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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

31
Jan19

Tudo ao molho e fé em Deus - O metereologista


Pedro Azevedo

Ainda me lembrava do Costa Malheiro, do tempo em que apresentou o boletim metereológico na RTP. Sabia do seu conhecimento e fluência, qualidades que de resto também eram comuns ao colega Anthímio de Azevedo. Ambos marcaram uma época televisiva em que ainda não havia meninas da SIC e as únicas curvas visíveis no ecrã eram as linhas de umas parábolas marcadas a giz num quadro verde. Estranhei por isso quando soube que iria apitar o nosso jogo em Setúbal, mas associei-o logo a ciclones e centros de baixa pressão, os quais geralmente indiciam que vem aí mau tempo. Precavido, tentei saber mais sobre o assunto. Consultado o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, percebi que os centros de baixa pressão se concentram à superfície, o que traduzido para futebolês e para a realidade que se iria viver no Bonfim significaria junto à relva. Temi o pior.

 

Ao ver a constituição da equipa do Sporting percebi que apenas Acuña tinha sido poupado. Não para o derby, mas sim para...o Zenit. Fez sentido!

Nani estava no banco, numa espécie de plano de emergência, para não lhe acontecer o mesmo que a Liedson aqui há uns anos, não fosse o árbitro ser levezinho na mostragem de um amarelo. Check!

Ainda não estavam decorridos 10 minutos de jogo e Malheiro marcou uma falta a Petrovic. Estabeleceu-se um diálogo entre os dois, onde o sérvio, com o nariz fracturado, terá verbalizado um "não me cheira" e o homem do apito gestualmente apresentado um cartão amarelo. É no que dá usar uma máscara. O árbitro entrava em cena com cerca de 10 minutos de atraso e em sincronia perfeita com Varandas (esperara pelo último homem a entrar), naquilo que seria um duro teste às convicções do presidente sobre "histerias" e "cobardias".

Começou então a aparecer Bas Dost, na sua nova versão fofinha. Por duas ocasiões, em vez de martelar a bola impiedosamente como é habitual, tocou-a suavemente para a baliza. Resultado: dois golos perdidos. A meio da primeira parte, Cadiz apareceu só com Petrovic ao lado. O leão, já condicionado pela admoestação, não foi a banhos e também não se meteu em caldeiradas e daí resultou o golo do Setúbal. Até ao final da primeira parte criámos novas oportunidades, com Raphinha e Dost a voltarem a não acertar na baliza. Quem não desperdiçou a oportunidade de ir ao bolso...e de lá tirar uns amarelos (4) foi o Malheiro, que distribuiu 1 para o Vitória e 3 para o Sporting.

 

No segundo tempo, o Sporting entrou mandão e disposto a dar a volta ao resultado. Em resposta, o Ruben Micael entrou brigão e disposto a dar a volta ao Doumbia. O Bruno Fernandes não se conformou, protestou e levou mais um amarelo para a colecção (7º da época), progressão aritmética de razão conhecida e que aponta para que o 10º (e concomitante paragem) coincida com a antecâmara de um qualquer jogo de importância extrema. Quem é que se atreve a dizer que a matemática não é uma ciência exacta? Salomonicamente, o árbitro pôde então dar um amarelo ao Micael. É incrível como este tipo de árbitros entendem de sucessões...

A seguir, o Mendy espetou uma cotovelada no Ristovski. O lateral ficou estendido no relvado e o jogo prosseguiu sem que Malheiro tivesse descortinado qualquer razão para falta ou sanção disciplinar. Com a cabeça quente e a testa inchada, facto visível desde a Lua, Ristovski terá dito qualquer coisa ao árbitro, estabelecendo-se a dúvida se o leão já seria fluente em português ou se o árbitro entenderia macedónio. O que não se entende é que tenha expulsado o nosso jogador. É caso para dizer que foi "galo"!  

 

A perder e com menos 1 jogador em campo, o Sporting lançou-se num "Kamikeizer" de apenas 3 defesas. Primeiro, Petrovic, Coates e Jefferson, mais tarde Bruno Gaspar, Coates e Jefferson. Oscilando entre o 3-3-3 e o 3-2-4, para terminar num "tudo ao molho e fé em Deus" em que Nani e Bruno Fernandes chegaram a ser os homens mais recuados. Nesse transe, a faltarem 10 minutos para o final, o agora latinizado Dost substituiu a sua faceta de bombardeiro por um toque subtil a desviar um primeiro remate de Bruno Fernandes, tendo a bola terminado no fundo das redes sadinas. Ainda havia algum tempo e os leões partiram à procura da vitória. Numa bola por alto, o guarda-redes vitoriano saiu em falso e Dost foi desviado com a anca por um adversário quando se preparava para se elevar e cabecear a bola, mas Malheiro apitou uma falta (ou fora de jogo?) imperceptível contra nós. Noutra ocasião, o Luíz Phellype tentou uma acrobacia aérea que o Malheiro caracterizou como de potencial anticiclónico e parou a jogada quando a bola sobrava para o Diaby. Pelo meio, ainda mostrou mais 3 amarelos e apitou um sem número de faltas e faltinhas pelo que o jogo lá caminhou para o inexorável fim, não sem que antes Nani tivesse involuntáriamente assistido Hildeberto para o que poderia ter sido o Bom Fim da equipa vitoriana. Renan salvou. (É impressionante como uma partida em que os jogadores se respeitaram termina com um total de 10 amarelos e 1 vermelho, com o Sporting, naturalmente, a tomar a fatia de leão, com 6 amarelos e 1 vermelho. É que quem não tenha visto o jogo pode até ficar com a ideia de que se tratava da Guerra de Tróia.) 

