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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

Castigo Máximo

05
Dez19

Tudo ao molho e fé em Deus - Auto da fé


Pedro Azevedo

O Sporting voltou a Barcelos para jogar com as reservas(!) do Gil Vicente e novamente encenou o clássico auto da barca do inferno, apenas interrompido por "un grand finale" de auto da fé protagonizado pelo habitual génio da lâmpada (Philips, o PSV que o diga), Bruno Fernandes, o anjo que conduziu a barca, os seus tripulantes, Silas, a Estrutura e todos os passageiros adeptos Sportinguistas até porto seguro, mostrando conhecer bem o significado do símbolo que leva ao peito. Diz-se que Deus se move de uma forma misteriosa, e isso talvez explique a razão pela qual um anjo cuja permanência entre nós alegadamente estragou elaboradíssimos planos da pólvora (seca?) para a época acabe por sistematicamente a todos resgatar das trevas...  

 

O jogo não diferiu muito do anterior, espaçado que foi de apenas 3 dias. A nuance foi que Silas preferiu apostar num onze muito semelhante, submetendo os seus jogadores a um esforço maior e não rodando a equipa - tirando Bruno, Acuña, Mathieu e, vá lá, Coates será que faz assim tanta diferença quem jogue? - , e Vitor Oliveira mudou praticamente tudo. O défice de condição de alguns futebolistas ficou bem patente quando Wendel pareceu guiar um Mini perante um gilista que circulava de Ferrari sobre a direita do ataque da equipa de Barcelos. O Sporting voltou a mudar de táctica, partindo de um duplo pivot mas com uma definição tão confusa mais à frente que até fez a aprendizagem do mandarim parecer fácil comparativamente. Silas concedeu mais uma boa oportunidade a Miguel Luís e voltou a dar minutos a Rafael Camacho, em ambos os casos com os (não) resultados do costume. Em contrapartida, Matheus Nunes (não jogou nos sub23) voltou a não ser utilizado e logo na competição desenhada para que os jovens possam ser testados, algo pouco compreensível. O mesmo em relação a Rodrigo Fernandes, um miúdo atirado às feras num jogo de campeonato e substituído ao intervalo para não mais voltar à equipa. E no fim Silas ainda se queixa de ter muitos jogos (para que serve um plantel vasto e com um custo muito superior ao que a nossa realidade poderia acolher?)... Por outro lado, vejo o Fernando, uma contratação (empréstimo) literalmente curúrgica, a provocar um "traumatismo ucraniano" ao Bruno Tavares, que vê a sua progressão nos sub23 estagnar para que o brasileiro possa ganhar ritmo. Haverá certamente uma racionalidade nisto tudo, mas deverá ser de tal forma inteligente que eu não a compreendo. 

 

Qual é a política desportiva do futebol do Sporting? Recuperar jogadores para o PSG e o Shakhtar Donetsk? Vender qualidade e comprar banalidade? Renunciar à sua matriz formadora e não lançar os jovens perante os conhecidos constrangimentos financeiros e de tesouraria? Até quando teremos jogadores de qualidade cuja venda seja capaz de sustentar o défice brutal de exploração da SAD? E quando tivermos vendido a última pérola, o que fazer, qual o nosso desígnio? Apostar definitivamente na Formação e baixar significativamente os custos com pessoal ou ser uma barriga de aluguer para clientes de luxo? Tudo isto carece de explicação, se é que há alguma. Até lá há que ter fé. Mas do tipo de auto da fé de Gil Vicente interpretado por Bruno Fernandes, não do tipo de auto de fé onde quem critica sustentado em factos que compõem uma realidade (e não uma percepção) possa ser tratado como um herege no mundo do leão e misturado por entre vários epítetos com outras realidades bem diversas. É que para lendas e narrativas basta-me o Herculano, esse pelo menos era um mestre da palavra com quem se podia aprender alguma coisa.  

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes. Destaques, pela positiva para Coates (o Ministro da Defesa esta noite), Neto e Vietto (duplamente bem no segundo golo) e pela negativa para Acuña, um jogador que volta a mostrar sinais de nervosismo extremo na vizinhança da abertura de nova janela de transferências (será coincidência?). 

