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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

Castigo Máximo

20
Fev20

Tudo ao molho e fé em Deus - Banho turco


Pedro Azevedo

Não sei se já Vos havia contado, na verdade na altura nem dei conta, mas devo ter sido um dos primeiros portugueses a conhecer este clube turco. E não foi em Istambul, não senhor. Aconteceu em Lisboa, no consultório do meu oftalmologista, enquanto olhava para uma parede iluminada onde constavam as letras B A S A K S E H I R que tive de soletrar. 

 

Se o meu diagnóstico foi 20/20 em cada olho, o Sporting também esteve próximo de fazer o pleno: bastaria que na primeira parte tivesse concretizado mais algumas das inúmeras oportunidades de golo criadas para que o resultado ao intervalo se pudesse ter cifrado num 5-0. Ainda assim, um tango envolvendo o argentino Acuña e o uruguaio Coates permitiu a primeira explosão de alegria no estádio e uma dança eslava de Dvorak (entre o macedónio Ristovski e o esloveno Sporar) devorou os turcos. Destaque ainda para um grande golo de Jovane, infelizmente anulado por fora de jogo anterior de Sporar.

 

O Basaksehir era curto para o Sporting e já se sabia que o  que é estreito em Istambul liga ao mar negro, pelo que ao intervalo o cenário para os turcos não era de todo auspicioso. E, de facto, apenas 6 minutos foram suficientes para que um refinado número de bailado de Jovane deixasse os otomanos de cara à banda e desse a possibilidade a Bolasie de isolar Vietto na esquerda para um golo de grande classe do argentino. A ganhar por 3 de diferença, os leões desaceleraram, permitindo que os visitantes assumissem as despesas do jogo. Daí acabaria por resultar um golo do Basaksehir marcado por Visca após penálti cometido por Neto sobre o ex-Chelsea Demba Bá, um banho de água fria depois do banho turco servido pelo Sporting à equipa de Istambul. Bolasie, em jogada individual, fez a bola estrelar-se na barra e nos descontos, já com Gonzalo Plata em campo - jogador mais de contra-ataque, podendo aí usar o seu drible mais largo e em progressão, entrou muito bem - , Vietto, após assistência do equatoriano, desperdiçou a derradeira oportunidade de dilatar o marcador e dar outra tranquilidade para a viagem à Turquia. 

 

Pese embora a diferença pudesse ter sido maior, o Sporting realizou uma das melhores exibições colectivas da época e deu uma volta de 180º à imagem deixada em Vila do Conde apenas 5 dias antes. Os leões foram mesmo a única equipa portuguesa a vencer nesta ronda europeia, após o Benfica ter perdido em Kharkiv com o Shakhtar, o Porto sido derrotado em Leverkusen e o Braga permitido a reviravolta do Rangers. Para a melhoria da equipa leonina muito contribuiu  a adição de início de um Jovane que quebrou a percepção de que é melhor a sair do banco, realizando uma exibição de luxo principalmente durante o primeiro tempo. De destacar ainda os cruzamentos de Acuña, a estreia a marcar de Sporar (continua a fazer-me lembrar um Van Volfswinkel com menos jogo de cabeça) e a melhoria física e anímica patenteada por Battaglia. Agora resta estabilizar o carrossel de altos e baixos, manter o 4-3-3 (ou 4-2-3-1) com alas verdadeiros - o sistema que melhores resultados tem dado - e acabar definitivamente com a posse estéril de bola que ameaçava esterilizar definitivamente a vontade dos adeptos de ir à bola. 

 

Tenores "Tudo ao molho...": Marcos Acuña e Jovane Cabral

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16
Fev20

Tudo ao molho e fé em Deus - Do Céu caiu um Jovane


Pedro Azevedo

O sonho de qualquer adepto encartado é ser o Wendel. Quem não gostaria de poder caminhar livremente pelos relvados deste país a sentir de perto o bafo e o suor dos guerreiros em campo enquanto enverga o melhor traje de passeio? Nessa óptica, o brasileiro é um repórter privilegiado, o paradigma de uma inovadora Experiência Sporting num estádio de futebol. É também, infelizmente, um produto da forma como no Sporting se vê a meritocracia...

 

Se o Wendel é o sonho de qualquer adepto, ter um gabinete de scouting é o sonho de qualquer presidente. Como não amar estes arqueólogos, capazes de desenterrar uma múmia colombiana em terras mexicanas a um preço apenas ligeiramente superior ao produto da venda de um Merah Demiral, ou de um Domingos Duarte? Reparem, observar o Borja em campo é toda uma experiência sociológica. Aquelas acelerações seguidas de travagens bruscas e marchas-atrás e a atracção pela bola e esquecimento do espaço que o caracterizam são reproduções de um episódio do Lost que começa com o colombiano a cair de pára-quedas na Península de Setúbal (Alcochete). 

 

Logo após ter sido eleito presidente, Frederico Varandas decretou e anunciou a todos os Sportinguistas que a Formação leonina, entre os 17 e os 23 anos, não tinha qualidade. Parece que faltavam relvados e os que havia tinham buracos, o que como se sabe favorece mais o aparecimento de talentos como o Tiger Woods do que craques como o Cristiano Ronaldo. A ideia geral era que a Formação tinha regredido. Entretanto, o Domingos Duarte foi vendido pelo preço de compra de um Tiago Ilori e posteriormente concluiu-se que o nosso formando mais recente afinal era melhor do que o regressado formando mais antigo. Reconheça-se que o Demiral e o Palhinha já tinham saído, mas é difícil imaginar que não fizessem parte do decreto, pelo que o mais certo é Cintra ter poupado mais um dissabor a Varandas. Entretanto, o Palhinha marcou ao Benfica (quebrando o enguiço do Braga na Luz), Matheus Pereira (6 golos) assistiu pela 14ª vez no empate do líder WBA contra o Nottingham Forest, Domingos Duarte foi eleito para o Onze Revelação da La Liga, o infortunado Demiral tirou a titularidade a De Ligt (transferência de €70 milhões) na Juventus antes de se lesionar com gravidade, Daniel Bragança, Ryan Gauld e Leonardo Ruiz têm estado em evidência em, respectivamente, Estoril, Farense e Varzim, Gelson Dala regressou a Vila do Conde com um grande golo e Mama Baldé, o jovem cedido de borla para o Dijon a fim de baixar o elevado valor de aquisição do entretanto desaparecido em combate Rosier, é o melhor marcador do Dijon na Ligue 1. Esta constatação leva-me a pensar que o Sporting não está a formar mal para os outros. A formar para si próprio é que já é outra coisa. Por exemplo, o Jovane não tem capacidade para ser titular. Vejam lá que apenas resolveu 3 dos últimos 4 jogos do clube, algo manifestamente insuficiente para merecer uma oportunidade decente. O Max também está à experiência, mesmo que a cada jogo vá evitando males maiores. Por isso, os jornais já dizem que o sueco Robin Olsen é alvo para a próxima temporada, algo que o presidente Varandas não desmentiu. Tudo isto confirma a narrativa oficial: infelizmente, a Formação não tem a qualidade necessária. 

