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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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15
Nov21

Tudo ao molho e fé em Deus

“Primavera Marcelista” ou Revolução?


Pedro Azevedo

Portugal venceu o Euro 2016, ganhando somente um jogo nos 90 minutos. Quem viu o copo meio cheio atribuiu o título europeu à resiliência e crença de jogadores e equipa técnica, os outros creditaram-no ao animal sagrado da Índia (possível reminiscência imperialista por Goa, Damão ou Diu terem sido nossas). O que é certo é que essa conquista instaurou a ditadura dos resultados. Portugal ganhava, e pouco interessava que o seu jogo colectivo rivalizasse com o "poderoso"  Liechtenstein, sentimento que se acentuou com novo triunfo europeu, agora na Liga das Nações. E assim fomos andando, ao ponto de o endurecimento da ditadura (dos resultados) implicar que goleadas por 0-0 fossem bem aceites pela maioria. Até que chegaram os sérvios, tão criticados por históricamente não conseguirem formar uma equipa minimamente condizente com a valia individual dos seus jogadores, e mostraram que o "rei" ia nu. Seguir-se-á a "Primavera Marcelista" (em Março), na esperança de que o desanuviamento (das exibições) se alie aos resultados e o povo se alegre. Se não resultar, Abril será mês de revolução (aonde é que eu já vi isto?). 

P.S.1. É impressão minha ou, após tanto debate à volta da melhor forma de encaixar as condições climatéricas do local onde vai ser jogado o próximo campeonato do mundo no calendário, o Qatar ficou subitamente muito mais frio?  

P.S.2. Algo terá de estar substancialmente errado quando um lateral com o balanço ofensivo e a categoria de João Cancelo passa um jogo inteiro sem ultrapassar a linha do meio campo. 

P.S.3. Clubite à parte, a opção inicial por Danilo em detrimento de Palhinha (para jogar em 4-3-3 e não em 5-3-2, que mesmo mais tarde o 3-5-2 nunca apareceu em campo) parece-me muito pouco defensável. 

2 comentários

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    Pedro Azevedo 15.11.2021

    Esperar pelos sérvios revelou-se contraproducente. A nossa equipa viu-se abafada pelas linhas subidas da Sérvia e em constante inferioridade numérica nas alas. Além disso, pareceu não haver qualquer marcação à zona a Dusan Tadic, estreia do Ajax e melhor jogador da Sérvia. Este procurou muitas vezes os corredores como forma de receber a bola à vontade e daí iniciar a construção. Tivesse Portugal mantido as linhas subidas e pressionado o guarda-redes e os defesas sérvios e outro gap cantaria. Mas o golo, madrugador, estranhamente inibiu a equipa, que logo recuou 20 metros no terreno, provavelmente à espera de lançar contra-ataques. Tal viria a revelar-se fatal. Portugal, campeão da Europa em 2016, jogando em sua casa contra uma equipa de ranking claramente inferior, não pode dar a iniciativa de jogo tão cedo ao adversário. E depois não se compreende a escolha de Danilo, um trinco que se encosta aos centrais à procura de uma zona de conforto. Com Palhinha a equipa sobe logo 10 metros no terreno. Fernando Santos diz-nos que ainda não encontrou o antídoto contra sistemas de 3 centrais, mas continua a cometer os mesmos erros do último europeu, insistindo em Danilo como contra a Alemanha. Ademais, iniciando o jogo num 4-3-3, a nossa Selecção nunca mudou para um 3-5-2 como referido por FS. Mudámos, sim, para um 5-3-2, porque os laterais nunca conseguiram subir no terreno.

    SL
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