estádio Nacional deste regime...

estádio da luz.png

26
Mar19

Tudo ao molho e fé em Deus - Sérvios de deus Ronaldo


Pedro Azevedo

Em tempo de cristianismo no futebol português e mundial, os servos de deus Ronaldo passaram por um martírio aos pés do diabo Tadic, com heroicidade mantiveram a fé e ainda viram um milagre de Danilo acalentar a esperança na vitória. Mas santos há só um, o Fernando, e o segundo milagre ficou por realizar perante uma Sérvia que certamente terá surpreendido Marcel Keizer ao prescindir de um jogador do calibre (?) de Gudelj.  

 

Na verdade, o 2º milagre até podia ter acontecido quando Rukavina - o único que por milagre escapou à ditadura dos "ic" - meteu a mão à bola dentro da área, mas o árbitro preferiu a miopia (ou terá sido uma conjuntivic?) do auxiliar à sua boa visão ao perto, coisa que deixou o Fernando Santos irritadic. É que assim não há fé que assista a um gajic. (nem de propósito, também havia um no banco deles.)

 

O golo madrugador de Dusan Tadic e a prematura lesão de Ronaldo não inibiram a selecção portuguesa, a qual se manteve fiél ao seu apodo de campeã mundial do futebol sem balizas. É que dominamos sempre a meio-campo e até à entrada da área, mas depois a finalização é tão má que mesmo quando marcamos um golo ficamos a olhar para a repetição para termos a certeza de que não falhámos. 

 

Se calhar a solução passa por não jogar mais no Estádio da Luz: por um lado, os buracos na relva causados pelas toupeiras não ajudam a uma melhor definição das acções ofensivas; por outro, o mimetismo do local parece levar o nosso seleccionador a colocar em campo tudo o que veste (ou já vestiu) de vermelho, única razão que permite entender porque é que Diogo Jota, um dos valores emergentes da Premier League - 7 golos, incluindo dois ao Chelsea e um ao Manchester United, e 5 assistências em 1853 minutos, para além de um sem número de boas exibições - , habituado a jogar solto atrás do ponta-de-lança de serviço (o ex-benfiquista Jimenez, no Wolverhampton) foi novamente preterido, desta vez por um Guedes (2 golos e uma assistência em 1411 minutos, em Espanha) e por um Pizzi (entrou em substituição de Ronaldo), já para não falar da inexplicável opção por Dyego Sousa ou da utilização de Rafa,  que até tem sido útil a acelerar o jogo. A manter-se este status-quo, em vez da ‘Selecção de Todos Nós’ temo que venhamos a ser conhecidos como a ‘Selecção de todos os nós’...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Danilo Pereira. Gostei também de Bernardo Silva, quando veio para o meio, e de Pepe na segunda parte, ele que na primeira parte tremeu como toda a equipa perante a exibição diabólica de Dusan Tadic. Cancelo para já o meu apoio a ... (João) Cancelo, jogador que ainda não voltou à forma que o notabilizou na Juventus antes de inoportuna lesão. 

danilo.jpg

(Imagem: O Jogo)

23
Mar19

Tudo ao molho e fé em Deus - Traumatismo ucraniano


Pedro Azevedo

Ontem, a selecção portuguesa deu um tombo que o futuro dirá se foi fatal. Prognóstico reservado, portanto, pois com este adversário todos os traumatismos são ucranianos.  

 

Os pupilos de Shevchenko apresentaram-se em campo com uma série de nomes a fazer lembrar aquelas letras que os oftalmologistas costumam dispôr aleatoriamente nos testes de visão, do tipo de um K R Y V T S O V ou de um Y A R E M C H U K, e a verdade é que os portugueses chumbaram no exame (também não havia ninguém do Boavista, não é?). O Fernando Santos, por exemplo, andou sempre a leste.

 

Num jogo que celebrou a imigração e a multiculturalidade em Portugal, com milhares de ucranianos nas bancadas da Luz, 3 brasileiros foram a jogo. Confusos? É verdade! Um alinhou pela "equipa de todos nós" (Dyego Sousa), dois pela Ucrânia (Marlos e Junior Moraes). 

 

Pese as naturalizações, pouco dados a mostrar qualquer outra abertura ao ocidente, os ucranianos montaram uma verdadeira cortina de ferro à frente da sua baliza. E quando os portugueses a conseguiam romper, lá estava Pyatov a segurar a inviolabilidade. Por isso, quando Cristiano Ronaldo, por duas vezes, ou André Silva reclamaram por Glasnost e Perestroika, o guarda-redes logo reprimiu esses intentos.

 

Simultaneamente, o Fernando Santos lá ia mostrando aquela cara de poucos amigos. Mas se há povo que não se deixa impressionar por essa rigidez da face é o ucraniano, gente trabalhadora, desenrascada e moldada pelas agruras da vida. Assim, os onze em campo não desmontaram a teia que foram urdindo e ao engenheiro faltou a vassoura ou, pelo menos, a lagarticha (Bruno Fernandes?) que a destruísse. Também o facto de ter deixado uma das estrelas emergentes da Premier League (Diogo Jota) no banco em detrimento de um André Silva ou de um Rafa (o primeiro a entrar) não terá ajudado à festa. A bem da verdade, a coisa esteve para ficar ainda mais negra, quando o Chef Patrício serviu um frango à Kiev. Valeu ao Rui que um ucraniano tivesse ido com tanta sede ao pote que não conseguiu a frieza necessária para não entrar em fervura. 

 

E assim, condenados a sofrer até ao fim "comme d`habitude", os portugueses iniciaram a defesa do título europeu conquistado em França.

 

Tenor "Tudo ao molho...": Pepe

ronaldoucrania.jpg

12
Mar19

CR11 milhões


Pedro Azevedo

Hoje, no Allianz Stadium de Turim - construído sobre o mítico Stadio Delle Alpi -, Cristiano Ronaldo e a Juventus recebem o Atlético de Madrid. Duelo complicado, em que os espanhóis são amplamente favoritos a passarem a eliminatória após a vantagem de 2 golos conseguida no seu Wanda Metropolitano (onde tudo começou, não é Sporting?). A Juventus tem um futebol de pouco risco, lento e previsível que não convence, mas quem tem CR7 pode sempre sonhar mais alto. O português, produto da Formação do Sporting, costuma dar-se bem com os "colchoneros" (ai mãe, haja alguém da nossa Academia que não se queixe...), como o comprova os 22 golos apontados em 30 jogos, o que faz do Atlético a terceira vítima de eleição de Ronaldo (só atrás do Sevilha e do Getafe). Logo à noite, todos nós estaremos com ele. Força campeão!!!

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