 

Ontem, em Vila do Conde, o Sporting é capaz de ter feito o jogo mais miserável de que tenho memória em 45 anos que levo de ir ao futebol. De um lado, uns rioavistas sempre a chegar primeiro à bola, todos procurando dar linhas de passe, sempre em movimento, a fazer lembrar uma equipa da Premier League, assim a género de um River Bird. Do outro, uma equipa incapaz de ligar dois passes sem primeiro ter de executar todos os passos de segurança incluídos no protocolo de Quioto Silas para as transmissões de bola, com dispêndio de energia mínimo e zero de talento e de remates enquadrados na baliza. Um Sporting a jogar à equipa pequena, sem ligação entre sectores, esterilizando a bola no seu meio-campo e sem capacidade de progredir no terreno. Um Rio Ave afoito, consciente do que estava a fazer no campo, com jogadores mostrando alardes técnicos passíveis de envergonhar uns tantos leões pernetas, para o efeito transformado no grande da ocasião. Noutro plano, um treinador (Carvalhal) empenhado em sistematizar princípios de jogo, optimizar rotinas e promover um futebol agradável para as bancadas versus Silas, o mau da fita, campeão da posse estéril e Che Guevara dos sistemas tácticos, paladino de um estilo futebolistico sem princípio, meio e fim.

 

Como nenhum outro desporto, o futebol tem um sortilégio muito especial. Assim, é sempre possível a um David bater o pé a um Golias. Ontem, o David foi o Sporting, o que não surpreende dada a falta de noção que se alastra por toda a cadeia de comando, desde Varandas e Zenha até Silas, ninguém percebendo muito bem a grandeza do clube que representa. A fisga do David foi Jovane, a estrela caída do Céu que voltou a resolver. Aliás, Jovane e Max, dois produtos da nossa Formação, têm sido os mais consistentes jogadores do Sporting nos últimos 4 jogos, não se compreendendo a razão pela qual o ala caboverdiano continua a assistir do banco à inconsequência de Camacho, indiferença de Jesé (titular contra Marítimo) ou trapalhice de Bolasie (ontem conseguiu sacar um penalty de uma bola que se esgueirava pela linha de fundo). Ninguém entende, como também é difícil perceber porque o Matheus Nunes ainda não jogou, ele que tecnicamente é mais refinado do que Wendel "e pur si muove" (e, no entanto, move-se/Galileu).   

 

P.S. Exuberância irracional foi um termo usado pelo então presidente da Reserva Federal americana (FED), Alan Greenspan, em 1996, durante a bolha tecnológica vivenciada nos anos 90, para dar um sinal aos operadores que o mercado accionista poderia estar sobreaquecido. Por sua vez, "New Normal", ou novo normal (em português), é um chavão usado na economia, em finanças ou nos negócios para classificar as condições resultantes da crise financeira de 2007-2008 (alargou-se a Março de 2009) e da recessão global de 2008-2012, onde o que antes era considerado anormal se tornou comum. 

 

No Sporting tivemos um episódio de exuberância irracional que marcou tristemente as últimas acções de Bruno Carvalho como presidente do Sporting e hoje em dia, em pleno consulado de Frederico Varandas, vivemos o "novo normal". 

 

Para o Sporting voltou a ser normal não aspirar a mais do que o terceiro lugar no campeonato nacional de futebol. Mesmo este parece seriamente ameaçado este ano, antes desta jornada com 3 clubes a uma distância de apenas 3 pontos na perseguição à nossa equipa. Ora, por muito que se invoque Alcochete e a rescisão de alguns jogadores nucleares da equipa como justificação para o fracasso, a realidade incontornável é que o Sporting continua a gastar em custos com pessoal um valor entre 65 e 70 milhões de euros que deveria ser suficiente para a sua equipa de futebol estar muito mais perto dos 2 primeiros do que de clubes que têm um terço, um quarto, ou um quinto do seu orçamento. Ora, não é isso que acontece quando os leões distam 19 e 15 pontos dos dois primeiros colocados. 

 

Como facilmente se conclui, o Sporting gasta demasiado para os resultados que obtém, o que significa sem tergiversações que não tem uma boa gestão desportiva. Isso é um dado adquirido nada ambivalente e é bom que os sportinguistas dele tenham plena consciência. Por isso, causa-me apreensão que o conformismo venha tolhendo a capacidade de raciocínio da maioria, como se o que nos tem acontecido nesta época desportiva fosse algo inevitável e pouco se possa fazer no presente e futuro para inverter este ciclo de "normalidade" de maus resultados. 

 

Assim, não vale a pena enfiarmos a moleirinha na areia como a avestruz. Pese embora tal pudesse evitar que no-la ameaçassem de arrancar, é preciso não olvidar que haveria o perigo de lesões do foro da cabeça que um distinto presidente/médico considera como da mais difícil resolução. 

 

Tenores "Tudo ao molho...": Jovane Cabral e Max

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13
Fev20

Lost in translation


Pedro Azevedo

O George Sousa não viu um "elbow" em Famalicão. Por via disso, o Taarabt não foi "sent off". Enfim, coisas que acontecem a "foreign referees", perdão, a árbitros estrangeiros... Ó Stojkovic, anda cá traduzir isto por miúdos, se faz favor!

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10
Fev20

Tudo ao molho e fé em Deus - "Siclete"


Pedro Azevedo

Silas tem um conceito de futebol que privilegia a posse de bola. Porém, há um problema. Enquanto na física, ou química, uma acção gera uma reacção, no futebol de Silas a posse de bola é simultaneamente acção e reacção, não tendo uma finalidade fora deste circuito fechado que possa ser observada no campo. Assim, a bola vai circulando para trás e para a frente e da esquerda para a direita até voltar à sua posição inicial e repetir-se o ciclo. A coisa seria interessante se o jogo fosse o da Rabia, assim é só chato, previsível e mastigado para quem assiste da bancada ou na televisão. Porém, para Silas é um placebo: "ter" dá-lhe uma tranquilidade que o "não ter" não lhe dá. É também um trunfo nas conferências de imprensa. Por isso, enquanto os ingleses inventaram o futebol e lhe atribuiram um objectivo ("goal"), Silas já patenteou o Siclete (contracção do nome próprio "Silas" com o substantivo "chiclete") com o propósito de integrar a futura Taça dos Clubes Campeões Europeus de Estatística, competição que irá gerar uma distribuição (normal) de... dados probabilísticos. 

 

O Sporting começou num 3-5-2, o sistema que melhor permite compatibilizar Vietto na equipa. É também o sistema que mais favorece o Siclete, na medida em que, sem alas puros, vai acumulando jogadores no centro do terreno e concomitante empastelamento do jogo para gáudio do treinador. Para piorar, um Battaglia ainda receoso e um Wendel em greve durante o primeiro tempo não deram a intensidade requerida e o Portimonense ia conseguindo controlar as operações. Num cenário assim, apenas a qualidade poderia desbloquear o marcador. Ora, a qualidade não tem condição física ou idade, razão pela qual um manco e um avô se conseguiram ainda assim destacar entre o marasmo. Max, um jovem promissor, evitou que os leões fossem para o intervalo em desvantagem.