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27
Set19

Tudo ao molho e fé em Deus - Geometria de Murphy


Pedro Azevedo

O Porto campeão europeu de Mourinho jogava com 3 médios de perfil e ganhou tudo. O Sporting da primeira época de Keizer jogava com 3 médios de perfil e ganhou duas taças. Na segunda época, com a integração de Vietto, o holandês começou a recorrer à geometria. Primeiro pediu a Wendel que fechasse mais na interior esquerda, o que na prática motivou um triângulo a meio-campo de cariz defensivo. Insistindo no argentino - dado que a experiência anterior não correu bem na pré-época - , Keizer montou a Táctica do Quadrado, com Wendel e Doumbia em linha atrás e Bruno e Vietto em linha à frente, o que na prática se revelou tão mortífero para si quanto um suicídio assistido. Ex-treinador do Ajax despedido, chegou Leonel Pontes. E ao segundo jogo implementou o losango. Três derrotas consecutivas depois, os gregos que me desculpem, mas estou farto de geometria. Axiomático como Euclides, Leonel utilizou o método de exaustão de Arquimedes para desesperar os adeptos leoninos, o que não terá desagradado aos espíritos de Sófocles, Eurípedes ou Ésquilo esta noite presentes nas bancadas de Alvalade, que certamente terão recolhido bom material para uma tragédia grega.  (Ou quando o andar a brincar à geometria se associa à Lei de Murphy e cria o caos.)

 

O Sporting tem um plantel desequilibrado e escassos jogadores que façam a diferença. Apesar disso, tinha algumas rotinas no 4-3-3. Com pouquíssimo tempo de trabalho, Leonel ousou mudar isso. Correu-lhe muito mal. Curiosamente, em contraciclo com a hiper-inflação de alas que resultou de um Mercado de Verão perfeitamente caótico para o leão, responsabilidade primeira que tem de ser assacada a Frederico Varandas e à famosa Estrutura. De betão armado (em parvo, quer-me parecer). 

 

O Sporting perde na mesma época em casa duas vezes contra o "mighty" Rio Ave. Depois de também ter sido batido em Alvalade por outro "gigante" (o recém-promovido Famalicão), em jogo onde foi humilhado no segundo tempo tal como na Supertaça. Leonel diz que não pode fazer milagres, mas a própria sequência de resultados em si é miraculosa. Para os nossos adversários, obviamente.

 

Já fora da luta pelo campeonato, com o habitual brilharete na Taça da Liga comprometido e à beira do quinto treinador em apenas 1 ano (é obra!), Frederico Varandas tem sido um factor de instabilidade para a equipa de futebol do clube. Ao ponto de neste momento ter um prazo curto para realizar uma tarefa: desatar os nós que ele próprio criou. Tarefa essa que não se afigura fácil quando o mercado está fechado, Daniel Bragança, Francisco Geraldes e Matheus Pereira emprestados e Domingos Duarte vendido; em contrapartida, existe um claro excesso de alas, insuficiência de pontas de lança, jogadores longe do pico de carreira, equipa em défice de condição física alarmante e falta de qualidade geral (14 contratações e 40 milhões de euros investidos depois).  Salvam-se Bruno Fernandes, Acuña, Mathieu, os de sempre. E pouco mais.

 

Esta noite, com uma equipa mista de titulares e de segundas linhas, o Sporting perdeu com as reservas do Rio Ave. Jogadores a chocar no campo uns com os outros, erros defensivos de principiante de Ilori e Rosier, "inconseguimento" total de compreensão do que é o jogo por parte de Borja, abaixamento de forma de Wendel, recidiva de lesão de um jogador recém-regressado de paragem prolongadíssima (Battaglia) que é obrigado a fazer dois jogos no espaço de 3 dias perante a complacência da "Unidade de Performance" são tudo motivos de preocupação. Some-se o ar de desespero de Bruno Fernandes, o homem que carrega o nosso céu nos ombros há tempo de mais, o qual se encontra visivelmente à beira de um esgotamento ou ataque de nervos, e será caso para declarar o estado de emergência na nação leonina. Digo eu, pois Varandas não sei se já estará preocupado. Até porque, ao fim de duas vitórias, dois empates e cinco derrotas em nove jogos, é certo que irá continuar a ouvir elogios e sentir pancadinhas nas costas dos dirigentes de clubes nossos rivais...

 

Sem resultados desportivos, aposta na Formação ou tesouraria, "quo vadis" Sporting?

 

Venha o Tiririca, pior que 'tá, não fica!

 

Tenor "Tudo ao molho...": os poucos adeptos (uns heróis!) que, acorrendo a Alvalade, se concentraram exclusivamente em apoiar a equipa de futebol do Sporting Clube de Portugal.

 

P.S. Independentemente dos resultados obtidos na equipa principal, espero sinceramente que se reunam as condições (e a motivação do próprio) para que Leonel Pontes possa continuar o bom e importante trabalho que estava a desenvolver nos Sub-23, o que não pode ser considerado menosprezante. O Sporting não pode continuar de costas voltadas para os escalões de formação e Leonel parece ser um homem talhado para artífice dessa última linha de produção da "Mina de Diamantes" de Alcochete.

