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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

15
Nov20

Tudo ao molho e fé em Deus

A razão de Kant(é)


Pedro Azevedo

Não sei o que terá passado pela cabeça de Fernando Gomes para autorizar que um jogo decisivo da nossa selecção fosse marcado para lá das treze horas de um Sábado. Desse modo, os nosso jogadores mantiveram-se durante a maior parte do jogo confinados, saindo apenas para o cumprimento de um passeio higiénico por volta das vinte e uma e quinze, hora a que os franceses ainda se recriavam a seu bel-prazer no relvado da Luz. Antes porém, Rui Patrício já havia negado veementemente por duas vezes que a declaração do Estado de Emergência se traduzisse numa lei Martial. Não obtante, não houve emoção do guarda-redes português que pudesse  calar a razão de Kant(é). É certo que o Bernardo tentou contrariá-la, mas como diz o ditado o cântaro foi a Fonte e partiu-se (contra um poste).

 

Sem cão para passearem no relvado, os portugueses lançaram nesses últimos quinze minutos um Moutinho, a coisa mais parecida em moço marafado que temos com um perdigueiro. Este logo começou a afiar os caninos para abocanhar, um a um, os calcanhares dos gauleses e sacar a bola. Desabituados de não a terem, os pupilos de Deschamps por um momento perderam a compostura. Entretanto, o Jota já estava em campo, ele que compreensivelmente havia sido preterido pelo génio por quem uns madrilenos haviam pago 120 milhões para descobrir a cura da Covid-19. Já se sabe que isto dos milhões tem a sua influência, caso contrário os adeptos do Sporting não ficariam com a pedra no sapato ao ver Pedro Gonçalves relegado para o banco de suplentes dos sub-21 no jogo contra a Bielorrússia. Mas, lá está, por seis milhões e meio de euros o Pote só pôde inventar um remédio santo (que não Santos) para os calos dos Sportinguistas, patente não suficiente para demover Rui Jorge de o preterir em função de um emprestado benfiquista com zero minutos de utilização em Valladolid ou aqui. 

 

Estava eu a falar do Moutinho abocanhar e, vai daí, o Fernando Santos reforçou a dose com o Trincão. Recreando-se finalmente com bola, os portugueses ainda assim iam observando as regras do SNS. Nesse transe, o Cancelo isolou-se pela direita. A bola viajou toda a área gaulesa, mas Ronaldo, Jota e Ruben Dias alinharam em não lhe acertar. Foi (jogo do) galo! E o canto (Kant?) de cisne. 

 

Desconstruir o caos organizado que Fernando Santos trouxe para a selecção nacional não tem sido tarefa fácil para ninguém (creio que nem mesmo para o Engenheiro), muito menos para este Vosso autor que não é nenhum Agostinho da Silva. Tanto assim é que ontem provou-se que a sua compreensão só estaria ao alcance de um filósofo como Kant(é). Este soube perceber a realidade subjectiva do tempo e do espaço, bem como a sua interacção com a intuição, traduzindo-se isso na sua sensibilidade ao objecto bola como condição de pensamento e, por conseguinte, entendimento de todo o jogo, pelo que daí a ter (N')Golo foi apenas um pequeno passo. Por esta não esperava o Fernando, que ainda assim não deve ser criticado. É que se não houvesse do outro lado um Kant(é), outro galo provavelmente (não) Kantaria cantaria. 

 

Tenor "Tudo ao molho...": João Moutinho 

RonaldoFranca.jpg

3 comentários

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    Pedro Azevedo 17.11.2020

    Deixe-me ver se o entendi: o “Tudo ao molho e fé Deus” é uma rubrica deste blogue e o senhor com este texto quer reivindicá-la? Vai daí, invoca tudo e mais um par de botas. Só que sem sátira, porque você vive num mundo sem subtilezas onde tudo se passa a ferro e fogo e confunde sentimento crítico face ao profissional com o direito que cada pessoa tem ao seu bom nome e a não ser vilipendiada. E isso. meu caro, já deveria ter percebido que não é para mim. (Alguém que é livre e independente não tem receios de afronta política como é óbvio, ou você terá aterrado hoje de Marte?) Assim sendo, do seu texto retiro a inocência de BdC e do Sporting no processo Cashball. Boas notícias para ambos, portanto. Fico feliz pelo meu clube, sempre o bem-maior, e porque não desejo mal algum ao antigo presidente.

    Saudações Leoninas
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    Anónimo 17.11.2020

    De Paulo Dias

    Caro Pedro,
    Ficaria eu muito contente que pessoas rudes e cruéis como eu ( porque a vida endureceu-me ),que vilipendiam alguns poucos; a favor do todo capaz e competente e que procuram as razões internas para o insucesso, fossem as causas da divisão e enfraquecimento do (nosso) seu clube .
    Deveríamos nos estruturar cá dentro, todos juntos, unidos, encontrar as formas certas para nos proteger-mos apenas da má influência vinda do exterior, e neste último travarmos os combates externos, pelos nossos valores e princípios que defendemos ! para que a bipolarização do Futebol Português não seja um facto !
    Busquemos então a PAZ e AMOR, para finalmente ganharmos e sermos FELIZES !
    Felizmente para todos os Sportinguistas, sou demasiado pequeno e insignificante para os impedir de serem felizes; como aliás merecem e há muito tempo !

    Que os nossos "Meninos" bem liderados pelo bom do Rubén Amorim, continuem a dar recitais de futebol, com requintes de "Ave Maria" de Bach ou Schubert !
    E fique certo, que ficarei tão feliz como qualquer Sportinguista !

    Quanto à seleção; a qualidade da nossa formação SCP, há-de de se impor, apesar de tudo, o que a rodeia de menos bom !
    Os nossos bons técnicos formadores e o Sr. Aurélio Pereira merecem !

    Saudações leoninas
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