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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

28
Nov19

Tudo ao molho e fé em Deus - Trio Maravilha


Pedro Azevedo

A Silly Season já terminou e quando muito estamos na Silas Season, mas ainda assim o Vidigal disse na televisão que o Bruma - assobiado de cada vez que tocava na bola - sempre respeitou o Sporting. Quem verdadeiramente continua a respeitar o nosso clube é o Bruno Fernandes, grande capitão, hoje com mais 2 golos e outras tantas assistências (103 acções directas decisivas desde que chegou ao clube). Sobre isso, não há revisionismo histórico que valha...

 

O Sporting, disposto num 4-2-3-1, apresentou-se com uma maior ligação entre os sectores do que vinha sendo hábito, provando que o trabalho de Silas começa a dar frutos. Wendel é melhor jogador do que Eduardo e, desde que capaz fisicamente, assegura uma melhor parceria com Bruno Fernandes, Acuña dá uma amplitude à lateral esquerda que Borja nem em sonhos e Mathieu é o farol que impede a defesa de naufragar. O gaulês, o argentino e Bruno foram os melhores esta noite em Alvalade.

 

O Sporting marcou cedo, quando Bruno solicitou o desvio de cabeça do Felipe das Consoantes na pequena área. Pouco tempo depois Unnerstall (guarda-redes dos de Eindhoven) não conseguiu parar "unabomber" e os leões aumentaram a diferença no marcador. Eis então chegado o momento Formação, aquele em que Super Max, esta noite em estreia europeia, retirou a justa causa dos pés de Bruma e evitou que os holandeses reduzissem. Essa oportunidade ocorreu numa janela de 10/15 minutos em que os leões perderam o controlo do jogo, o seu pior período. Ultrapassada essa fase, o Sporting ampliaria o marcador ainda antes do intervalo: após umas entretidas carambolas protagonizadas por Doumbia terminadas da forma que seria de esperar de um bilharista marfinense, Bruno ligou o GPS e providenciou a munição ao míssil instalado no pé esquerdo de Mathieu; a bola só parou no fundo das redes do PSV.

 

A etapa complementar iniciou-se com mais uma boa defesa de Max. O Ilori entrou de pitons à bola e a seguir acertou num adversário. O árbitro marcou falta e o Vidigal voltou à carga. Agora invocando a "dinâmica do carrinho". Tal como a (electricidade) estática do televisor tudo se terá devido ao alumínio...  

Consistente e equilibrado, o Sporting ia fazendo a gestão do jogo. Só que o indisciplinado Acuña amotinou-se e decidiu expôr a Borja o algoritmo do caminho mais curto. Vai daí irrompeu numa correria, ultrapassando holandeses atrás de holandeses, fintando todos os que não lhe saíam da frente até ser derrubado já dentro da área. Na conversão, o clássico: guarda-redes para um lado e Bruno Fernandes e a bola a rirem-se do outro. E com esta prosopopeia termina a narrativa de um jogo que abriu o caminho para a qualificação para a fase a eliminar da Liga Europa. Que prossiga a epopeia!

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

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19
Set19

Tudo ao molho e fé em Deus - O cisne negro


Pedro Azevedo

Há uns tempos atrás, em entrevista à SportingTV, o presidente chamou "cientistas da bola" a um grupo indeterminado de adeptos. Na medida em que um cientista é uma pessoa que sistematicamente procura o conhecimento, enquanto adepto acabei por tomar o "mimo" como um elogio. De seguida, imaginei um empírico. Um empírico só valoriza a experiência e como tal sofre do problema da indução. A indução consiste na generalização sobre as propriedades de uma classe com base em algumas observações. Se, por exemplo, um empírico só viu cisnes brancos na vida, imediatamente conclui que todos os cisnes são brancos. O problema é que existem cisnes negros (citando o Dr Pôncio, também se pode ter dado o caso de o empírico ter olhado para o cisne negro e não o ter visto). Um dos cisnes negros do futebol da Formação chama-se Pedro Mendes, um jogador que vem contrariar a tese (decreto?) de que os jovens da nossa Formação com idades compreendidas (actualmente) entre os 18 e os 24 anos não têm qualidade. Quando Leonel Pontes foi apresentado como treinador principal, o prazo para as inscrições na Liga já estava ultrapassado, o que implica que o jovem não possa jogar no campeonato e Taça da Liga. Enquanto o treinador não tem um prazo e sim uma tarefa, Pedro Mendes tinha um prazo que alguém que tinha a tarefa de o inscrever deixou caducar. Ainda assim, Leonel não permitiu que se esgotasse também o prazo na Liga Europa e sugeriu que fosse inscrito a tempo na competição. Hoje, em Eindhoven, Pontes deu a Pedro Mendes um prazo de 10 minutos e a tarefa de marcar golos. Ao fim de 1 minuto, o jovem já tinha cumprido a tarefa. Fossem todos assim no Sporting... 

