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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

03
Jun20

The roof is on fire


Pedro Azevedo

Ler Parábola , do José Navarro de Andrade, em És a nossa FÉ.

 

Alternativamente: uma obra começou pelo telhado e não pelas fundações. O telhado está a arder. O Chefe dos Bombeiros escolhe ignorar os sinais de fumo. O Presidente, o da Junta, opta por não pôr água na fervura. O povo divide-se entre os que não veem o fogo, quem o quer atear (o que também não está certo) e aqueles que desejariam combatê-lo mas não têm como. Os teólogos desta religião pagã não põem as barbas de molho e preferem discutir o que é um incêndio. Como diria Rimbaud, isto é como viver uma temporada no inferno, em que todos os sonhos inspiradores se desvanecem e os demónios aterrorizantes aparecem. Mas estamos a discutir o telhado? Este Sporting cada vez mais se assemelha ao escárnio de "Uma Ilha na Lua", do Blake, ou a um castigo de Sísifo, um sem-propósito. Há lá obra que se sustente pelo telhado!? Que se dane o telhado, bom seria tratar-se das fundações! Querem pôr as mãos à obra? Pelo Sporting, e só pelo Sporting? Deixando os maniqueísmos de lado e pensando no bem maior? Todos? Ontem, já seria tarde... 

2 comentários

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    Pedro Azevedo 03.06.2020

    Caro Paulo Dias,

    as propostas que cada um entende fazer visam beneficiar o Sporting e não o ego individual de cada um. Pelo menos, é assim que eu entendo a cidadania leonina. Eu respondi a vários dos seus comentários e o resto ficou lá, escrito por si, e pode ser lido por todos os que frequentam este blogue.

    Eu creio que a forma como se cosem as ideias e se lhes dá uma arrumação de projecto, a escolha das pessoas para o protagonizar e a capacidade real de implementação no terreno fazem toda a diferença. Vejo muito boa gente interessada realmente em discutir o Sporting e tentar trazer algo de novo. Mas também vejo quem só queira ruído e quem não tenha ideia nenhuma mas não perca a vaidade e a presunção. É sempre assim, é muito mais fácil sabermos o que não queremos do que apontarmos um caminho.

    A minha relação com o Sporting é a de alguém que atravessou várias presidências e sempre soube separar o amor ao clube das divergências de opinião com quem conjunturalmente o serve.Neste momento, se decidi intervir é porque me apercebi que a nossa perenidade está em causa. E porquê? Porque os 3 pilares de que já faiava há 2 anos estão em causa: Sustentabilidade, Cultura Sporting, Princípios. Não percebo como dois anos depois ainda se organizam seminários, congressos ou encontros quando o cerne da questão é óbvio. E até se inventam novos problemas, como se já não houvesse suficientes. Enfim, sempre aprendi que quando temos um problema grande a primeira coisa a fazer é fraccioná-lo e ir resolvendo as partes. No Sporting é ao contrário: multiplicamo-lo em ‘n’ novos problemas. Já aquilo que deveria ser uno, a nossa alma ou identidade ou Cultura, decidimos fracionar. Enfim, não deixa de ser sui-generis...

    Quanto ao artigo que invoquei, trouxe-o à colação porque é certeiro é inteligente, aliás como o seu autor. Mas as pessoas preferem dar azo ao maniqueísmo, niilismo e conformismo do que começar credivelmente a resolver os problemas.
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