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28
Jan19

Faca na Liga


Pedro Azevedo

Na última semana, o futebol português teve a sua sede em Braga. A pretexto da Final Four da Taça da Liga, o presidente da Liga, Pedro Proença, convidou os clubes para uma reflexão sobre o futebol português. Interrogado por repórteres no final do jogo decisivo da Allianz Cup, Proença declarou, em jeito de balanço, que "tudo correu muito bem". Mas correu?

 

Comecemos pelos presidentes e pelo que deixaram transparecer: António Salvador disse de um árbitro o que Maomé não afirmou sobre o toucinho, Frederico Varandas classificou as três reacções à perda de um jogo no contexto do futebol português como de "dignidade, histeria e cobardia", e Luis Filipe Vieira pediu a cabeça do "varíssimo". Só Pinto da Costa manteve a boca fechada. Atenção, com esta resenha não estou a concentrar as criticas no que foi dito, muito menos no presidente do Sporting (expressou a realidade) que se não tem falado iria ouvir muitos reparos de adeptos e sócios sportinguistas (preso por ter cão, preso por não ter...), mas apenas sensibilizar no sentido em que isto traduz o actual ambiente à volta do jogo em Portugal, perante o qual não se deve assobiar para o ar.  

 

Dos treinadores também se ouviram os ecos: Abel Ferreira foi (a)bélico, de punho fechado contra a mesa, ar esgazeado, bramindo a voz contra a arbitragem do jogo do Braga. Sérgio Conceição reendereçou a medalha de finalista para as bancadas e tomou a iniciativa de retirar a sua equipa do relvado quando o Sporting se preparava para subir à Tribuna para receber a taça. Mesmo Bruno Lage disparou um timido "entre o é e o não é há uma diferença enorme". Apenas Marcel Keizer se conteve, ele que viu a sua equipa ser coroada como campeã de inverno.

 

Todos estes sinais demonstram à evidência que as coisas não estão bem e que dificilmente melhorarão se não forem tomadas medidas e/ou se as entidades competentes não agirem, sob pena de a violência verbal se continuar a alastrar aos adeptos até ao limite da insanidade e da violência física. Certos comportamentos em conferências de imprensa são absolutamente inadmissíveis e outros demonstram uma falta de "fair-play" que não se coaduna de forma alguma com o espírito das grandes competições.

 

Pegando no caso de Sérgio Conceição, alguém imagina as principais ligas europeias, ou a UEFA, contemporizarem com a ausência de uma das equipas na hora da entrega de um troféu? No futebol existem geralmente 3 resultados possíveis, numa final apenas dois. Quem não está preparado para perder, também não saberá ganhar. Há que perceber que, num determinado dia, uma equipa pode ser melhor do que a nossa ou, simplesmente, ter mais sorte. E isso deve ser aceite por todos, na medida em que, fazendo-o, se está a dignificar a própria competição. Sérgio, de alguma maneira, até o reconheceu na análise ao jogo, infelizmente não o fez pelos actos. Acresce que, ao dizer que o adversário não precisava da presença do Porto para levantar a Taça, Conceição nega o espírito que devia nortear as grandes competições, de honra aos vencidos, glória aos vencedores. Porque a vitória do Sporting tem outro mérito por haver outra equipa igualmente bem preparada, como é o caso do Porto, que poderia perfeitamente também ter triunfado. Nesse sentido, abandonar o relvado na hora da consagração do rival é sair sem honra nem glória. E é não saber valorizar o esforço da sua equipa para tentar atingir a glória e a própria competição. Maus sinais, portanto. Por isso, Sérgio Conceição, treinador com quem até simpatizo, desta vez esteve mal. Muito mal. É tempo de arrepiar caminho e todos, efectivamente, reflectirem - mais evidências e menos aparências - , pois o futebol português não pode estar sitiado por um conjunto de "bullyers" que condicionam a atitude dos adeptos - hoje mais mobilizados "politicamente" do que pelo amor ao belo jogo - e não deixam vir à ribalta os verdadeiros protagonistas: os jogadores.

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28
Jan19

Tudo ao molho e fé em Deus - Taça Durex


Pedro Azevedo

Estive aqui a reflectir - o marketing é uma actividade que estimula e em mim exerce um grande fascínio - e proponho que, depois de Taça Senhor Lucílio Baptista e de Taça da Carica, passemos a designar esta competição como Taça Durex. Isso mesmo! É que sempre se evitavam tantos "penáltis" (o encanto da liga, e tal...), não é verdade? 

