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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

03
Nov19

Tudo ao molho e fé em Deus - Ter ou não ter


Pedro Azevedo

Esta noite o Sporting teve dois terços de posse de bola. No primeiro terço clamaram-se os Mistérios Gozosos e rezaram-se 50 Avé Marias, no segundo invocaram-se os Mistérios Dolorosos e oraram-se outras 50 Avé Marias. Para completar o Rosário só faltou um terço, o correspondente aos Mistérios Gloriosos...

 

Para o Sporting, ter a bola é o contrário de não a ter, filosofia herdada dessa grande educadora das massas que dá pelo nome de  Lili Caneças. É um "statement"!  Não existe propriamente uma ideia sobre onde ter a bola e como levá-la até lá, apenas a sensação de bem-estar de a ter. Deste modo dificilmente poderíamos derrotar alguém. Assim, a ideia é valorizar itens que inacreditavelmente ainda não são bem aceites pela comunidade futebolística. Somos uns visionários! Como não podemos ganhar ao adversário, pelo menos goleamo-lo nas estatísticas. Por exemplo, hoje o Coates e o Ilori devem ter batido todos os recordes de passes executados num jogo de futebol. E com uma percentagem de acerto muito perto dos 100%. Uma grande vitória! Eu creio que entendo a ideia: enquanto os nossos centrais vão passando a bola um ao outro num metro quadrado de terreno pode ser que os adversários adormeçam e nós possamos desferir um golpe mortal. (Se calhar é por isso que o consumo de cafeína na nossa Liga costuma ser tão elevado.) Simultaneamente, em casa e nas bancadas, os adeptos também fecham os olhos, mas para pedir a Nª Senhora que aconteça qualquer coisa. E às vezes até acontece, nomeadamente quando o Bolasie remata e a bola entra às três tabelas na baliza, ou quando uns austríacos falham um conjunto de oportunidades num só jogo que dava para vencer a Liga Europa. Também pode ser que tanto foco na posse apenas signifique que queremos levar a bola para casa. Na escola, quando jogávamos ao berlinde, havia um menino que trazia sempre um abafador. O seu objectivo não era jogar e ganhar ao berlinde, preencher as 3 covinhas e tal. Não, ele apenas queria levar para casa todos os berlindes que pudesse...

 

Pouco mais há a dizer. Goleámos no jogo da posse de bola e no dos cantos, este último com um saboroso 7-1 a fazer lembrar tempos de glória. Também ganhámos em ataques. Uma maravilha! Já em remates enquadrados à baliza, empatámos. Se calhar, podíamos começar a análise por aí, não fora isso não interessar para nada. Mesmo que para além de Bruno Fernandes não haja ninguém que acerte naquela moldura com 7,32mx2,44m. Para dizer a verdade, geralmente não há sequer quem tente, pese embora desta vez Miguel Luís ter ousado por duas vezes (Vietto limitou-se a assistir o guarda-redes). Mas, se um dia nos voltarmos a preocupar com uma visão não pós-modernista de um jogo de futebol, então talvez desse jeito haver médios com velocidade, recepção, habilidade e qualidade de passe que permitissem sair com bola rapidamente da zona de pressão. Como o Matheus Nunes, por exemplo, aquele carioca que treina com a equipa principal apenas para poupar os relvados atribuídos às equipas jovens em Alcochete. Parece que estes têm buracos e buracos é coisa com que não pactuamos no futebol do Sporting. Nem com buracos nem com jovens. Por isso têm de ir procurar a sua sorte noutros lados. Como bem fez o Bruno Wilson, produto da nossa Academia. "Veni, vidi, vici" exibia ele tatuado abaixo da nuca. Como Júlio César após a Batalha de Zela (rima com Tondela), uma mensagem para os senadores (de Alvalade) sobre o poder da nossa Formação. Amén!

 

Tenor "Tudo ao molho...": Não aplicável  

bruno wilson.jpg

 

2 comentários

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    Pedro Azevedo 03.11.2019

    Só nos resta manter a resiliência habitual num Sportinguista. O plantel é muito desequilibrado, vendemos o nosso ponta de lança, para além de Bruno ninguém faz um remate enquadrado, há miúdos que poderiam substituir com maior êxito algumas das contratações cirúrgicas’ que nada acrescentam. Ganhámos, empatamos ou perdemos jogos que poderiam terminar com outra qualquer combinação de resultados. É o que a bola dá, às vezes somos felizes, outras não...
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