 

No segundo tempo o Sporting mudou de sistema, trocando Neto por Jovane Cabral. Em 4-3-3, os leões foram mais perigosos. Ainda assim, a igualdade ia teimando no marcador e Vietto, em duas ocasiões, provou não ser Bruno em frente da baliza. Eis então que a réstia de qualidade da nossa equipa volta a aparecer: Acuña, ocasionalmente deslocado sobre a direita, efectua um centro largo para o segundo poste e o mal-amado Jovane - um jovem que vai para cima do seu adversário e é sistematicamente preterido por um Camacho que neste jogo se mostrou adepto de floreados inconsequentes - corresponde da melhor maneira colocando a bola com malícia na frente do isolado Sporar. Na tentativa desesperada de evitar o golo, um algarvio (Jadson) acabou por confirmar o iminente golo. Até ao final do jogo, destaque para uma defesa de Max a segurar a vitória e para um remate ao poste do entretanto despertado Wendel.

 

Mesmo contra o 17º colocado da Primeira Liga e a jogar em casa, o Sporting venceu tangencialmente. A falta de qualidade global da equipa é notória e Silas será provavelmente parte do problema mas não é "o problema". Aliás, o jovem treinador é já o 5º da dinastia varandista, pelo que a sua substituição neste momento não auguraria nada de bom dado o histórico dos recrutadores. É o próprio Varandas que o admite quando dá como provável que o despedimento de Keizer tenha sido injusto em razão de um mau planeamento da época por parte da Estrutura - algo que agora admite, mas que quando na altura própria foi alvo de crítica por sócios e adeptos atribuiu a "cientistas" e a ignorantes em matéria de futebol - , não se percebendo se no momento da tomada de decisão de afastamento do treinador holandês a percepção de mau planeamento por parte da Estrutura já existia ou se só foi criada agora. Logo, a pergunta que se impõe é a seguinte: quantos treinadores ainda precisaremos de ter até que o mau planeamento da época tenha consequências que impactem os planeadores?  

 

Tenor "Tudo ao molho...": Jeremy Mathieu

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P.S. Hoje à tarde, após o derby do futsal, um vice-presidente e um vogal do Conselho Directivo foram agredidos por adeptos do clube. Uma menina, adolescente, filha de um dos dirigentes, foi cuspida. Tal foi narrado pelo Record e posteriormente confirmado por Frederico Varandas. À hora a que Vos escrevo, segundo as televisões, a informação conhecida é a de que os agressores ostentavam dísticos da JL, organização que em comunicado repudiou e condenou os actos de violência.

 

Um acto ignóbil destes, caso flagrante de (in)segurança pública, não pode passar incólume. Se às autoridades policiais caberá indentificar os perpetradores das agressões, ao Conselho Fiscal e Disciplinar do Sporting cumprirá instaurar os processos que conduzam à sua expulsão de sócios (caso o sejam) e proibição de entrada nas instalações. Mas chega de surfar na maionese. Todos os que me leem sabem que detesto divisionismos no meu clube, que desde Alcochete me bato e alertei contra os maniqueístas que vão manietando o Sporting em nome de proselitismos vários, endurecendo no processo a linguagem. Porém, o clube está doente, refém da falta generalizada de estratégia de uma Direcção (o que a enfraquece), de uma mesa da AG que vai empurrando decisões com a barriga e de um conjunto de adeptos com um comportamento inadmissível, onde se incluem membros das duas claques a quem forem retirados benefícios e que se manifestam sonoramente contra a Direcção no estádio no decorrer dos jogos. Por outro lado, a oposição mais visível à actual Direcção e com maiores responsabilidades desde as últimas eleições - não interessa para o caso se mais ou menos activa - , que existe e tem cara(s), por omissão vai caucionando, como causa provável por motivos eleitoralistas, este tipo de acontecimentos e comportamentos, não se ouvindo uma palavra sua que faça doutrina no sentido de os tentar prevenir. Existe assim um enorme vazio de autoridade e uma total ausência de magistério de influência no Universo Sporting que recomende a necessária ordem e tranquilidade, criando-se assim um latente barril de pólvora pronto a detonar. Acresce que este ambiente geral acaba por abafar a legítima contestação de sócios e adeptos moderados e ordeiros que não se revêm na actuação destes Orgãos Sociais e gostariam de encontrar uma forma civilizada de cidadania leonina que lhes permitisse expressar as suas inquietações em democracia.

 

Perante tudo isto, o Estado teria de intervir como repressor da violência. Acontece que o Secretário de Estado do Desporto (e o seu chefe, o Ministro da Educação) continua a circunscrever o tema à instituição, ele que deveria ser o maior interessado em erradicar a violência no desporto. Igualmente, o Ministro da Administração Interna parece ignorar que a violência na sociedade está a montante do desporto. É que a segurança pública, sendo um direito e responsabilidade de todos, é um dever do Estado, assim como o direito à integridade pessoal assiste aos cidadãos. Nesse sentido, o artigo 22º da Constituição da República portuguesa (Responsabilidade das entidades públicas) reza o seguinte: "O Estado e as demais entidades públicas são civilmente responsáveis, em forma solidária com os titulares dos seus órgãos, funcionários ou agentes, por acções ou omissões praticadas no exercício das suas funções e por causa desse exercício, de que resulte violação dos direitos, liberdades e garantias ou prejuízo para outrem". É por isso tempo de dizer basta! O Estado não pode continuar a demitir-se das suas funções. 

08
Fev20

A Comunicação no Sporting


Pedro Azevedo

Castigo Máximo teve acesso aos bastidores da melindrosa preparação da entrevista presidencial ao Record. O Dept. de Comunicação reuniu-se para elaborar a narrativa oficial inerente ao balanço da época e vários obstáculos e contratempos decorrentes do caminho escolhido foram sendo ultrapassados até que o guião contendo o essencial da mensagem a comunicar chegou finalmente a Frederico Varandas. O resultado foi este que pode ver neste rigoroso exclusivo do nosso blogue. 

06
Fev20

A herança


Pedro Azevedo

A pior herança foi a que eu recebi. Não, eu é que fui o menos afortunado. Nada disso, a mim tocou-me ser o mais pobrezinho. Perdão, o mais desgraçadinho fui eu. 

 

É assim há anos. Entretanto, o clube continua adiado. Igualmente adiado está o cumprimento da única herança que deveria estar na mente de cada um, aquela lavrada por José Alvalade quando deixou expresso o desígnio de os leões serem "tão grandes como os maiores da Europa". 