 

Como as coisas estão - "penáltis" a toda a hora -, esta denominação oficial de Allianz Cup soa um bocadinho a publicidade enganosa, pois ficam todos a pensar que estão a jogar pelo seguro...

 

27
Jan19

PetroMAX


Pedro Azevedo

Num jogo em que os adeptos leoninos tributaram o seu apreço a uma série de heróis improváveis -  Diaby, Renan (outra vez!!), André Pinto - é justo destacar a prestação de Radosav Petrovic. O sérvio não hesitou - ademais depois de um primeiro sacrifício pela equipa, tendo entrado para jogar fora da sua posição natural - em permanecer em campo mesmo sabendo que tinha o nariz partido. É impossível ignorar o seu foco princípal na altura em que o infortúnio lhe bateu à porta: "deem-me uma camisola" passará justamente à história como a marca mais brilhante da sua presença entre nós, feita da determinação extrema com que ontem à noite iluminou toda a equipa. Com toda a justiça.

 

De patinho feio a belo cisne (ainda que de nariz torto), ou como uma exibição feita de sacrifício, abnegação e comprometimento com o grupo e o clube merece o aplauso deste sócio. Esforço, dedicação, devoção e glória, assim é o Sporting Clube de Portugal!

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27
Jan19

7-3 em oportunidades de golo (ah e tal, o domínio do Porto...)


Pedro Azevedo

Se bem que o Porto, por mérito próprio e por vicissitudes que acometeram ao Sporting, tenha dominado uns bons 30 minutos da segunda parte, a verdade é que a equipa leonina teve bastantes mais oportunidades de golo. Assim, para além dos golos, enquanto o Porto só criou perigo em duas finalizações de André Pereira, o Sporting poderia ter marcado por Nani e Raphinha (duas ocasiões cada), Bruno Fernandes e Bas Dost. Isto é o que nos diz a inexorável frieza dos números...

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27
Jan19

Tudo ao molho e fé em Deus - O Inverno do nosso contentamento


Pedro Azevedo

Confesso que não estava especialmente confiante antes do jogo. Vendo e ouvindo a antevisão televisiva, nos vários canais, pior fiquei: a média das probabilidades a nós atribuídas era a alegria dos cemitérios de um sportinguista.

Com esta carga em cima, sentei-me à frente do televisor. Sintonizei a SportTV. Os comentários iniciais foram no mesmo sentido, como se o jogo já tivesse terminado antes mesmo de ter começado e o que nos fosse dado a assistir daí para a frente, uma mera formalidade.  

 

Passado um curtíssimo ímpeto inicial portista, o Sporting pegou no jogo. Incrédulo com o que via no relvado, o comentador tardou a dar o braço a torcer. Pelo menos muito mais tempo do que André Pinto ou Petrovic demoraram a dar o nariz a partir. A verdade é que as melhores oportunidades no primeiro tempo foram dos leões. Com a excepção de uma cabeçada de André Pereira, todos os lances de perigo foram nossos, destacando-se dois remates desenquadrados de Nani, uma carambola em Raphinha que quase tomava o rumo da baliza e um livre de Bruno Fernandes a tirar tinta ao poste, em jogada precedida de um cartão amarelo-alaranjado atrbuído a Felipe. Perante isto, o senhor da SportTV disse que o Sporting tinha conseguido equilibrar o jogo. (Não tenho a certeza, mas talvez não fosse má ideia entregar a decisão das partidas ao senhor comentador da SportTV. Assim, ambos nos poupávamos ao incómodo: nós, de ver os jogos; ele, de ter de se interrogar porque é que tudo correu ao contrário da sua lógica das coisas.)

Entretanto, o árbitro mostrava total desprezo pela "lei da vantagem" e dava cartões conforme a vontade das bancadas, para o efeito transformadas num circo romano de polegares para cima e para baixo consoante a vontade da maioria ruidosa. Em consequência, Acuña viu um amarelo incompreensível e Keizer, assustado, no reatamento decidiu colocar Jefferson no lugar do argentino. 

