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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

17
Jan19

Tudo ao molho e fé em Deus - À bomba!


Pedro Azevedo

Com o nosso melhor "onze" em campo, o Sporting voltou ao Keizerbol e desperdiçou inúmeras oportunidades. Deu até para o "remake" da adaptação leonina de "A Vida de Bryan", agora com Bas Dost como protagonista de mais um falhanço digno dos apanhados. Sem William...Tell, restou trocar a perícia pelo assalto à bomba, missão de que Wendel e Bruno Fernandes se encarregaram finalmente com sucesso.

Como bem sabemos, no futebol português, o resultado influencia em 99,99% a análise que se faz de um jogo. Na verdade, deveria ser a análise a explicar o resultado, mas não, por cá o resultado é que explica a análise. Vai daí, o Sporting fez, provavelmente, a exibição mais conseguida da era Keizer, mas ouvindo os comentadores ao intervalo não se ficava nada com essa ideia. No entretanto, Raphinha, Wendel e Bas Dost tinham tido a oportunidade de activar o marcador (com um tal Brígido sempre a estorvar) e o holandês chegou mesmo a fazê-lo, mas, à falta de VARíssimo, o Veríssimo decidiu que não. Do outro lado, de realçar apenas uma bola parada terminada com uma defesa de Salin a um remate (fora-de-jogo?) de ângulo difícil de Valência.

 

O segundo tempo começou praticamente com o tal falhanço absurdo de Bas Dost - só essa oportunidade mereceria uma crónica sobre a angústia de um avançado na hora de acertar mal na bola perante uma baliza escancarada - , logo seguido de um cabeceamento de Nani que passou ligeiramente por cima do travessão. Trocando a bola com eficácia, o Sporting ia destruindo as marcações dos fogaceiros, mas faltava sempre qualquer coisa na hora da concretização. Por ironia, acabaria por ser um solo de Wendel a resolver o problema: o brasileiro pegou na bola na meia esquerda, flectiu para dentro, com uma maldade tirou um defensor contrário da frente e decidiu-se por um remate em arco, misto de jeito e força, que só parou no fundo das redes e de uma forma que nem Santa Maria pôde ocorrer aos da Feira. Logo de seguida, uma bola que ressaltou para a entrada da área, após canto tenso de Acuña, foi parar ao pé direito de Bruno Fernandes. O maiato rematou de pronto, tão forte e colocado que nem deu tempo de reacção ao guarda-redes adversário. 

 

Até ao fim, de registar a estreia de Luíz Phellype, o qual se tiver a predisposição para os golos que tem para as consoantes será um caso sério. Para já, mostrou pontaria a mais, num tiro que acabou no poste da baliza feirense. Por último, uma menção especial para a actuação do guarda-redes Salin, o único leão que não entrou em descompressão após o segundo golo do Sporting, o que lhe permitiu evitar por três vezes o golo do Feirense, naquilo que podia ter sido uma inadmissível nódoa na exibição leonina e que envolveu pelo menos mais uma momentânea perda de razão do nosso defesa Coates. 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Wendel 

wendel.jpg(Fonte de imagem: Record)

2 comentários

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    Pedro Azevedo 17.01.2019

    Meu caro, quando Keizer é Keizer fica mais difícil para o adversário. Pressão alta e trocas de bola a um/dois toques asfixiaram os fogaceiros.

    To be or not to be (Keizer), eis a discussão do momento no futebol português. Ontem, tivemos de volta o "futebol de bitoque" e tudo foi melhor. Há que continuar de ouvidos moucos e olhos bem abertos.

    Um abraço
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