03
Fev20

Tudo ao molho e fé em Deus - O sentido da vida leonina


Pedro Azevedo

A gente já sabe do que a casa gasta, que o presidente é o que é, o treinador idém (mais "marxismo-leoninismo" com a equipa sub-virada para a esquerda e a abrir crateras à direita) e os jogadores idém aspas aspas, mas também não é necessário enviarem-nos um médico legista com vontade de apressar o óbito, não é assim? Num dos filmes dos Monty Python, "O Sentido da Vida", um dador recebe a visita de uns médicos que lhe pretendem extrair os orgãos para transplante. Ele bem alega que a doação só estava programada para acontecer após a sua morte, ao que os médicos lhe garantem que estão lá exactamente para garantir isso, que ele morre, começando a remover-lhe as vísceras a sangue-frio. Acaba assim por produzir-se uma subversão: ele morre em consequência de ser dador, não deixando porém de ser dador em consequência da sua morte.  

 

O filme dos génios de comédia britânicos é uma alegoria do que é o contexto do futebol português. Nesta fita do ludopédio tuga, Frederico Varandas, que por coincidência também é médico, desempenha o papel do incauto que julga estar a produzir um "statement" quando diz que há 3 formas de lidar com a derrota - com dignidade, histerismo ou cobardia - , não entendendo que está a dar luz verde(!) para que todo o tipo de diatribes ocorra sem que se possa pronunciar, refém que ficou das suas palavras anteriores.

 

Ontem, na Pedreira, o futebol português regressou à Idade da Pedra. Convenhamos que não haveria melhor local para tal acontecer, sendo certo que em Portugal a realidade supera muitas vezes a própria ficção. Nesse transe, foi possível ver um árbitro apitar uma falta de jeito a si próprio imediatamente após o avançado esloveno recém-contratado pelo Sporting se libertar de um adversário e se isolar para a baliza. O pobre do Sporar percebeu instantaneamente onde se veio meter, ele que abandonou a liga eslovaca para integrar uma liga eslovaca-louca onde há um boi à solta no Estádio Nacional que ninguém sabe bem quem é, e é impossível alguém que venha por bem ficar de pé perante a doença que se propaga à volta. A confirmá-lo, numa primeira fase os nossos começaram a ficar amarelados até que acabaram por sucumbir. 

 

No fim do jogo, o Neto, aparentando falar para fora, falou para cima. O presidente, aparentando falar para fora, falou para dentro, para os sócios. Se por um lado é fácil compreender que sem orgãos que deem poder ao corpo isto não vai lá, também não podemos nós ser incautos ao ponto de não entender que a estratégia de Varandas falhou por completo. E em todas as frentes, desde as "contratações cirúrgicas" aos 5 treinadores em pouco mais do que 1 ano, não esquecendo o "unir os sócios" e o aumento da remuneração dos administradores da SAD aprovado contra o voto unânime de todos os outros accionistas da sociedade após Dost ter sido dispensado com o argumento de alívio salarial (situação que aliás nos deixou com um único ponta de lança inscrito para atacar a primeira parte da época). Deste modo, só nos restam duas alternativas: ou agimos, ou ficamos em casa à espera do dia em que nos venham remover o cartão de sócio. "Time to say goodbye"? 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Max

31
Jan20

Ó "Evaristo", tens cá disto?


Pedro Azevedo

Matheus Nunes marcou este golo hoje em Coimbra. Na semana passada, no Estoril, fez a prodigiosa assistência que se pode observar no vídeo em anexo. É caso para perguntar: Silas, há melhor que o Matheus no plantel principal? O nosso treinador lá vai dizendo que Matheus está quase, quase, mas a hora parece nunca mais chegar a este "Pátio das Cantigas" (o Jesé que o diga, sem aspas)... 

31
Jan20

O senhor dos anéis


Pedro Azevedo

Nani, Bas Dost, Raphinha, Domingos Duarte, Matheus Pereira, Bruno Fernandes (Acuña que se cuide...) OUT! Rosier, Ilori, Eduardo, Jesé, Fernando, Neto (tanto nervosismo...) IN!

 

Vão-se os anéis, ficam os dedos? De que mão?

 

P.S. Ponta de lança? O Pedro Mendes já está inscrito e há um rapaz no Varzim (Leonardo Ruíz) que é nosso e é só o melhor marcador da 2ª Liga. Por falar em emprestados, lembram-se do Daniel Bragança? A ideia não era sair a jogar de trás? 

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28
Jan20

Tudo ao molho e fé em Deus - À noite em Alvalade


Pedro Azevedo

O fim de semana trouxe a triste notícia do desaparecimento de "Black Mamba", um dos melhores jogadores de sempre da NBA. Kobe era também um grande entusiasta de futebol e do AC Milan, consequência de aos 6 anos de idade ter acompanhado o pai, também profissional de basquetebol, quando este abandonou a NBA para jogar em Itália. A morte de Bryant fez-me pensar o que seria o desporto sem os grandes atletas e o quão importantes estes têm sido na divulgação e crescimento das diversas modalidades. É curioso, pois no Sporting há quem cultive o "zero ídolos", o que na prática vale por dizer que para alguns um Eduardo merece a mesma consideração que um Bruno Fernandes. Como nestas coisas sempre fui um bocadinho desalinhado com as tendências, apesar da noite chuvosa peguei em mim e desloquei-me a Alvalade para ver mais uma das putativas despedidas do Bruno.   

 

Peter Handke escreveu "A angústia do guarda-redes no momento do penalty", obra muito aclamada pela crítica. O austríaco, nóbel da literatura em 2019, não deve conhecer bem a realidade leonina. Se a conhecesse teria o guião perfeito para um novo Best Seller: "A solidão de um adepto num estádio de futebol". Em Alvalade habitualmente estamos sozinhos mesmo quando acompanhados por muita gente. O ambiente geral maniqueísta, o niilismo e o conformismo que perpassa as bancadas assim o determina, bem como a forma como se desprezam símbolos do clube como o hino que entoa com o jogo já a decorrer. Mas ontem o sentimento de solidão foi literal, tão poucos eram os adeptos nas bancadas: o "Hoje em Alvalade..." calou-se para descanso dos tímpanos massacrados pela habitual ruidosa verborreia proveniente dos altifalantes do estádio, mas segundo a SICn estiveram em Alvalade 12 788 espectadores, cerca de 25% da capacidade total do recinto. Enfim, a união parece estar a avançar a toda o gás. Desconfio é que o gás seja letal...

 

Exibição pobre, paupérrima até, apenas abanada com a entrada de Jovane Cabral. O caboverdiano, numa cruzada contra o preconceito da falta de qualidade da Formação, realizou mais em 20 minutos no campo do que todos os colegas (excepção talvez a Bruno) no tempo inteiro. Na retina ficou a construção do único golo validado do jogo - como diz o adágio popular, à terceira foi de vez - , uma série de fintas no espaço de uma cabine telefónica que culminaram num livre directo em posição auspiciosa e um remate que só o inefável Rui Costa - pois é, o amarelo não assenta bem a jogadores habituados ao clima temperado das ilhas - não viu ter sido deflectido pelo persa que habitou a baliza insular. A novidade foi o Borja ter marcado um golo. No resto do jogo dedicou-se ao inconseguimento habitual, alternando momentos de fulgor como deixar um adversário prostrado no relvado com tacadas na bola directas à linha lateral. Mas, ao fim de 365 dias por cá, já perdeu o medo de entrar na área. Chutou a 10 metros da baliza, com o guarda-redes no chão, e acertou na baliza. Logo foi incensado por todos e à saída até ouvi dizer que o Acuña já podia ir embora. Bem sei, estava uma chuva de molha-tolos...