 

A troca dos laterais esquerdos abria uma perspectiva tenebrosa para o segundo tempo e a expectativa não saiu gorada: entre ajoelhamentos defensivos e perdas de bola no ataque, o brasileiro contribuiu da forma habitual para a (hiper)tensão deste adepto. O que isto foi de dar de fumar à dor (até à exaustão)...Para piorar o cenário, o "soundbyte Abel(ico)" de que o futebol não é basquetebol produziu efeitos e André Pinto caiu por terra - sangrando abundantemente do nariz - após uma cotovelada de Marega, tudo sem qualquer admoestação de João Pinheiro. Sem centrais no banco entrou Petrovic, o qual pouco tempo depois também se magoou na mesma zona. O jogo voltou a ficar interrompido, o sérvio esteve fora do campo a ser assistido (Miguel Luís chegou a estar de prevenção para entrar, de forma a que Gudelj pudesse recuar para a defesa), e as várias adaptações em tão curto espaço de tempo criaram alguma desestabilização (e mesmo pontual desorientação) na equipa leonina. O Porto, liderado por Brahimi, aproveitou, embora sem criar grande perigo, excepção feita a nova cabeçada de André Pereira, desta vez para defesa de Renan Ribeiro. Até que, num lance onde Gudelj estava muito metido na área e Wendel demorou um pouco a fechar, Herrera rematou praticamente sem oposição. O tiro não saiu colocado, mas Renan calculou mal a trajectória e deixou a bola ressaltar para a frente, proporcionando a recarga vitoriosa do recém-entrado Fernando. 

 

A perder a 10 minutos (mais descontos) do fim, Keizer arriscou o que pôde - já só tinha uma substituição possível - e trocou Gudelj por Diaby, recuando Nani para organizar o jogo com Bruno Fernandes. Sob a batuta dos capitães, o Sporting tomou as rédeas da partida e começou a ameaçar as redes de Vanã. Eis então que, num lance insólito, Diaby antecipa-se na área a Oliver e é carregado por este, em jogada sem perigo iminente. João Pinheiro não viu, mas o BiVAR (é verdade!!) chamou-lhe a atenção. Após visionamento das imagens, assinalou "penalty". Bas Dost converteu, igualando o marcador. O Sporting podia ter decidido o jogo ainda no tempo regulamentar, mas Vanã salvou miraculosamente o Porto ao defender um remate de Raphinha que concluiu uma assistência soberba de Bruno Fernandes. 

 

Seguimos para "penáltis" e o Sporting voltou a falhar primeiro. Após novo golo de Dost, Coates repetiu o falhanço da semi-final. Mas Renan tornava a baliza pequena e Militão escolheu (acertar no painel d`) a Super Bock. Bruno marcou com a classe do costume, e quando Hernâni partiu para a bola comentei para o lado que iríamos ganhar. Estatisticamente, os canhotos geralmente cruzam a bola nos penáltis e Renan também assim o pensou e defendeu. A conversão de Nani deixou-nos muito perto da vitória. Ficámos com duas hipóteses em aberto para ganhar o jogo: se o Porto falhasse a penalidade seguinte, ou Raphinha convertesse a última, o Sporting ganharia. Para sossego do meu coração, Felipe acertou no travessão e começou a festa. Abracei todos os que estavam à minha volta e já não ouvi os comentadores, mas admito que tenham tido uma noite longa a explicar como o Porto perdeu um jogo antecipadamente ganho. Deve ter sido coisa para um certo monólogo shakespeariano que envolve a constatação de que a consciência tem um milhão de diferentes vozes...

 

Na Pedreira, o Sporting levou a Taça e Keizer ganhou o seu primeiro título como treinador. Foi a segunda vitória consecutiva dos leões na competição, com a curiosidade dos 4 jogos da Final Four terem sido ganhos por penáltis. Já se sabe, connosco é sempre a sofrer até ao fim. Destaque-se também que ganhámos os últimos 8 jogos (!!) de mata-mata disputados contra o FC Porto (ninguém diria, pois o tratamento dispensado pela CS foi sempre de "underdog"), o que nos torna já numa espécie de São Jorge (proponho-o para padroeiro do clube) para os dragões, mesmo que neste caso tenhamos tido menos um dia de descanso e a erosão psicológica adicional de uma (prolongada) série de grandes penalidades. 

 

E assim, ao contrário das primeiras linhas de Ricardo III - "(Este é) o Inverno do nosso descontentamento" - , ou do livro homónimo de John Steinbeck, somos os CAMPEÕES DE INVERNO!!!

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes (mas "Renan é grande", como disse Dost). Num segundo plano, Petrovic, Coates e Nani (quando passou para o meio) estiveram acima dos restantes. Destaque ainda para Diaby, providencial ao ganhar a grande penalidade.

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26
Jan19

Aí leões!!!


Pedro Azevedo

O jogo não será no (Estádio do) Lima, mas sim na Pedreira. (Pedra lascada, portanto.) Infelizmente, não estará lá presente, pelo menos fisicamente, aquele que considero o melhor actor português de sempre, o sportinguista António Silva, a quem aqui singelamente homenageio. De um leão da Estrela para O Leão da Estrela, com o desejo ardente de que saiamos vitoriosos. Aí leões!!!

 

P.S. Ó Barata (Erico Braga), desculpa lá qualquer coisinha, mas vai ter de ser...

