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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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12
Dez19

Tudo ao molho e fé em Deus - A Valsa dos Milhões


Pedro Azevedo

O Sporting jogou esta tarde em Linz. Ali, mesmo ao lado, na antiga Checoslováquia, Milan Kundera editara A Valsa do Adeus, a sua última obra escrita na terra natal. O livro é um romance onde os personagens abordam questões graves com uma inusitada leveza, fazendo-nos entender que o mundo contemporâneo nos roubou o sentido do trágico. (Não sei se isso Vos faz relembrar algo.)

 

Eliminado da Taça de Portugal, com a Taça da Liga comprometida e a 9 pontos da qualificação para a pré-eliminatória da prova raínha da UEFA, Silas decidiu não dar prioridade a um jogo europeu onde, em caso de sucesso total ou relativo (o empate servia), evitaríamos os tubarões provenientes da Champions nos dezasseis-avos-de-final. Nota-se que o Sporting actual não tem noção do ridículo quando uma partida nos Açores contra o Santa Clara assume prioridade sobre a presença europeia e obriga a poupar quase uma equipa inteira. Mas enfim, já nada nos surpreende, deve ser a isso que se chama valorização da marca. 

 

O Sporting entrou em campo ao som d`A Valsa dos Milhões, género musical ternário cultivado por Varandas, Viana e Beto, os melómanos que levaram os dlim-dlins do mercado aos salões austríacos. Disponíveis para a dançar estiveram Rosier, Ilori, Borja, Eduardo, Camacho e Jesé. Mais tarde, apareceriam ainda Doumbia e Luíz Phellype a dar um pezinho e a mostrarem-nos a todos por onde escoou o dinheiro disponível para transferências. 

 

O Linz marcou cedo, num canto que foi simultaneamente o canto do cisne: Ilori saltou como nunca e falhou como sempre, Rodrigo e Rosier não tiraram os pés do chão e Trauner inaugurou o marcador para os austríacos. De seguida, Rosier não apareceu no enquadramento e Renan não ousou sair da pequena área e meteu um presente no sapatinho do "Santa" Klauss. Reagindo tarde, acabou expulso enquanto via o Lask ampliar o marcador.

 

Com menos 1, o segundo tempo foi penoso para o Sporting. Em tempo natalício, Coates e Max evitaram que saíssemos da Áustria com um cabaz. O uruguaio  limpou tudo o que pôde, inclusivé usando o calcanhar para parar um atraso suicida de Ilori, e Maximiano salvou o resto. Ainda assim, já nos descontos, o Linz marcaria o terceiro.

 

No fim do jogo Silas trouxe a habitual musiquinha. Apelou tanto ao coração que, por momentos, julguei mesmo ter ouvido o coro dos pequenos cantores da família Von Trapp. Em resumo, a culpa foi do risco inerente à aposta na Formação e os adeptos não se podem queixar. Mesmo que Rodrigo tenha saído logo aos 35 minutos, o que é uma estranha forma de encarar a promoção de jovens, ou que Max tenha sido um dos poucos heróis leoninos esta noite na Áustria, ou ainda que das insistências de Pedro Mendes tenham resultado as únicas duas oportunidades de golo do Sporting em 90 minutos. Já quanto à prestação das contratações cirúrgicas dos dois mercados da era Varandas, Silas não emitiu uma palavra. Fiquei elucidado!   

 

Levámos um banho de bola...

 

P.S. O que estragou os planos foi não termos vendido Bruno Fernandes? Haja paciência!

 

Tenor "Tudo ao molho...": Coates. Notas positivas ainda para Max e Pedro Mendes.

lask linz sporting.jpg

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