 

Em conclusão, o jogo acabou com um empate frustrante e com a constatação de que todos os objectivos que anteriormente neste blogue eu tinha enunciado falharam. Relembrando, estes eram:

  1. Ganhar o jogo;
  2. Poupar alguns dos jogadores mais utilizados;
  3. Dar rodagem a novos jogadores e a outros que incompreensivelmente se eclipsaram;
  4. Aproveitar para manter o "momentum" vitorioso antes da recepção ao Benfica.

 

Não só não ganhámos como, reduzidos a 10, cansámos os habituais titulares até à exaustão física e emocional. Geraldes (nem no banco estava), Miguel Luís e Jovane continuam a aprender flamengo e só Idrissa Doumbia, já com temporadas realizadas na Flandres, teve minutos. É caso para perguntar, aonde é que eu já vi isto? Querem lá ver que o Keizer ainda se vai associar à companhia de Jesus? Deus nos livre...  

 

Tenor "Tudo ao molho...": Wendel (menções honrosas para Coates e Nani, este último muito influente na recta final, pese embora aquele deslize final que poderia ter sido fatal).

 

P.S.  Infelizmente, afinal não foi o saudoso Costa Malheiro que eu vi ontem no Bonfim. O metereologista de serviço chamava-se Hélder Malheiro e há que reconhecer que previu bem o tempo que se iria fazer sentir. E de uma maneira retro, a fazer lembrar outros tempos, como quando, num quadro verde, marcou a giz o Petrovic e usou o apagador em Ristovski.

Não deixa porém de ser estranho que, estando Keizer a descrer das suas próprias ideias, venha agora a fazer escola através do senhor Malheiro, o qual ontem, por exemplo, soube repescar a famosa regra dos 5 segundos (para apitar uma falta contra nós) do holandês, característica que no estádio causou algumas irritação.

ristovski2.jpg

28
Jan19

Contra o masoquismo, gestão no Sado


Pedro Azevedo

Tendo o Sporting já ganho a Taça da Liga, e estando ainda 3 provas em disputa, entre os sportinguistas é comum perguntar-se a qual competição dariam prioridade. Os argumentos são sempre os mesmos: a manta é curta (não sei se têm falado com o treinador do Feirense), houve problemas na constituição do plantel, mudanças de Direcção, et caetera e tal, pelo que não nos devemos dispersar. 

 

Ora, eu penso que deveremos tudo fazer para ganhar o campeonato da Primeira Liga, a Taça de Portugal e a Liga Europa, e assim alimentarmos a fome de títulos que um clube com esta grandeza histórica tem de possuir. Na minha modesta opinião, a questão não será tanto que expectativa de vitória deveremos abandonar, mas sim como dar rotatividade à equipa e, simultaneamente, manter a sua performance desportiva. O cansaço físico e a erosão psicológica são factores de sub-rendimento num atleta de alta-competição, pelo que é importante saber gerir bem o momento de forma e prevenir lesões ou saturação. Em suma, há que saber onde se pode poupar os atletas para que depois eles possam ter o melhor rendimento nos jogos que decidem a época.

 

A meu ver, Setúbal oferece uma oportunidade única a essa gestão. Temos jogadores que vieram de lesões e que, entretanto, já estão num ciclo maduro de jogos, os quais convém fazermos descansar. São os casos de Wendel - vem do Brasil onde se joga com uma intensidade bem mais baixa - e Nani, que aos 32 anos exige atenções redobradas. Noutro plano, será também o caso de Bruno Fernandes: o maiato, como jogador influente que é, precisa de estar no seu melhor na próxima jornada dupla contra o Benfica. Por outro lado, temos de ver isto também como uma oportunidade de começar a rotinar, dando minutos, os novos jogadores contratados, alguns dos quais poderão render no futuro aqueles que têm apresentado menor rendimento. Tudos estes factores conjugados, penso que Idrissa Doumbia (em vez de Gudelj, jogador que não tem convencido grandemente), Miguel Luís (Wendel), Francisco Geraldes (Bruno) e Jovane Cabral (Nani) deveriam ir a jogo na quarta-feira. Caso contrário, tenho receio de ver uma equipa toda espremida nos desafios que se seguem, algo já visto no passado e com os resultados que todos conhecemos. 

miguel luis.jpg

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