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24
Jan19

Tudo ao molho e fé em Deus - Brexit/Braxit


Pedro Azevedo

"You like potato, I like potahto

you like tomato, I like tomahto

potato, potahto, tomato, tomahto.

Let`s call the whole thing off" - Louis Armstrong

 

A decisão foi adiada o mais possível, mas finalmente terminou o impasse: Brexit ou Braxit, o Braga está fora da Taça da Liga. Aos bracarenses de nada lhes valeu um bíblico Abel, ou mesmo um Salvador, pois na hora da verdade quem passou à história foi Renan (um herói). 

 

Tive sentimentos mistos ao ler a constituição de equipa do Sporting. Por um lado, fiquei contente por ver que tínhamos reforçado o nosso PH (Raphinha e Luíz Phellype), por outro triste pelas ausências de Geraldes (banco) e de Jovane (bancada). Quem estudou química sabe que um maior PH aumenta a basicidade, de alguma forma aquilo que nos atraiu no jogo posicional ("keep it simple") de Keizer. Por relação simétrica, também diminui a acidez (nossa), mas não impede a de quem connosco interage, podendo até dar azia, algo que foi particularmente visível na "flash-interview" de Abel Ferreira, sempre useiro e vezeiro (e agora, não Peseiro) a destilar a sua bilis quando defronta o Sporting. É que por muito que se peça lucidez, no laboratório do futebol português nada se passa a temperatura e pressão constantes e, como veem, está tudo ligado...

 

Não desprezando que jogava em sua casa, na Pedreira - no final, o Abel e o Salvador fartaram-se de "partir pedra" -, a verdade é que durante os 90 minutos o Braga foi mais equipa. Logo a abrir, demasiado espaço entre as linhas defensiva e média leoninas permitiu à equipa liderada por Abel encontrar um homem solto de marcação (João Novais) à entrada da área e com tempo para mostrar a sua qualidade de passe. Do cruzamento resultaria o golo de Dyego Sousa. Ainda mal refeitos, os leões estiveram quase a sofrer outro golo de seguida. Valeu a mancha de Renan perante Wilson Eduardo. O Braga era mais intenso e os seus jogadores chegavam naturalmente primeiro à bola. Quando isso não acontecia, Manuel de Oliveira marcava falta contra o Sporting, como numa entrada de Bruno Viana a fazer lembrar aquela música do Psycho Killer, dos Talking Heads. Passou mais de um quarto de hora até finalmente os comandados de Keizer levantaram a cabeça. O protagonista foi Raphinha. O brasileiro tomou-lhe o gosto e voltou a ter uma soberana oportunidade após soberba assistência de Nani, mas falhou o chapéu a Marafona. Adivinhava-se o golo do Sporting, mas antes ainda tivemos o primeiro momento de excesso de zelo do jogo, quando o árbitro deixou seguir isolado para a baliza um jogador bracarense que já se encontrava em Guimarães no momento em que lhe passaram a bola. Bem sei que as regras mandam prosseguir os lances até posterior visionamento do VAR, mas um pouco de bom senso não fica mal a ninguém. Finalmente, os leões lograram empatar a partida. E de bola parada, após excelente cabeceamento de Coates, que correspondeu a um canto muito bem marcado por Acuña. Logo de seguida, o argentino falhou o segundo, naquela que foi a melhor jogada colectiva do Sporting no jogo e que envolveu a participação anterior de Bruno Fernandes e Nani.   

 

O segundo tempo começou como o primeiro, com um golo do Braga. Não se compreende bem como é possível anular um golo destes, pois o toque de Dyego Sousa em Acuña pareceu um lance natural no futebol. A verdade é que conseguimos sair vivos e, posteriormente, poderíamos ter matado o jogo, mas aí o árbitro, após visionar as imagens, não conseguiu ver um "penalty" claro para todos (menos para o comentador da SportTV, que disse que " se fosse em Inglaterra...") cometido sobre Coates. Enfim, a fita do costume da arbitragem portuguesa e a certeza de que Manuel Oliveira não terá certamente a longevidade na carreira do seu homónimo realizador cinematográfico, embora se queira fazer parecer que a culpa de tudo é do VARíssimo. Só falta mesmo este meter uma licença por tempo indeterminado... Quanto ao "se fosse em inglaterra...", aguardo com ansiedade o comentário deste senhor a um dos próximos jogos da Premier League, nomeadamente quando um guarda-redes saltar com um avançado adversário e o árbitro nada sancionar...

