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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

22
Mar20

Tudo ao molho e fé em Deus

A paragem do tempo


Pedro Azevedo

Há exactamente duas semanas atrás tinha deixado Alvalade com a certeza de que tínhamos ultrapassado as Aves sem contrair uma gripe. Agora, quinze dias depois, eis-me retido em casa perante a pandemia do coronavírus. Tudo parou: a economia parou, o futebol parou, nós parámos de circular. Dizem-nos que parados é que estamos bem, a ver se o nosso SNS consegue respirar o suficiente para dar conta do recado. Faz sentido, na medida em que este vírus ameaça a nossa vida e a daqueles que estão à nossa volta. Deste modo, pela primeira vez desde que me conheço, ganhar (comprar) tempo passou a ser sinónimo de deixar correr o tempo. Quem diz deixar correr o tempo, diz deixar correr o marfim, algo que, já se sabe, é particularmente caro ao cidadão Jorge Nuno Pinto da Costa. Por falar em Pinto da Costa, o azul e branco é que está a dar. Pelo menos a avaliar pela quantidade de vezes que o usamos para lavar as mãos. Não no sentido que Pilatos (ou o Benfica) lhe deu, bem entendido, que a Covid-19 é uma doença que não nos permite assobiar para o lado (muito menos com um apito), mas como medida essencial de higiéne que visa prevenir o contágio. A prevenção passa também muito pelo civismo e sentido de responsabilidade de cada um. Por ironia, quis o destino que um maior sentido colectivo dos portugueses se viesse a manifestar pelo isolamento físico, a quarentena. Nada que seja novidade para todos os Sportinguistas, habituados que estamos ao isolamento que os senhores do futebol português vêm impondo ao nosso clube ao longo dos anos. Mas, tal como na vida, também no futebol o verde é a cor da esperança. Mesmo sabendo-se que, à falta de comunicação presencial, os emails se vão intensificar...

 

Mantenham-se seguros e saudáveis!

#estamosjuntos

2 comentários

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    Pedro Azevedo 23.03.2020

    Bom dia.

    A minha opinião sobre o desempenho do actual executivo leonino e efeito provocado no Sporting ficou expressa em Post próprio sobre o assunto acompanhado por carta enviada a Rogério Alves. Isso aconteceu num período antes da pandemia que nos assolou. Só que actualmente vivemos em Estado de Emergência. Nesse sentido, embora não ache que os argumentos apresentados pelo referido Movimento (não conheço quem o integra) sejam "baixos" - a revista Visão tem um entendimento similar: https://visao.sapo.pt/atualidade/desporto/2020-03-23-sporting-estado-de-emergencia-deixa-presidencia-de-varandas-em-situacao-irregular/ - , na medida em que se baseiam numa lei da república - Lei da Defesa Nacional - , no Estatuto dos Militares das Forças Armadas e nos Estatutos do Sporting Clube de Portugal, constato que não levam em conta as disposições do Estado de Emergência, ficando assim sobre o foco de criticas em matéria de responsabilidade ou civismo. Assim, não deixando de haver questões levantadas no comunicado que me parecem muito pertinentes, há que ter em conta que é a própria excepcionalidade do Estado de Emergência que impossibilita neste momento a convocação de uma AG. Aliás, se Rogério Alves o fizesse no actual contexto estaria a incorrer num crime, na medida em que estaria a incitar o incumprimento das regras de isolamento estabelecidas no Estado de Emergência. Isto para além de não cumprir também com as recomendações da OMS e DGS sobre o distanciamento social. Por isso entendo que o comunicado vale pelas questões que desperta, mas enferma de uma má leitura da situação presente de pandemia em que se encontra o país quando pede a AG para 20 de Abril, visto não se perspectivarem neste momento condições objectivas mínimas para tal realização.

    Já agora aproveito para esclarecer o seguinte: no decurso de um conjunto de textos estratégicos que escrevi em Maio de 2018 a propósito da Cultura Sporting, adoptei o slogan "Ser Sporting", que permitia compatibilizar o verbo com o substantivo, o sentimento de pertença e valores inerentes com a nossa própria existência e identidade. Mais recentemente surgiu este Movimento "Sou Sporting", do qual tive conhecimento aquando do anúncio da realização de um Congresso alternativo leonino mas com que não tenho qualquer relação.
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