 

O Sporar estreou-se. Não parece ser um Slimani como cheguei a ver anunciado em programas televisivos. Antes se assemelha a um Volfswinkel. Nas movimentações e na silhueta. Nota-se que procura o espaço, ataca a profundidade mesmo não sendo muito rápido e não é de lutar pela bola na área. Mas tem um remate forte e colocado e combina bem com os colegas. Dir-se-ia ser um avançado centro, não fora a denominação em Alvalade já estar tomada por um tal de Jesé.

 

O resto do jogo foi tão emocionante que me dediquei a pensar nas singularidades da vida lusa. (É o que me acontece geralmente quando o José Alvalade se transforma numa espécie de campo de desconcentração.) À atenção do Dicionário Priberam: em Portugal, semântica é sinónimo de conveniência. Senão, vejam bem: a discussão do momento é entre o que é um "hack" e o que é um "leak". Parece que o Rui Pinto é um "hacker" e o Assange publicou uns "leaks" provenientes de uns "whistleblowers". Depois, há dois tipos de "hackers", podendo até os dois coexistir na mesma pessoa. Por exemplo, o Pinto vira Robin dos Bosques aquando dos Luanda Leaks, mas é um perigoso pirata informático se estivermos a falar do Benfica. É o que médicos e criminalistas denominam de intrigante caso de bipolaridade cibernética. Entenderam? Eu também...

 

Uma última palavra para aquele senhor que tem sempre os máximos ligados quando faz os editoriais do Jornal Sporting: menos... (Iluminismo e iluminação não são bem a mesma coisa.)

 

Valha-nos que a relva ainda é verde...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Jovane Cabral

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22
Jan20

Tudo ao molho e fé em Deus - "Marxismo-Leoninismo"


Pedro Azevedo

Um homem pensa já ter visto tudo na vida até ao momento em que chega o dia em que se depara com a insólita situação de ter de observar a equipa por quem dispara o seu coração entrar em campo coxa e toda inclinada para a esquerda, qual Titanic à beira de afundar. De facto, do meio-campo para a frente só com uma ala, o Sporting pareceu um carro sem direcção(!), em sub-viramento constante para a esquerda. Dada a tendência, após o "keynesianismo-keizerismo" que marcou um consulado anterior, é caso para dizer que Silas instaurou o "marxismo-leoninismo". A coisa se não fosse trágica até daria vontade de rir. Afinal, o que nos resta fazer quando o nosso lado direito se transforma no prolongamento da A1 com a A3 e, após o rectificarmos ao intervalo com a entrada de Bolasie, o congolês se faz expulsar infantilmente ao fim de 15 minutos? 

 

Dizem-me alguns com olhos doces (olá Régio!) que o Sporting precisa de tempo, enquanto também eles procuram ganhar tempo. Mas não basta ganhar tempo, é preciso saber-se o que fazer com ele. Nesse sentido, o Sporting destes dias faz-me lembrar uma camisola que em tempos descobri na cidade brasileira de Natal e que tinha inscrita a seguinte mensagem: "comecei uma dieta e em duas semanas perdi... 15 dias".

 

Estamos fora das taças nacionais e no campeonato distamos 19 pontos do primeiro classificado. Olhando para a época passada, eu diria que o tempo não nos está a fazer nada bem. É que se me dissessem no Verão que ao fim da primeira volta estaríamos equidistantes em pontos de Benfica e Aves, eu julgaria que os avenses haviam sido comprados por um excêntrico multimilionário árabe estranhamente apaixonado pelos jesuítas do Concelho. Porém, a realidade é bem diversa e hoje ficou bem patente em Braga, onde durante todo o jogo o grande pareceu ser o Sporting local e não o (enorme) Sporting de Portugal. Porque se na etapa complementar ainda pode haver a desculpa da expulsão de Bolasie, no primeiro tempo o nosso lado direito foi um bar aberto que só não deu mais prejuízo devido aos brandos costumes da cidade dos arcebispos. (Já se sabe que bar aberto dá sempre confusão no fim e por 1 minuto já não fomos a tempo dos 'shots ' de penaltis.)

 

O Sporting é um clube cujo futebol se crê assentar sobre brasas. A Formação então deve estar assente num bico de bunsen. Por isso, não quisemos queimar o Demiral, o Domingos Duarte ou os Matheus, da mesma maneira que, com todo o enlevo, hoje também não queremos queimar o Quaresma. E, para não queimar os jovens da nossa Academia, vamos esturricando as sinapses dos dedicados Sportinguistas e depauperando as nossas frágeis finanças ao ritmo das "contratações cirúrgicas". No entretanto, não temos Quaresma mas já temos a Via Crúcis, o que não deixa de ser invulgar mesmo tendo em conta que se trata do nosso clube. As estações são catorze e nós já atingimos a trágica décima segunda. Resta esperar agora pela ressurreição (do clube, porque de Frederico Varandas apenas espero que com toda a dignidade retire as devidas consequências políticas). Haja fé! Sporting sempre!

 

P.S.1: 21 (de Janeiro) e uma capicua: 12 derrotas...

P.S.2: Até o santo do Mathieu, grande profissional e um senhor, já perde a cabeça...

P.S.3: No final do jogo, Mathieu deslocou-se ao balneário do Braga para pedir desculpa ao nosso ex-atleta Ricardo Esgaio. O gaulês, que no dia em que sair me vai deixar muitas saudades, apesar da inicial atitude irreflectida, mais uma vez demonstrou ser alguém portador dos verdadeiros valores do Sporting (se é que ainda alguém se lembra do que isso é).  

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

brunofernandesBRAGA.jpg

18
Jan20

Tudo ao molho e fé em Deus - Apocalypse mau


Pedro Azevedo

É complicado um homem chegar a uma idade adulta e descobrir que foi enganado pelo seu progenitor durante uma vida. O mesmo que desde tenra idade me afiançou coisas que aliás de tão verosímeis à época tomei como absolutamente axiomáticas, do tipo de o Sporting ser um clube diferente para melhor, o nosso fundador ter sido José Alvalade, ou o verde ser a cor da esperança. Até que um dia um homem acorda, choca de frente com a realidade e, enquanto coloca o penso (logo existo) na cabeça e induz o método cartesiano, vê a verdade passar-lhe perturbantemente pelos olhos. E nesse processo vislumbra um clube de niilistas, provavelmente fundado por um tal de Nietzsche, onde impera o vale-tudo, não se acredita em nada e a única Esperança é a filha de um consócio vindo de Marte. 