Para não variar, o Sporting continuou a ser um motor a diesel que foi melhorando com o tempo. Durante bastante tempo voltámos a ser antecipados nas disputas de bola e faltou energia nos duelos individuais. Ainda assim, de realçar uma cavalgada impressionante, costa-a-costa, de Wendel. Mas o Braga poderia ter marcado quando Raul Silva acertou no travessão. De seguida, um momento polémico: Goiano (já tinha um amarelo) estorvou faltosamente Bas Dost quando este iniciava um contra-ataque. Novo amarelo (e concomitante expulsão) por mostrar? Até ao final do jogo conseguimos ficar ligeiramente por cima, embora não o suficiente para fazermos a diferença. 

 

E lá fomos para penáltis. Já sabíamos que Marafona era um especialista e conseguiu defender as penalidades apontadas por Dost (o que se passa?) e Nani (que nunca foi grande marcador). O que desconhecíamos era que Renan ainda era melhor. O brasileiro defendeu por três vezes, negando o golo a Ricardo Horta, Murilo e Ricardo Ryller. Pelo meio, Paulinho e Coates haviam atirado à trave e ao poste, respectivamente. (Ambos os guarda-redes pareciam os únicos elementos sóbrios numa despedida de solteiro que tinha descambado numa bravata de penáltis.) Após a derradeira parada de Renan, pensou-se que o jogo tinha terminado, mas afinal estava a começar: Abel e Salvador logo tomaram conta dos microfones, mostrando a habitual indignação de quando perdem contra o Sporting. Curiosamente, tal nunca ocorre quando o contendor é o nosso vizinho da Segunda Circular, e até andam há mais de 10 anos para lhes bater o pé... O "sindicalista" Abel foi o primeiro a falar, num longo discurso sobre a precariedade laboral dos treinadores e jogadores de futebol face ao seguro emprego dos homens do apito. Depois, falou Salvador, que viu penáltis quase minuto-a-minuto e terminou com uma expressão deliciosa para justificar com indignação a razão pela qual Gudelj deveria ter sido expulso: "1 mais 1 deu 1, e não 2...". Pois, Salvador, eu sei, é chato e, ao mesmo tempo, é a sensação que todos nós, sportinguistas, temos quando o Braga defronta o Benfica. É que, certamente, para muito pesar e infelicidade do Braga, a coisa acaba quase sempre num "E Pluribus Unum"...

 

Nota final: Afinal, o senhor do "em Inglaterra" é um oráculo. É que ele já estava a ver o Brexit (ou Braxit) a desenrolar-se à volta dele...

 

Tenor "Tudo ao molho...": Renan Ribeiro

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23
Jan19

Oportunidade aos mais jovens


Pedro Azevedo

Hoje, na Pedreira, gostaria que se testassem outras soluções. Por isso, recomendaria que jogassem de início os jovens Francisco Geraldes (ou Miguel Luís), Jovane Cabral e Raphinha (para além de Phellype e de Salin, este último face à rotatividade nas taças). A minha equipa seria: Salin; Ristovski, Coates, Mathieu e Acuña; Gudelj (Idrissa Doumbia, Petrovic), Bruno Fernandes e Xico Geraldes (Miguel Luís); Raphinha, Luíz Phellype e Jovane Cabral. Descansariam, tendo em conta futuras batalhas: Renan, Wendel (um jovem desgastado pelo excesso de jogos), Nani, Diaby e Bas Dost.

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23
Jan19

Lage não assentou bem na Pedreira


Pedro Azevedo

Contra-senso? Bruno Lage averbou a sua primeira derrota enquanto treinador do Benfica. Aconteceu ontem, na Pedreira de Braga, frente ao FC Porto.

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22
Jan19

Abel adormecido (e a laranja mecânica)


Pedro Azevedo

E se, amanhã, Abel encontrar uma laranja no seu caminho, não resistir a tentar descascá-la e acabar adormecido pelo sumarento fluido venenoso preparado por Keizer? Sim, bem sei, a maçã...Bom, a maçã é uma estória para meninos, e Abel é tudo menos um menino (de coro). Pelo menos sempre que tem o Sporting pela frente, pois quando é o Benfica já não é bem assim, aparentemente, e até sorri e tudo. 