 

Na antevisão do jogo tínhamos alertado para as motas do ataque holandês e a necesidade de não deixar espaço livre nas costas da nossa defesa. Conclusão: em duas situações em que o permitimos, durante a primeira parte, o PSV marcou. Mais uma vez Coates ficou mal na fotografia, estando desposicionado no primeiro golo e infeliz no segundo. Ainda assim melhorou face ao jogo com o Rio Ave, de bicicleta e não de triciclo. 

 

O Sporting entrou com um meio campo em losango, forma geométrica essa que já se sabe está fora de moda desde os loucos anos 80 (as camisolas de "Les Diables Rouges"). Doumbia jogava no vértice recuado, Bruno no vértice ofensivo e Wendel e Miguel Luís entre eles. Nada rotinada no sistema e com um novo jogador no miolo, a equipa não revelava eficácia nem ofensiva nem defensivamente, apanhando-se a perder por dois golos de diferença em duas rápidas transições ofensivas holandesas. Do meio campo para a frente as coisas também não estavam melhores, com Vietto como "capacete azul" da ONU, privilegiadamente observando o jogo de perto sem ter de pagar o bilhete. Perante este quadro de miséria, restavam os de sempre: Acuña, Bolasie e Bruno Fernandes (Mathieu, o mais rápido dos nossos defesas, desta vez não foi convocado). Da sua acção, aliás, resultaria o nosso único golo do primeiro tempo: o argentino serviu com precisão o congolês e este ganhou a penalidade que Bruno converteu sem paradinha. 

 

A etapa complementar iniciou-se com um golo sofrido pela formação de infantis do Sporting. Um canto rasteiro, inadmissível a este nível. Sem ponta de lança, com Vietto e Miguel Luís em sub-rendimento, Leonel Pontes pecou por demorar a agir a partir do banco. Assim, a equipa viveu essencialmente dos rasgos de Bruno Fernandes, o qual semeou o pânico no último reduto holandês por três vezes, enviando uma bola ao poste e disparando dois remates dificilmente defendidos por Zoet, estes dois últimos com Jovane já em campo (saiu Vietto). Até que Pedro Mendes entrou e marcou instantaneamente, provando que merecia a oportunidade de ser titular no próximo jogo contra o líder da Primeira Liga. Só que não está inscrito. Bruno está inscrito, mas não irá a jogo depois de ter sido expulso no Bessa, cortesia do critério disciplinar de Jorge Sousa. Até dá vontade de dar um pontapé numa porta, não é? Futebol? Fácil, fácil... 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes. Para além de Bruno, gostei de Acuña, Bolasie, Pedro Mendes (grande golo), Renan e Jovane Cabral. Os outros estiveram em plano negativo. 

 

P.S. Uma palavra de mérito a Leonel Pontes por ter compreendido que não poderia desperdiçar o momento de forma de Pedro Mendes e por ter tido a coragem de o lançar. São estes detalhes que evitam a desmotivação de toda uma geração de jovens, dão sentido ao futebol de Formação do Sporting e encaminham o clube na direcção da sustentabilidade. Ainda assim, gostaria de ter visto a equipa desde o início com um ponta de lança. 