 

No actual estado de coisas, para muitos parece ponto assente que enquanto uma nave alienígena não aterrar em Alvalade, raptar parte dos ocupantes da Bancada Sul e levá-los para experiências numa galáxia distante que envolvam nuvens de poeira semelhantes a fuminhos, estrelinhas e outras cenas psicadélicas, Varandas continuará a presidir aos destinos do clube e estaremos condenados a (des)entendermo-nos. Imagine agora o Leitor que isso só acontecerá no ano 3000. Vai ser um fartote de famílias sportinguistas a fazerem a arvore geneológica à procura do último antepassado que viu o Sporting ganhar um campeonato. Ano 3000 em que se irão perfazer 998 anos sem ver o Sporting campeão. Pensem nisto apenas como uma ideia em construção, mas, se a única razão para manter Varandas, que curiosamente tal como Nitzsche é Frederico, é a repressão às claques, então talvez fosse melhor substitui-lo por algum sportinguista com as quotas em dia que actualmente integre o Comando Geral da Polícia de Segurança Pública. É que sendo certo que parte da Bancada Sul, com um comportamento que nos enche de vergonha, é hoje o seguro de vida de Frederico Varandas, importará saber o que será no futuro próximo o seguro de vida do Sporting. Desconfio que talvez passe pela fidelidade de sócios e adeptos ao clube e por um maior escrutínio aquando dos actos eleitorais. Só assim virá a bonança. 

 

O actual Mundo Sporting divide-se entre os que não aceitam opiniões diferentes sobre o que aconteceu no passado, os que não se entendem sobre o que está a acontecer no presente e os que discutem sobre o que virá a acontecer no futuro. Aparentemente, a única preocupação de sócios e adeptos é essa: divergir. E assim darem largas ao seu desporto favorito, o maniqueísmo, a grande marca do nosso ecletismo. Entretanto, numa realidade alternativa e sem grande relevância parece que o contador do Sporting-Benfica desta época está em 0-7. E estamos a 19 pontos do primeiro lugar no Lampeonato, ainda esta popular competição criada com o único propósito de glorificar o clube da Farmácia Franco vai a meio. Não que isto evidentemente cause qualquer tipo de preocupação, pelo contrário. Um sportinguista que se preze aguarda é pela abertura da London Stock Exchange para saber como estará a cotação do activo Bruno Fernandes. Lá está, tudo isso é um sinal de progresso: em tempos idos teria sido o LSD a nos fazer navegar para uma determinada percepção da realidade, agora é o LSE. Uma evolução, portanto, na linha de uma gestão de topo sempre à procura da inovação...

 

Se as claques são o seguro de vida de Frederico Varandas, teme-se que só Silas segure Tiago Ilori. Este - informação reputada de fidedigna que recolhi "à la carte" enquanto comia um bacalhau à braz numa tasca junto a um estúdio da TVI - , é um dos 4 Cavaleiros do Apocalipse que nos vem revelar no presente as coisas que acontecerão em breve à medida que se vai desenrolando o manuscrito já composto por sete selos vermelhos. 

 

Porém, estamos condenados a estar juntos. Podemos mudar de carro, de casa, de namorada ou namorado, de emprego, cidade, país, ou até de nacionalidade, mas a natureza do amor a um clube é incorruptível. Tão incorruptível que preferiremos sempre os sócios e adeptos moderados que nos criticam, porque nos corrigem, aos que nos elogiam, porque nos corrompem. Já o dizia Santo Agostinho e é bem verdade. Sporting sempre!

 

"Always look on the bright side of life"

 

Tenor "Tudo ao molho...": Marcos Acuña

 

P.S. Apocalyse=revelação

sportingbenfica (1).jpg

12
Jan20

Tudo ao molho e fé em Deus - Epidemias


Pedro Azevedo

Bruno Fernandes, Acuña e Mathieu são a equipa do Sporting, havendo ainda o Coates e o Vietto que funcionam como um placebo que nos faz sentir mais confortáveis. O Bruno, então, é meia-equipa. Saber que meia-equipa está a ser leiloada em Inglaterra é uma angústia que tira o sono até a um adepto com narcolepsia. Bem sei, os leiloeiros não são uma qualquer Christie's ou Sotheby's desta vida, mas sim uma Estrutura que nos dá boa-esperança com o seu trabalho invisível no futebol. Ainda assim a preocupação é legítima. O raciocínio é simples: se com a equipa completa estamos atrás de um clube recém-promovido à Primeira Liga, teme-se que sem meia-equipa o Famalicão se torne um gigante Adamastor. Neste transe, não tendo alternativa em termos de calendário e legitimamente defendendo os nossos interesses, enquanto não nos aventuramos na tentativa de dobrar esse cabo das tormentas, fomos treinar ali para os lados do Cabo Espichel.  

 

O treino foi uma boa mostra daquilo que nos espera no futuro próximo. Já sabíamos que tínhamos de fugir ao contágio da epidemia de gripe, mas nada nos preparara antecipadamente para gatos pretos agoirentos a passearem no relvado, adeptos desavindos nas bancadas ou apanha-bolas de máscara na pista, para não falar de presidentes desentendidos nos camarotes. No meio disto tudo, o jogo durante muitos minutos pareceu ser uma coisa acessória. Tão acessória que se não fosse o frio que se fez sentir no Bonfim este Vosso humilde escriba até teria entrado em REM, com pesadelos vividos de ver Bruno Fernandes a marcar os seus últimos golos pelo Sporting. Ainda assim, sonhando acordado, lá vi o Bruno a resolver um jogo que pareceu ganho mesmo antes de ser jogado e que esteve à beira de acabar empatado. É que se os de Setúbal, mesmo apenas com 4 titulares, tiveram de recorrer ao Brufen e Benuron, os nossos devem ter esgotado ao intervalo as doses de ansiolíticos. De tal modo que no segundo tempo não se percebeu se era o Sporting que estava em campo ou o Neuchatel "Xanax", o que se traduziu em algo como levarmos o nosso masoquismo ao sado. À conta disso sofremos um golo, estivemos à beira de levar outro e o Coates ainda teve de fazer uma falta que o impossibilita de jogar contra o Benfica e abre a torturante possibilidade de o Ilori o fazer. Como se não bastasse, o Vietto saiu a coxear. E assim, enquanto aguardamos a todo o momento notícias do Grande Prémio de Inglaterra em BF8 que sucede ao Grande Prémio do Mónaco da mesma modalidade disputado no Verão passado, excruciantemente esperamos pela próxima sexta-feira. Mas ainda há esperança: pode ser que o Benfica se compadeça com esta epidemia que desde o início da época grassa em Alvalade e aceite adiar o jogo... 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes

brunofernandeslusa10.jpg

10
Jan20

Gripe das aves


Pedro Azevedo

Histórico da gripe em Setúbal na última década

08/12/2018 Vitória - Benfica 0-1

07/04/2018 Vitória - Benfica 1-2

30/01/2017 Vitória - Benfica 1-0 (vacinas em dia?)