Para ganhar amanhã, o Sporting tem de ser uma laranja mecânica e, de forma a poder extrair todo o sumo possível, saber aproveitar as lições da mecânica de fluidos. A primeira coisa a fazer é jogar em campo pequeno (aproximar as linhas). A Teoria de Bernoulli aplicada a um jogo de futebol. Estreitando o campo, a pressão sobre a equipa do Braga será maior (aumenta o erro). Aplicada uma forte tensão nos bracarenses, a deformação do seu jogo ser-lhe-á proporcional (Teoria dos fluidos Newtonianos). Depois, será necessário aplicar velocidade. Como tal, proponho algumas alterações na equipa que vai a jogo, de forma a melhor acomodar a ideia inicial (ao mesmo tempo que pouparia alguns titulares para outras batalhas). Assim, para além da habitual substituição nas Taças, de Renan por Salin - o melhor jogo de pés do francês aumenta a velocidade de circulação de bola - daria uma oportunidade no sector recuado ao supersónico Lumor (importante para dobrar centrais posicionados perto da linha do meio-campo, deixando assim muito espaço nas costas). No meio campo, manteria Bruno Fernandes e Gudelj (não estando ainda em condições o Doumbia) e lançaria Francisco Geraldes como "10" (com Bruno de perfil por detrás), de forma a podermos ter dois "registas", dois lançadores de passes de ruptura para as alas e frente do ataque. Como "cereja no topo do bolo", revolucionaria a linha dianteira, fazendo entrar os velozes Jovane (esquerda) e Raphinha (direita), bem como o "Felipe das consoantes", o nosso recém-chegado ponta-de-lança Luíz Phellype. O que Vos parece?

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(Fonte Imagem: Rogério Ferreira/KAPTA+)

29
Dez18

Tudo ao molho e fé em Deus - Póquer na Feira


Pedro Azevedo

Um Raphinha com um PH ácido começou logo a espalhar azia nuns fogaceiros sem Kompensan. Aos 4 minutos, numa brilhante jogada individual, o brasileiro adiantou o Sporting no marcador. Logo de seguida, Bas Dost foi decisivo atrás(!), salvando um golo certo do Feirense, após um momento bastante insonso de Salin, hoje com alguns momentos "Calamity James" (inicialmente dedicado ao antigo guardião da selecção inglesa, David James, famoso pelos seus falhanços comprometedores). Os papéis continuaram a inverter-se quando Coates fez de assistente para um golo de se levantar o chapéu de Bruno Fernandes. Com dois golos de vantagem parecia que o jogo estava decidido, mas Petrovic fez de elefante numa loja de porcelana e partiu a loiça toda. O árbitro sancionou os estragos causados aos da Feira e condenou os leões a um castigo máximo. Na conversão, Tiago Silva voltou a colocar o Feirense na partida, não permitindo a Salin colar os cacos. Até ao intervalo, Ruben Brígido foi aguentando o resultado, nomeadamente quando defendeu miraculosamente uma cabeçada cheia de malícia de Bruno Fernandes. O árbitro Rui Costa também contribuiu, fechando os olhos a uma falta cometida (expulsão óbvia) sobre Acuña que teve muito que se Diga. 

 

No segundo tempo, o Feirense podia ter empatado, mas Mathieu conseguiu evitar um lance de três para um na área leonina. Não marcaram os fogaceiros, fizeram-nos os leões após mais uma falta cometida por Philipe Sampaio, desta vez na sua área. Na conversão do "penalty" (59 minutos), o inevitável Bas dostou como de costume. Sete minutos depois, uma combinação entre Diaby e Miguel Luís deixou o médio da nossa Formação isolado perante o guarda-redes. O remate saiu prensado num defesa e acabou deflectido por um defensor feirense para a sua própria deserta baliza (4-1). Com larga vantagem no marcador, Acuña e Diga voltaram a encontrar-se, com o argentino desta vez a sair por cima após um bíblico (Êxodo 21:24) "olho por olho, dente por dente", consubstanciado num profano "Diga lá outra vez? Espera aí que já te afinfo uma cotovelada na boca...". Consta que Santa Maria (da Feira) terá fechado os olhos...

Até ao fim do jogo o Sporting foi costurando uma Man(i)ta muito comprida para os de Santa Maria da Feira, mas Diaby, o poste e Ruben Brígido evitaram a mão-cheia de golos. Aliás, o maliano foi especialmente perdulário, primeiro dominando mal a bola na área e desperdiçando a oportunidade, depois permitindo a defesa do guardião adversário, finalmente atirando por cima com a baliza escancarada, após excelente remate de Jovane Cabral (substituiu Raphinha) ao ferro. Caso suficiente para ficar toda a noite a praticar na barraquinha dos tiros lá da Feira...

Destaque ainda para uma oportunidade criada por Petrovic (grande defesa de Brígido) e para outra falhada por Bas Dost. De referir, também, a expulsão de Tiago Silva (palavras).

 

Tenor "Tudo ao molho...": Bruno Fernandes (muito bem a pautar o jogo, excelente no golo e irrepreensível como capitão, evitando o exaltamento de Raphinha e acalmando até Tiago Silva no momento da sua expulsão) 

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