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18
Set19

Ambição na Europa


Pedro Azevedo

Com a viagem a Eindhoven, inicia-se um novo ciclo europeu. Algo que tem caracterizado a última década leonina é a falta de ambição nas provas uefeiras. A única vez que estivemos perto de celebrar foi com Moet&Xandão (o Polga moía-me a paciência...), decorria o ano de 2012. Mas se os santos da casa parecem não fazer milagres no clube, San Mamés também não se mostrou disponível e o Sporting acabou eliminado pelo Atlético de Bilbau nas meias-finais da Liga Europa. 

 

A participação nas provas da UEFA é essencial na valorização da marca Sporting e é também uma montra para exibir os nossos melhores jogadores, cuja cotação se ressente da falta de visibilidade nos grandes palcos. Oxalá saibamos compreender isto e ter uma participação condigna com os pergaminhos do Sporting Clube de Portugal e com o desígnio - "tão grande como os maiores da Europa" - ditado pelo nosso fundador. A começar já em Eindhoven.

josé alvalade.jpg

18
Set19

Entre a Bruma da memória


Pedro Azevedo

Em 2013, Bruma tentou rescindir com justa causa com o Sporting alegando rapto. O curioso é que, seis anos depois, o dirigente holandês John de Jong confessou que a transferência de Bruma foi a mais difícil da sua vida, tendo sido obrigado a arrastar Bruma até ao avião para que este não ingressasse no Porto. Ao que parece, Bruma não ficou incomodado. Uma espécie de Síndrome de Estocolmo que se manifestou só em Eindhoven, o que não deve intrigar visto o euro valer bem mais do que a coroa sueca. Por isso, oxalá, amanhã, a nossa linha defensiva o mantenha bem "sequestrado" durante os 90 minutos. Pode ser que assim ele se mostre simpático e rescinda os seus intentos de causar ainda mais dano ao nosso clube. 

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18
Set19

Velocidade furiosa


Pedro Azevedo

Desfalcado de Jeremy Mathieu, o seu central mais rápido, o Sporting vai defrontar um PSV que faz da velocidade do seu trio atacante a sua maior arma. É que Donyell Malen (20 anos), Bruma (24) e Steve Bergwijn (21) são três puros-sangue apontados às redes adversárias. Malen, o ponta de lança, costuma recuar no terreno para organizar jogadas de ataque, momento em que o novato Mohammed Ihattaren, um jovem (17 anos) médio descendente de marroquinos, aproveita para procurar a profundidade e o espaço entre os defesas contrários. Essencial será os nossos laterais fecharem bem por dentro e os médios não permitirem espaço entrelinhas. Provavelmente, jogaremos com um bloco mais baixo do que o habitual, tentando assim não deixar espaços nas costas. O inconveniente poderá ser ter a equipa muito recuada aquando da transição ofensiva e assim não aproveitarmos a maior debilidade dos holandeses: o imenso espaço que deixam livre entre as linhas defensiva e média. Recorreremos a um jogo mais directo, a pedir sacrifício aos nossos 3 da frente? Bolasie já mostrou não regatear esforço e Pedro Mendes faz do dinamismo uma das suas principais armas. Se conseguirem ganhar bolas entre os defesas do PSV, então depois Vietto poderá ser o homem capaz de meter para dentro e explorar o tal espaço livre em alternância com Bruno. Como irá Leonel Pontes resolver este dilema?

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17
Set19

Pedro Mendes convocado para a Liga Europa


Pedro Azevedo

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Pedro Mendes "in" (boa notícia), Mathieu (gestão física?) e Luíz Phellype "out". Destaque ainda para a chamada do jovem Hugo Cunha (18 anos), que será certamente o 3º guarda-redes. Diogo Sousa, que ficou em Lisboa, deverá jogar na 5ª feira no Estádio do Mar (16H00), em partida a contar para a Liga Revelação.

