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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

18
Nov19

Trio de ataque


Pedro Azevedo

Portugal tem hoje não apenas um, mas 2 jokers. Para além de Cristiano Ronaldo, agora há Bernardo Silva. Ambos são insubstituíveis, constatação que até os paralelepípedos da minha rua sabem ser verdadeira. Na fase de grupos da Liga das Nações, quando não houve Ronaldo, emergiu Bernardo. Com ele ultrapassámos Itália e Polónia e apurámo-nos para as meias finais. Depois, Ronaldo regressou e deixou a sua marca (um "hat-trick") nos helvéticos, classificando-nos para a final. A qualificação para o Euro também foi marcada pelos dois. Foram as assistências de Bernardo e os golos de Ronaldo que nos catapultaram para a fase final. 

 

Esta apreciação não visa desvalorizar o trabalho de ninguém. Todos deram tudo, simplesmente Bernardo está hoje para Ronaldo como Garrincha estava para Pelé no escrete do início dos anos 60. Valha a verdade que Bernardo demorou a impor-se. Durante algum tempo as coisas simplesmente não lhe saíam no espaço da selecção. Sem ele ganhámos o último Euro e com ele deixámos o Mundial nos oitavos de final. Por ironia, esse jogo com o Uruguai foi o grito de Ipiranga de Bernardo, o seu primeiro jogo de categoria por Portugal. 

 

Nós, Sportinguistas, aguardamos algo do género com Bruno Fernandes: a um começo tímido também deve suceder a súbita explosão. A imensa classe que presidiu à extraordinária execução técnica aquando do primeiro golo ao Luxemburgo é um sinal de que esse processo estará em curso. E aí, meus amigos e fieis Leitores, se Bruno fizer saír o génio da lâmpada e o juntar à estirpe de Bernardo e Ronaldo seremos imbatíveis no próximo Europeu. Assim o melhor Bruno de quinas ao peito chegue a tempo ao desafio com a (sua/nossa) história.  

trio de ataque.jpg

6 comentários

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    Pedro Azevedo 18.11.2019

    É verdade! A Hungria cometeu o SACRO erro de não gerir o plantel. Assim, depois de ter dado 8-3 à Alemanha na fase de grupos, já jogavam de cadeirinha. Só que caíram sentados. Sobre o KOCSIS, bem entendido... (Deve ter doído.)

    Talvez as posições que mais me preocupem sejam a dos centrais. Mas a verdade é que os veteranos continuam a dar boa conta do recado e Ruben Dias, não sendo um tipo de jogador do meu inteiro agrado, tem dado boa conta do recado.

    Saudações Leoninas

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    ChakraIndigo 19.11.2019

    Caro Pedro Azevedo,
    Esse foi o tempo em que começou a lenda de que o futebol se jogava 11 contra 11, e no final ganhava a Alemanha.

    Alemanha (RFA, mais concretamente) que ganhou o seu 1º Mundial, frente a uma das melhores selecções de sempre.
    Quem me dera ter visto essa equipa de Puskas, que tinha goleado as selecções do Brasil, Uruguai e a mesma Alemanha.

    Esse Mundial realizou-se poucos anos depois da WWII, e foi também uma afirmação da força de uma Alemanha a renascer das cinzas, sob a batuta da lenda Fritz Walter, que curiosamente recusou jogar o Mundial de 62, por já ter 42 anos, mesmo sendo na altura o melhor marcador de golos da RFA.

    Outros tempos, mais românticos diga-se.
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    Pedro Azevedo 19.11.2019

    Meu caro, não esquecer também que pouco antes desse Mundial a Hungria havia desfeito o mito da invencibilidade inglesa com duas vitórias (goleadas) concludentes em Wenbley e em Budapeste. Há 3 selecções que mereciam ter sido campeãs pelo que deram ao futebol mundial: a Hungria de 54, a Holanda de 74 e o Brasil de 82. Inesquecíveis!

    A vitória alemã nesse Mundual foi um statement, nas não esqueçamos que por essa altura a RFA já era o maior exportador europeu.
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    ChakraIndigo 19.11.2019

    Podíamos juntar a essas selecções as de Portugal de 66 e Brasil de 50.

    A selecção do Brasil de 82 provocou-me uma das maiores "dores" desportivas que sofri, quase ao nível do desempate por "penaltys" num Benfica-PSV da final da Taça dos Campeões.

    Nessa altura nós portugueses torcíamos sempre pelo Brasil, que tinha alguns jogadores lendários, e uma forma de jogar ingénua mas espectacular.
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    Pedro Azevedo 19.11.2019

    O Mundial de 82 foi o primeiro que vi a cores. Lembro-me que as camisolas do Brasil eram da Topper, que fizeram um estágio em Braga e jogaram com Portugal antes do evento começar. Recordo também a lesão de última hora de Careca que abriu a titularidade a Serginho. Lembro-me que João Rocha andou a namorar Dirceu e Eder, o patada atómica, para virem para o Sporting. Luisinho chegou a jogar por nós uns bons anos mais tarde, Serginho jogou pelo Maritimo. Grande equipa essa do Brasil. Meio campo com Cerezo, Falcão , Sócrates e Zico, laterais subidos com a técnica de um Leandro ou um Júnior, Eder como um dos avançados (sobre a esquerda), enfim, só craques...
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