12/12/2015 Vitória - Benfica 2-4

12/09/2014 Vitória - Benfica 0-5

20/12/2013 Vitória - Benfica 0-2

26/08/2012 Vitória - Benfica 0-5

12/05/2012 Vitória - Benfica 1-3

06/02/2011 Vitória - Benfica 0-2

 

Confrontos entre Vitória FC e Benfica (Bonfim) nesta década a contar para a Liga - Saldo (Vitória FC): 9J, 1V, 0E, 8D 5GM-24GS 

 

O Castigo Máximo, não sendo empresa de representação de futebolistas, recomenda o seguinte catálogo de reforços de Inverno para o clube do Sado: o anglo-americano Brufen e os alemães Benuron e Griponal. Vão ver que será remédio santo...

 

N.A.: Brincadeiras à parte (as minhas sinceras melhoras a todo o plantel do Vitória, clube por quem tenho simpatia), Castigo Máximo tem vindo a apontar as incongruências do calendário da Primeira Liga. Pouco se jogou em Outubro e Novembro, e em Dezembro o campeonato parou durante 3 semanas. O nosso campeonato é o que está mais atrasado em termos dos Big6, razão pela qual agora terá de acelerar na quantidade de jogos. A isto o Sporting é alheio, descontando os votos que tem na Liga, os quais aliás são perfeitamente iguais aos dos sadinos. O apuramento do Sporting para a Final Four da Taça da Liga e a participação nas competições uefeiras rouba ainda mais espaço no futuro para a eventualidade de adiamento do jogo, para lá do que isso poderia consubstanciar de possível subversão da verdade desportiva (imagine-se que o jogo aconteceria na recta final do campeonato). Assim, por muito boa vontade que pudesse haver, o Sporting não pôde aceder ao pedido do Vitória, clube que a ter razão de queixa de alguém deveria ser da Liga e da sua excêntrica (para não dizer absurda e lesiva em termos de tesouraria para os clubes) calendarização. 

10
Jan20

Falam, falam...


Pedro Azevedo

A vida de um sócio ou adepto do Sporting (e do próprio clube) é como aquele sketch do Gato Fedorento: está sempre a ser confrontado com certas e determinadas situações, enquanto ao mesmo tempo há gajos que andam por aí e fazem trinta por uma linha e passa tudo incólume. E quando vimos lá de baixo e dizem-nos não sei o quê, chegamos cá acima e parece que não. Logo nós que como clube nos damos bem com toda a gente. Se calhar, o melhor é irmos fazer a vida para outros sítios, sítios onde inclusivamente a malta nos diz: - "Eh Pá, e tal, sim senhor!"

Falam, falam, falam, falam e eu não os vejo a fazer nada...

10
Jan20

Mercados


Pedro Azevedo

Tendo em conta o ambiente de crispação no Sporting, temo que a novidade do Mercado de Inverno seja um médio... oriente. (NA: escandalosamente roubado a Rui Rocha @runroc no Twitter.)

10
Jan20

Pacientes


Pedro Azevedo

A polémica à volta do próximo Vitória x Sporting não deveria incidir sobre o "quando" mas sim sobre o "onde". É que embora se compreenda o desejo de que o desfecho de um jogo entre uma equipa com uma epidemos viral e um clube que segundo o seu presidente tem um cancro lá dentro deva ter um Bonfim, o Hospital da CUF poderia ser uma melhor opção. 

06
Jan20

Tudo ao molho e fé em Deus - Dias inglórios


Pedro Azevedo

Consta numa certa mitologia encarnada que Prometeu roubou o fogo a Zeus para o entregar aos No Name Boys. Deste modo, o grupo desorganizado de adeptos benfiquistas deslocou-se a Guimarães para proceder à passagem de testemunho da tocha olímpica. O Barão de Coubertin deve ter ficado embevecido. Já Varandas, olimpicamente, ignorou o acontecimento, perdendo a oportunidade de alertar publicamente o governo que isto da necessária repressão às atitudes anti-desportivas e ao vandalismo associado ao futebol não é um assunto que diga só respeito ao seu clube. 

 

Enquanto uns veem glória em criar desumanidade, outros não verão glória nenhuma em viver o Sportinguismo com paixão. Não deverá ter sido com este sem-vontade que um dia José Alvalade fez nascer o Sporting Clube de Portugal, mas hoje o hino "O mundo sabe que..." voltou a ser entoado já com o jogo a decorrer, assim a modos como para cumprimento de uma mera formalidade protocolar e como tal destituído de alma ou identidade. 

 

Nunca é fácil ao Sporting deslocar-se ao Dragão e ter que levar com o vibrante apoio dos portistas à sua equipa. Tal reflectiu-se essencialmente nos primeiros 45 minutos, período em que o Porto dominou as operações a meio-campo. Não que os pupilos de Sérgio Conceição tenham criado grandes oportunidades de golo, pois apenas procuraram controlar os acontecimentos após o seu golo madrugador, mas com Doumbia e Wendel sempre atrasados a chegar à bola e as alas sem dinâmica pode considerar-se que o empate no marcador por via de um golo de Acuña em cima do intervalo era lisonjeiro para os leões. É verdade, o Acuña é que repôs a igualdade! O trauliteiro, irascível, louco mesmo, aquele que devíamos vender o quanto antes, o mal-amado em Alvalade que seria herói na Luz ou no Dragão. Aquele tipo de jogador com quem se ganha campeonatos, luxo a que devemos estar tão habituados que quaisquer 20 milhões no último Inverno (e menos actualmente, a fazer fé nos jornais) teriam sido suficientes para o levar com o consentimento e anuência de alguns dos nossos adeptos.  

 

No segundo tempo tudo mudou. O Sporting finalmente teve algum apoio proveniente das bancadas e Acuña, que já tinha marcado, desatou agora a assistir. Primeiro para Luíz Phellype, depois para Bruno Fernandes, finalmente para Vietto. Tudo desperdiçado ingloriamente. Pelo meio, assistido respectivamente por Bruno e Luíz Phellype, Vietto teve outras duas oportunidades igualmente não concretizadas, uma das quais com a bola a esbarrar no poste. Tanta falta de eficácia não augurava nada de bom e o Porto adiantar-se-ia de novo no marcador na sequência de um canto, com Soares a superiorizar-se nas alturas a Doumbia e a bater sem apelo nem agravo Max. Nada voltaria a ser igual. É certo que Coates ainda atiraria à barra, mas o Sporting já não mostraria mais a mesma clarividência e agressividade no desenvolvimento das jogadas, tendo até Max evitado o pior em duas ocasiões. Assim, o resultado já não seria alterado.

 

Silas fez o melhor que pôde com a matéria-prima que lhe ouseram à disposição. A equipa bateu-se com brio e foi abnegada, nunca se poupando a esforços. Mas é facilmente constatável que falta qualidade global. É certo que Mathieu, Bruno Fernandes e Acuña mostram ter muita qualidade, mas falta quem os acompanhe ao mesmo nível: Vietto é um jogador de espaços curtos, com boa técnica, mas mais uma vez mostrou não ter golo, Bolasie é tão esforçado como tosco, Doumbia não tem tempo adequado de entrada aos lances, Wendel é muitas vezes inconsequente, Luíz Phellype passa muito tempo sem bola porque a equipa não privilegia os seus apoios frontais (isolou Vietto numa das poucas ocasiões em que a equipa o serviu desse modo) e Ristovski e Coates têm uma atitude muito profissional, mas não são excelentes. Max, apesar dos muito bons sinais, ainda é só uma promessa. 