 

Esclarecimento "Castigo Máximo": ontem circulou nas redes sociais o rumor perfeitamente absurdo de que o Sporting teria de pagar €2 milhões ao jogador Pedro Mendes (ou ao seu empresário) caso este jogasse pela equipa principal, servindo isso de ‘explicação’ para a não utilização do referido atleta no Bessa ou sua não-inscrição na Liga. Absurdo, sim, porque consultando o R&C de 2018/19 e vendo a rúbrica "passivos contingentes", o que lá consta é um valor a pagar numa futura transferência (já agora emendem a gralha que já vem do R&C de 2017/18 - "futura transferência futura"), valor esse que não deverá ser elevado pois caso contrário teria de ser revelado, à semelhança do que foi discriminado em relação a Vietto e Rafael Camacho).   

 

Última hora: Jesé, impedido com uma gastroenterite, foi substituído na convocatória pelo jovem Jovane Cabral.

26
Jun19

O mexerico desportivo


Pedro Azevedo

Há muito tempo que não via o "Mais Transferências" da TVI. Para quem nunca teve oportunidade de visionar, o "Mais Transferências" é uma espécie de Revista Maria do mexerico desportivo. Hoje dedicaram metade do programa (cerca de 30 minutos) a falar de Bruma. Fiquei a saber que, ao contrário da bruma de Lisboa que só levantou pela tarde, o Bruma levantou na noite anterior num avião privado e assinou pelo PSV Eindhoven, deixando o FC Porto de mãos a abanar e Pinto da Costa certamente longe de "ficar nas nuvens". No estúdio, acompanhado por um pivô, um senhor que me lembra vagamente alguém que já tratou da nossa Comunicação especulava sobre os motivos que teriam levado o antigo ala leonino a deixar os portistas pendurados. A coisa foi prosseguindo ao ritmo do pivô e do convidado, ou simplesmente de um duplo-pivô - há que dar valor a estes fundistas da locução, que conseguem arengar sobre nada e coisa nenhuma durante aproximadamente 1 hora - até que o empresário de Bruma, um tal de Catió Baldé, entrou em directo. Foi o momento Consultório íntimo da Maria do "Mais Transferências". Só que em detrimento daquelas perguntas do arco-da-velha da Maria, do tipo "se tiver sémen nas mãos, posso engravidar?"(edição de 7 de Fevereiro de 2018 da referida Revista), o picantezinho que o pivô preparara para resposta do senhor Baldé era mais do tipo "se tiver dinheiro na mão, posso voar?". Mas em vez de atacar logo com uma pergunta fechada, andou à borda e optou por uma aberta, inquirindo porque é que o Bruma se baldé, perdão, se baldou. Deixo aqui um pequeno excerto da entrevista (as palavras poderão não ter sido exactamente estas, mas o sentido sim):

- Então Catió, porque é que o Bruma foi para o PSV? 

- O Bruma queria muito jogar no estrangeiro, tal como a geração de ouro dos seus amigos da selecção que se encontra toda lá.

- Mas aqui há dias (NA: ontem?) o Catió assegurava que o Bruma queria muito jogar em Portugal... - , comentava com malícia o entrevistador.  

- O Bruma quer jogar em Portugal. Quando estiver perto do final da carreira - , respondeu o senhor Baldé como quem diz que sabe que toda a gente vai morrer, não sabe é quando.

- Mas o PSV vai pagar-lhe mais do que o Porto? - inquiria o jornalista, indo ao âmago da questão que havia debatido aturadamente com o convidado durante a meia-hora inicial.

- Não, não foi por dinheiro. Com a engenharia financeira do Porto, os valores eram semelhantes. (NA: o convidado em estúdio havia dito que Bruma ia ganhar 6 milhões brutos por ano.)

- Mas pode garantir que o Bruma não vai ganhar mais para a Holanda? - , desesperava o entrevistador.

- Só posso garantir que o Bruma não foi para o PSV por dinheiro.

Posteriormente, ao melhor estilo "encher chouriços" (para não ferir susceptibilidades, peço que não conotem agora o conteúdo entre-aspas com a Revista Maria), repetiram, entrevistador e entrevistado vezes sem conta as perguntas/respostas, pelo que o sumo que se conseguiu tirar do programa foi que, futebolisticamente falando, a engenharia financeira no Norte anda pela hora da morte. Rima e é verdade.

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