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Castigo Máximo

De forma colocada, de paradinha, ou até mesmo à Panenka ou Cruijff, marcaremos aqui a actualidade leonina. Analiticamente ou com recurso ao humor, dentro ou fora da caixa, seremos SPORTING sempre.

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Castigo Máximo

10
Ago19

Venham mais cinco!


Pedro Azevedo

Keizer afirmou hoje em conferência de imprensa que (contra o Benfica) a equipa sentiu especialmente dificuldades no lado direito, rematando que esse foi o principal problema. Poder-se-ia pensar que a estreia (em competições nacionais) de Thierry Correia, único jogador da nossa Formação presente nesse jogo e um dos melhores em campo para a maioria dos analistas, pudesse ter merecido uma palavra pública de incentivo do holandês. Ao invés, este optou por expôr o nosso jovem perante a opinião pública, envolvendo-o (e a Raphinha) directamente na debacle, mais uma vez dando força a uma narrativa que parece invadir toda a Estrutura e que descredibiliza os produtos provenientes de Alcochete. 

 

Na mesma entrevista, o treinador leonino disse coisas estranhas e incompreensíveis, tais como "a pressão de decidir(?) durante o jogo não foi suficiente", ou "é difícil dizer se somos candidatos ao título porque viemos de um jogo difícil, com um resultado difícil". Já sabíamos que o verbo não era propriamente a melhor qualidade do técnico holandês, que ainda não fala português e "arranha" um dialecto vagamente semelhante ao anglo-saxónico, o que vale é que o senhor, ao melhor estilo da escola do Ajax, não hesita em apostar nos miúdos. Ou não? 

 

Mas tudo está bem quando acaba bem: perante a actual conjuntura económico/financeira do clube, o importante é termos um treinador absolutamente alinhado com a sua Direcção. Venham mais 5 ("reforços"), como diria o Zeca Afonso.  

4 comentários

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    Pedro Azevedo 10.08.2019

    E Daniel Bragança, um ‘6’ em todos os escalões juvenis, que podia trazer coisas diferentes (outra saída de bola) emprestado ao Estoril.
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    JG 10.08.2019

    Daniel Bragança no Estoril é uma confissão da cegueira dominante em Alvalade. Temos um problema muito sério. Não está no treinador e não sua comprovada incapacidade. Esse problema reside na capacidade do Presidente para estabelecer um rumo sustentável. Um rumo que não faça do desperdício dos recursos endógenos a regra.
    A cedência de Daniel Bragança com os seus 20 anos e a sua classe superlativa é um manifesto da actual Estrutura que gere o futebol do Sporting. Manifesto que os próprios baptizaram de "Tratado da cegueira irrecuperável ". Há uma esperança: não percebendo nada de futebol Varandas é médico e pode, neste caso, diagnosticar a grave e irrecuperável cegueira da Estrutura e
    recomendar a sua reinserção profissional longe do Sporting.
  • Imagem de perfil

    Pedro Azevedo 10.08.2019

    Nas poucas oportunidades que teve nesta pré-época, Bragança jogou sempre a "10" (em substituição de Bruno Fernandes). No entanto, Se olharmos para o seu percurso na Formação, reparamos que foi sempre um "6". Ora, no outro dia falava aqui sobre se não faria sentido haver um modelo de jogo transversal aos vários escalões, de forma a que, chegados aos seniores, os nossos jovens já tivessem rotinas que lhes permitissem jogar de cor. Adicionalmente, também o que se quer de determinadas posições deve ser treinado de base. Se nos seniores quisermos um "armário" como 6, com uma preocupação essencial de reprimir o adversário, então não faz muito sentido ter andado a preparar um Daniel Bragança nessa posição, ele que é um jogador que garante saída de bola com critério para quem pensa o jogo de uma outra forma, em que a construção assenta nesse pivot (6). Este tipo de ideia está presente no jogo do Ajax, equipa por onde Keizer passou mas onde como se comprova por este pequeno exemplo não seguiu todos os princípios. Portanto, não se trata de Bragança ser mau jogador, trata-se de ser vítima de um tipo de jogo que não valoriza as suas qualidades. Com Keizer, é a mesma coisa: não sei se é bom ou mau, suspeito que não é adequado para nós. E com isso, lá vamos nós outra vez ao mercado. O tal venham mais cinco de que eu falo. Os 5 primeiros reforços que diferença estão a fazer? Jogadores como Matheus Pereira, Matheus Nunes, Bragança, Dala, já para não falar de Geraldes, Gauld e Domingos Duarte, não nos dariam algo de diferente face ao que temos? E uma equipa não é isso? Não é poder entrar alguém que mude o figurino do jogo? Pereira pelos desequilíbrios, Nunes e Bragança pela saída de bola e capacidade de passe à distância, Dala pelo jogo entrelinhas e capacidade goleadora, Geraldes pelo passe de ruptura, Gauld por dar ritmo ao jogo, Domingos Duarte por ser forte na marcação e bom no jogo de cabeça nas duas áreas poderiam ser opções bem mais contrastantes do que Diaby, Eduardo, Vietto ou Neto por exemplo. Mas não, a realidade é que os jornais dizem querermos um 6, para além de um ala esquerdo (depois de 2 alas contratados e Matheus e Iuri dispensados) e de um ponta de lança móvel, embora concorde que o perfil destes dois últimos faz falta (ficaria sempre com Dala, especialmente se Dost ou Phellype saíssem, porque tem coisas diferentes).

    Eu penso que o que está a acontecer revela que em termos "top down" há aqui qualquer coisa que parece não fazer muito sentido. Este "venham mais cinco" ao mercado, ao mesmo tempo do "vão mais cinco da Formação" incomoda-me.

    Amanhã é outro dia. Com mais ou menos equívocos, temos de ganhar na Madeira. "In Bruno Fernandes we trust"!
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