No entanto, faz sentido questionar a razão pela qual Pedro Mendes não foi convocado. Não havendo outro ponta de lança para além de Luíz Phellype, Silas preferiu incluir um "avançado centro" como Jesé em detrimento do jovem que viria na véspera a confirmar nos sub-23 os seus dotes de goleador. Evidentemente, o espanhol viria a ser a nulidade do costume, desta vez procurando mais o confronto com os adversários do que com a bola. Também não se compreendeu muito bem porque é que Plata se foi posicionar atrás do ponta de lança, permanecendo Vietto na ala, quando as características de ambos recomendariam o inverso. Até a obstinação em subvalorizar Matheus Nunes face a Wendel, Miguel Luis e até Eduardo pode e deve ser chamada à colação, pelo que Silas ainda tem muito a experimentar antes de dizer que precisa de mais gente para ajudar. O que não invalida que escasseiem opções de qualidade para fazer muito melhor com o plantel que tem. Como Keizer não tinha, aliás. E disso, um e outro não serão certamente os responsáveis, 40 milhões de investimento depois. 

 

Voltámos ao quarto lugar no campeonato e estamos a mais pontos do primeiro (16) do que da zona de despromoção (13). Em condições normais tal seria considerado alarmante. Mas nós estamos concentrados em limpezas. É o que nos dizem: é preciso limpar. Eu entendo. O problema é que, aparentemente, a limpeza está a tornar-se inconciliável com a boa gestão desportiva, o que é pena não ter sido compreendido pelos sócios aquando do acto eleitoral. É que bastaria terem escolhido a Servilimpa e a coisa naturalmente teria saído mais barata. E surgem receios de que a limpeza não fique pela curva sul, temendo-se que não mudando a gestão do futebol cada ocupante das restantes bancadas se comece a limpar a si próprio até ao ponto em que Varandas já não tenha ninguém para limpar. Nesse momento terá de chamar alguém de fora para o limpar a ele e a limpeza ficará concluída. A maçada é que o Sporting, como o conhecemos desde sempre, também. Entretanto, o Rabbani não ficou sequer para as rabanadas, o Raul José mandou uns avisos à navegação e o projecto desportivo dá efusivos sinais de não se estar a sentir nada bem, o que é uma prosopopeia que se calhar não tem o estilo suficiente num clube onde o projecto desportivo é uma figura da mitologia que geralmente precede uma tragédia grega com peripécias tão devastadoras que transformam aquelas que Eurípedes, Ésquilo ou Sófocles mostraram ao mundo em inócuos contos para meninos. Agora só falta vender o Acuña e o Bruno, reformar o Mathieu e investir num satélite do Manchester City. Aí, sim, estarão alinhados os planetas e o Sporting não voltará a macular ninguém.

 

Entrementes, algures no espaço:

"This is Major Tom to Ground Control, I'm feeling very still" - Space Oddity

 

Tenor "Tudo ao molho...": Marcos Acuña (enorme!!!)

Acuna4.jpg

01
Jan20

A Liga


Pedro Azevedo

Começa um novo ano, e com tal efeméride lembramo-nos que em Portugal há uma competição denominada de Primeira Liga, o nosso campeonato nacional. Uma prova de regularidade em que a frequência de jogos nada tem de regular. Por exemplo, em Outubro quase não se jogou, em Novembro o campeonato parou 3 semanas e desde o dia 16 de Dezembro que não se joga. Curiosamente, desde que em Portugal foi declarada a trégua de Natal, em Inglaterra disputaram-se 4 jornadas da Premiership, o que tudo somado faz com que em terra de sua majestade a Raínha Isabel a principal competição já vá na 21ª jornada. Nós, por cá, vamos na 14ª... "Devagar, devagarinho se vai à Ribeira Grande", e não pode haver muitos jogos de seguida porque os treinadores portugueses começam logo a queixar-se da intensidade do calendário e que não têm tempo para treinar. É que treinar obriga a muito estudo. Por exemplo, não é fácil passar noites em claro à frente de um terminal da Carris a ver como os funcionários da empresa arrumam os autocarros, algo que 70% dos treinadores da 1ª Liga dedica-se a replicar num campo de futebol. Claro está que quando um dia regressar o campeonato as equipas perdedoras nessa efeméride queixar-se-ão de falta de ritmo de competição, o que também está bem. Afinal, se dar desculpas é o passatempo favorito dos portugueses, por que razão os nossos treinadores haveriam de ser diferentes? 

 

Dizem que o futebol deixou de ser um espectáculo para ser um negócio? Só se for no estrangeiro, em Portugal um negócio é que não é. Até porque um negócio implica consumidores, e a vontade de dirigir o foco para estes não faria um campeonato nacional parar tantas vezes ao ponto de nos esquecermos que essa competição existe. Em países como a Alemanha existe a paragem de Inverno por as condições climatéricas serem muito adversas à prática do futebol; em Portugal, país abençoado com um clima temperado, fazemos a pausa de Inverno e a de Outono. E como no Verão o campeonato já acabou, basicamente só não se pára na Primavera. Na verdade, o nosso campeonato é como a Prima Vera, aquela prima distante que vemos poucas vezes ao longo do ano. E quando os nossos emigrantes nos visitam no Natal não há campeonato. Não, imediatamente antes da paragem, preferimos fazer uns joguitos a contar para a Faca na Liga, perdão, Taça da Liga, que é assim uma coisa capaz de criar um entusiasmo semelhante a observar o salto de uma pulga. 

 

Os clubes, que aprovam regulamentos e elegem direcções da Liga, são os grandes culpados. Habitualmente há jogos onde nem 1000 espectadores estão presentes, não existe centralização na Liga dos direitos de TV, as assimetrias entre grandes e pequenos/médios são bárbaras devido à diferença de orçamentos, a intensidade dos jogos ressente-se disso, existe uma dependência notória dos clubes inferiores com tudo o que isso pode significar em termos de se desvirtuar o espírito da competição e a solução para tudo isto é o campeonato parar e não haver receitas. Uma e outra e outra vez. Um campeonato que, nos moldes actuais, também ele pouco sentido faz, com meia-dúzia de equipas que efectivamente joga para ganhar e todas as outras à procura de não perder. 

 

Mas há quem defenda isto. Inclusivé, apontado ao bom desempenho luso este ano na UEFA. É como ver o topo de uma montanha e ignorar o resto, ou elogiar o fraque do cavalheiro sem cuidar que está de tanga e descalço. Aliás, se continuarmos neste ritmo super-intenso no campeonato nacional, estou convencido que um clube português vencerá a Liga Europa. Pudera, todos fresquinhos enquanto os outros se andam a desgastar por essa Europa fora... E com muito tempo para treinar... o encanar a perna à rã.

 

UM ÓPTIMO ANO DE 2020 A TODOS OS LEITORES DE CASTIGO MÁXIMO E, EM ESPECIAL, A TODOS OS SPORTINGUISTAS!!!

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